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Nacional FC recebe contrato dos chineses e está a um passo da terceirização

Documento, que promete salvar e elevar o patamar do Naça nos próximos 20 anos aguarda apenas aprovação do conselho deliberativo do clube de futebol 07/06/2018 às 14:36 - Atualizado em 07/06/2018 às 15:02
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Contrato com os chineses da Ledman foi recebido pela direção do Naça (foto: Denir Simplício)
Denir Simplício Manaus (AM)

Reviravolta na Vila Municipal? Após ter acordo com chineses “posto em xeque”, a diretoria do Nacional Futebol Clube recebeu na manhã desta quinta-feira (7), a minuta do contrato com a empresa BSI Soccer/Ledman Sports. O documento entregue pelo representando da estatal chinesa, Luiz Américo, ao presidente do Naça, Roberto Peggy, promete sanar as dívidas do clube e terceirizar o departamento de futebol do Leão pelos próximos 20 anos.

A entrega do contrato foi feito na sede do clube, na Vila Municipal, na presença de diretores e torcedores do Nacional. Atravessando a pior crise financeira de sua história, o Naça passou por uma greve do elenco na semana passada, dias antes do primeiro duelo com o Altos-PI, pela segunda fase do Brasileirão da Série D. Roberto Peggy, que abandonou licença de dez dias por conta do imbróglio com o plantel, comemorou a possibilidade do fechamento do acordo.

“Esperamos que a terceirização do Nacional traga novos investimentos e que não só o Nacional seja privilegiado, mas seus adversários diretos também. Que os outros patrocinadores, concorrentes de quem anuncia no Nacional procurem também os outros clubes e, a partir desse momento, nós encontrarmos uma forma porque o futebol amazonense não se paga”, disse Peggy.

O próximo passo para a terceirização do departamento de futebol nacionalino está marcado para ocorrer na próxima quarta-feira (13), quando está marcada a leitura do contrato para o conselho deliberativo do clube.

“Se nós não tivermos nenhuma objeção e a aprovação unânime do conselho deliberativo, porque a assembléia já disse ok, agora só falta a aprovação do meu conselho. Temos três dias úteis e nós podemos dizer que a minuta está ok. Aí o próximo passo é a assinatura do contrato formal”, explicou o presidente nacionalino elencando a sequência da negociação.

“Ou eles (chineses) mandam pra gente o contrato já assinado, ou eu vou até a China. Ou ainda, vem um representante deles até Manaus para uma situação mesmo de finalização (parceria). A partir do momento que o contrato estiver consolidado, com todas as obrigações da Ledman cumpridas, a gente passa o Centro de Treinamento Barbosa Filho pra eles. Daí, as categorias de base e profissional passam a ser de responsabilidade deles pelos próximos 20 anos”, disse.

Por uma assinatura

Questionado se existia a possibilidade de veto do contrato por parte do conselho deliberativo do Nacional, Roberto Peggy foi taxativo ao afirmar que a parceria está por detalhes. “Seria um contrassenso (veto). Porque a assembléia é composta pelo próprio conselho. Se você dá o ok pra uma terceirização numa assembléia geral e você muda de opinião no conselho deliberativo, você terá de se justificar muito bem. Talvez uma cláusula ou outra, um texto, uma palavra, algum ajuste. Mas isso daí talvez retarde em um dia ou dois (assinatura), mas não é uma negação ao projeto. O máximo que vai acontecer é uma concessão, um ajuste com eles”, explicou Peggy apontando que o acordo deve ser fechado logo após a Copa do Mundo da Rússia.

“Acho que dentro de duas semanas (selar acordo com os chineses). Seria o prazo aceitável até para os parceiros que estão esperando. Na quarta-feira (13) se dá ok, ou se faz ressalvas; comunica-se. Na outra semana, após essa que vêm, a gente marca a celebração do contrato com a presença deles”, festejou o mandatário fazendo uma revelação.

“Até me surpreendi quando o presidente da Ledman disse que, se ele não puder se deslocar (até Manaus) ou alguém (representante da Ledman), poderia ser interessante nós irmos até Shenzhen (na China) e fazer essa assinatura presente na própria fábrica com eles. Isso seria muito bom pra conhecermos os parceiros lá no país deles”, concluiu.

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