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Nando eterno: atacante ainda comemora o primeiro gol de um amazonense na Arena

Jogador do Princesa do Solimões marcou seu nome na história do futebol Baré após seguidas polêmicas. O camisa 23 do Tubarão festeja a oportunidade de escrever um bonito capítulo na sua carreira vitoriosa   26/06/2015 às 20:38
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Nando eternizou seu nome na história da Arena da Amazônia.
Denir Simplício Manaus (AM)

“Deus me deu só um gol mas foi o primeiro gol da Arena”. É com essa frase que Alessandro Libório, o Nando, eleva as mãos ao céu e agradece por se tornar o primeiro jogador amazonense a marcar gol em uma partida oficial na Arena da Amazônia. O tento marcado pelo atacante do Princesa do Solimões foi o único do jogador no Campeonato Amazonense de 2015, mas entrou definitivamente pra história do futebol Baré.

Eram 44 minutos do segundo tempo, o adversário vencia por 1 a 0 e havia praticamente definido a conquista do título. No entanto, o camisa 23 do Tubarão continuava sua batalha em campo. Nando fez uma das melhores apresentações dele neste campeonato e foi coroado com o gol histórico. “Até agora a ficha tá caindo... acho que é uma honra muito grande ser abençoado em marcar o primeiro gol de um amazonense na Arena. Isso veio coroar minha carreira e amenizar todas as coisas que eu passei esse ano”, confessa o jogador.

Uma nova história

Marcado negativamente pela briga generalizada na final do Barezão do ano passado - em que desferiu um chute na cabeça do jogador Leonardo, do Nacional, e no Amazonense deste ano, quando feriu o olho de um torcedor nacionalino -, Nando revela que sofreu muito durante esse período. “Todos temos uma maneira de agir... e tudo aquilo foi acumulando dentro de mim e foi afentando as coisas dentro de campo e fora também. Fui humilhado... fui cuspido, xingado. Mesmo assim Deus cuidou de mim e disse pra eu ficar calado. Só eu sei o que passei”, desabafa o atacante do Tubarão.


Nando, que fez a sua quarta temporada com a camisa do Princesa do Solimões, declarou que pediu ao diretor de futebol do Tubarão, Raphael Maddy, pra ser afastado do elenco depois da confusão com torcedores do Nacional. “Nunca disse isso pra ninguém. Mas eu pedi pro Maddy pra ficar em casa. Não tava bem. Minha família ficou triste... todos sabem que não sou essa pessoa. Mas Deus foi tão bom comigo que me deu a chance de escrever uma outra história”, conta às lágrimas o atacante.

E foi isso que Nando fez. Com o golaço marcado na decisão com o Nacional, o jogador não evitou o título do adversário, mas reescreveu sua história. Afinal,  na somatória da carreira do atacante de 38 anos, ele coleciona muito mais glórias do que decepções no futebol.

Três perguntas pro Nando:

1 - O que mudou na vida do Nando depois do gol?

Nem sabia (sobre ser o primeiro amazonense a fazer gol na Arena). Só depois que terminou o jogo é que o pessoal do banco me disse que meu gol era o primeiro. Fiquei feliz. Deus me deu a chance de me redimir... de apagar tudo o que ficou de ruim do ano passado. Sei que eu errei, mas foi apenas um erro. Já me arrependi muito daquilo... passou.


2 - Sua família sofreu junto com você nesse período?

Todos. Minha esposa, meus irmãos, minha filha... todos me conhecem, sabem que eu não sou uma pessoa ruim. Minha filha sofreu até na escola. Foram falar pra ela sobre a confusão com o torcedor do Nacional. Ela veio falar comigo quando eu pensei em parar de jogar. Ela me disse: “Pai, eu confio em você. Sei que você é um campeão. Não desiste de jogar futebol. Sei que o senhor está triste agora, mas tudo vai  ficar bem”. Aquilo mexeu comigo e me deu incentivo pra treinar ainda mais. Pra voltar com mais vontade de ajudar o time ainda. Acho que foi por isso que nos dois jogos da final eu acabei indo pro time titular e fui bem.

3 - Você tem 38 anos, já pensou quando vai parar de jogar e o que vai fazer depois de pendurar as chuteiras?

Quero jogar até os 39 anos... só até o ano que vêm, depois vou parar. Ainda vou estar com 38 anos no campeonato de 2016. Me cuido e sei que dá pra jogar bem até lá. Já pensei em algumas coisas aí... mas estou vendo ainda. Pode ser alguma coisa relacionado ao comércio. Mas estou pensando sim, no que vou fazer quando parar de jogar bola. Estou conversando com umas pessoas, com minha família, acho que vou um negócio pra mim.


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