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SEM ACESSO

Nacional luta, goleia o Altos-PI, mas é eliminado no Brasileiro da Série D

Jogando na Colina, o Leão precisava fazer quatro gols e não sofrer nenhum para avançar na competição. Jogo terminou 4 a 2 e o Nacional deu adeus ao sonho de acesso à Série C 10/06/2018 às 18:15 - Atualizado em 10/06/2018 às 18:24
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Fotos: Antônio Lima
Camila Leonel Manaus (AM)

A conta do Nacional na tarde deste domingo (10) no estádio Ismael Benigno, Zona Oeste de Manaus, era fazer três gols para levar a decisão para os pênaltis e quatro para classificar direto após a derrota por 3 a 0 no jogo de ida. E o time amazonense até conseguiu fazer os quatro gols com Sousa, Danilo Galvão e Fininho, duas vezes. Porém os dois gols do Altos acabaram com a chance de classificação do Leão, que, mais uma vez, caiu na Série D sem conquistar o tão sonhado acesso para a série C.

O desafio do Naça para o ano que vem é ir em busca de calendário para as competições regionais e nacionais, já que o time azulino não conseguiu fazer isso neste ano.

Nesse sábado (9), o Manaus venceu o Santos-AP por 1 a 0 e se classificou para as oitavas de final da Série D. O Gavião do Norte é o único time amazonense vivo na competição.

Susto no início

A missão do Nacional ficou mais difícil logo de cara. No primeiro minuto, um susto: o Altos, que começou o jogo no ataque, foi parado com falta logo no primeiro lance. Tote cobrou e Wanzeler espalmou para escanteio. O camisa dois correu e cobrou o tiro de canto e mais uma vez o terror da bola na área se fez presente. Vitor Bafana pegou no segundo pau e chutou para abrir o placar com dois minutos de jogo. No momento, o Nacional precisaria fazer cinco gols para se classificar sem levar disputa para as penalidades.

Apesar do susto, o Leão não se abateu. Colocou a bola no chão e tentava chegar na área adversária. O primeiro lance foi aos três minutos quando Guigui levantou na área e Jack Chan cabeceou, mas a bola saiu fraca e Gideão defendeu com facilidade. Depois foi a vez de Sousa, aos 11 minutos, sair jogando pelo meio. O jogador chutou colocado, mas a bola passou por cima do gol.

A persistência nacionalina foi recompensada quando um dos ataques foi parado com falta e, aos 13, Sousa cobrou falta no canto direito de Gideao. Era o empate do Naça.

Aos 25, o Nacional seguia cercando a área do Altos. Jack Chan recebeu e chutou em.cima do goleiro. No rebote, Anderson, na marca do pênalti chutou, obrigando Gideão a fazer um milagre no lance que terminou com Charles chutando para fora após a defesa do goleiro do time piauiense.

O que parecia ser o amadurecimento de mais um gol do Leão virou uma preocupação quando, em contra-ataque, Manoel caiu na área e o juiz Lucas Paulo Torezin assinalou pênalti. O próprio Manoel cobrou no meio e Paulo Wanzeler defendeu. Comemoração na Colina.

Após o pênalti, a melhor chance do Altos-PI foi com Vitor Bafana, na entrada da área, ao chutar  forte, mas por cima do gol.

Chuva de gols

No segundo tempo, Lecheva tirou Lucas para a entrada de Danilo Galvão e foi preciso um lance para brilhar a estrela do atacante. A jogada começou com Anderson que chutou rasteiro na entrada da área com um minuto da segunda etapa. O goleiro deu rebote e no segundo pau, Galvão só escorou para o fundo das redes. Nacional 2 a 1.

O time do Nacional seguiu na pressão e Danilo Galvão quase ampliou em.um chute cruzado pelo lado direito, mas a bola passou raspando no gol. O time do Altos cometia muita faltas, porém, a maioria delas cobradas por Ze Antônio não eram bem sucedidas.

Até que Fininho, aos 16, pegou a bola e cobrou com perfeição para fazer 3 a 1. Faltava um gol para o Nacional levar o jogo para os pênaltis. Faltava. Porque, aos 25, o Altos aproveitou uma sobra de bola após escanteio do Nacional. Américo saiu jogando com o Nacional todo no campo de ataque. No meio-campo, ele rolou para Marconi sair cara a cara com Wanzeler e diminuir para 3 a 2, complicando ainda mais a vida do Nacional.

O nervosismo mais uma vez tomou conta do Nacional, que seguiu desperdiçando chances no ataque. O gol do Altos foi um banho de água fria no incêndio que o Nacional fazia no jogo.

O Altos tentava responder no contra-ataque. Com a pressa do Nacional, o time adversário começou a trabalhar com o relógio a seu favor. O time se fechou, marcando as investidas do Leão e ganhava alguns minutos com os jogadores caindo em campo para serem atendidos. 

Em meio ao desespero, um último raio de esperança: Fininho fez o quarto chutando à meia altura na entrada da área aos 48, mas não havia mais tempo para o gol que faltava. Fim de jogo e eliminação para o Nacional.

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