Publicidade
Esportes
ENTREVISTA

Nadadora portuguesa Angélica André vai participar de prova de 8,5 km em Manaus

Confirmada no Rio Negro Challenge, Angélica fala com o Craque sobre a prova, e afirma que será uma experiência bem diferente. Confira: 21/10/2018 às 09:43
Show nata  o agora bb208acb 7e25 4849 b470 d29924424f77
A nadadora coleciona recordes nacionais nas piscinas de Portugal (Foto: Divulgação)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Portugal também vai descobrir o Rio Negro Challenge! Isso porque a maratonista aquática portuguesa Angélica André, 24, está com presença confirmada para a Travessia Almirante Tamandaré, prova de 8,5 km, que acontece no dia 9 de dezembro, na Praia da Ponta Negra, zona oeste de Manaus. Angélica coleciona recordes nacionais nas piscinas de Portugal, é uma das principais nadadoras do seu país, e se orgulha dos seus principais resultados a nível mundial, que incluem o 5º Lugar no Campeonato europeu de natação e vários ‘top 10’ na chamada Taça do mundo.

Em entrevista exclusiva com o CRAQUE, Angélica falou sobre sua vinda a Manaus para a Travessia, sobre o que espera da experiência de nadar no Rio Negro, sobre a história da natação na sua vida, sobre o sonho de chegar aos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, e mais. Confira:

AC - Angélica, você virá para a prova da Travessia do Rio Negro, em Manaus – Amazonas. Será sua primeira vinda ao Brasil? Tinha vontade de conhecer a Amazônia?

 — Está vai ser a minha segunda vez no Brasil, a primeira vez foi em 2013 na Copa do mundo em Santos - SP, e gostaria muito de conhecer Amazônia.

AC - Você sabe quais são as características do Rio Negro? Está fazendo alguma preparação específica?

 — Não conheço as características do Rio negro, estou sempre em preparação para as provas que se avizinham neste início de época da Europa.

AC - O Rio Negro tem a água com temperatura de 27, 28 graus, portanto, alta. Além disso, é uma água “pesada”. Para você será bom nadar numa água "quentinha" para variar daquelas águas geladas que enfrenta nas maratonas, ou será mais difícil por não estar habituada a este tipo de água?

 — Para mim a água quentinha não “me gusta”, gosto da água mais fria, 16 graus, mas com as novas regras FINA (Federação Internacional de natação), o ideal é sempre 20/21 graus. Mas é sempre uma experiência e o melhor disso é que podemos tirar o melhor partido e aprender sempre algo que podemos melhorar no dia a dia.

AC - Você será um dos grandes nomes da Travessia Almirante Tamandaré este ano, que trará também a brasileira, atual campeã mundial, Ana Marcela, e ainda a neerlandesa, Sharon Van Rouwendaal, campeã olímpica, para realizarem um desafio. Pelo que você conhece das duas, há um favoritismo para alguém? Em quem você apostaria nesse desafio, e o que tem a dizer sobre essas nadadoras.

— As duas são enormes atletas e tenho muito em consideração às duas nadadoras, mas o meu favoritismo vai para a Ana Marcela, pois falamos a mesma língua, o português.

AC - Você tem vontade de conhecer algum ponto turístico, algo específico no Amazonas?

— Normalmente quando vou a provas, até o dia da competição não costumo ver pontos turísticos, mas depois, se der tempo, vou sempre ver alguma coisa, e normalmente é sempre algo desconhecido para mim.

AC - Você possui muitas conquistas importantes nas águas abertas, tanto em Portugal como em outros países, e gostaríamos de saber como é o incentivo ao esporte em Portugal. Você se sente uma atleta valorizada no seu país?

 — Em Portugal ligam-se muito ao futebol e esquecem-se muito das outras modalidades desportivas, mas dentro da modalidade somos valorizados.

AC - Como foi o seu início na natação e nas águas abertas?

— Iniciei a natação aos 3 anos de idade na pré-escola, e depois, quando fui para a escola, meus pais quiseram que eu praticasse um desporto, tanto eu como os meus irmãos e deram-nos a escolher uma modalidade e eu sempre quis a natação. As águas abertas vieram anos depois, aos 18 anos, numa prova aberta na Taça do mundo em Setúbal, e aí começou o bichinho pelas águas abertas.

AC - Quais são os resultados conquistados na sua carreira que você mais se orgulha?

 — Os resultados que mais tenho orgulho são o 5º lugar no europeu de 2016 e taças do mundo em 2018.

AC - Como foi a temporada de 2018 para você?

 — A temporada de 2018 foi a melhor de todas, tanto em piscina, que melhorei os meus recordes pessoais dos 50m aos 1500m em piscina curta, como em águas abertas, que entrei para o Projeto Olímpico Tóquio 2020, em Portugal.

AC - Você está trabalhando com o foco principal em Tóquio 2020. Qual a estratégia para conseguir estar lá?

— Estou a trabalhar para chegar a Tóquio 2020, o foco é continuar a treinar e em cada competição tirar o maior proveito de estar a competir e conhecer as minhas capacidades, aquilo que posso fazer é também conhecer mais as características das águas abertas.

Publicidade
Publicidade