Publicidade
Esportes
Craque

‘Não jogamos só por tapinhas nas costas’, diz José Manuel de La Torre

Técnico do México comenta sobre o Japão, Copa Ouro e Eliminatórias da Concacaf José Manuel de la Torre  21/06/2013 às 09:27
Show 1
José Manuel de la Torre, Técnico do México
Leanderson Lima Belo Horizonte (MG)

O técnico da seleção mexicana, José Manuel de la Torre, vai sair de Belo Horizonte com muita pimenta e pepinos na bagagem para resolver. A eliminação precoce foi tão ardida quanto as famosas pimentas daquele país. Além dos resultados ruins, o time volta para casa repleto de desconfiança sobre as reais chances de classificação para a Copa do Mundo do ano que vem e também tendo que explicar o episódio de uma supostamente farra ocorrida na Cidade Maravilhosa. Ontem, o treinador mexicano falou sobre esses e outros assuntos...

Qual a opinião do senhor a respeito dos protestos que tomaram conta do Brasil durante a Copa das Confederações?

Em relação a sua pergunta eu digo que vamos ficar à margem, porque viemos participar de uma competição esportiva e vamos respeitar o que estiver acontecendo no País. Estamos concentrados somente na questão esportiva.

O que ficou de lição para o México desta participação na Copa das Confederações?

Ainda não acabou, mas não resta dúvida que nossa expectativa era passar de fase. Enfrentamos seleções fortes e isso é bom. Voltaremos ao México e vamos reunir com a comissão técnica para ver como vamos jogar a Copa de Ouro.

Na sua avaliação, quais são os pontos fortes e fracos da seleção japonesa?

O Japão tem um time muito organizado, até pela cultura deles que é assim. Tem jogadores de alta qualidade, mas é claro que eles também deixam espaços que podem ser aproveitados como foi pelo Brasil e pela Itália. E é claro que nós vamos tentar fazer uma boa partida por questão de orgulho. É bom lembrar que todas as seleções que estão aqui são de alto nível. Só cruzamos com seleções campeãs até aqui. Depois (da Copa das Confederações), vamos ter que nos concentrar na Copa Ouro e vamos trabalhar para o nosso maior objetivo que é classificar o México para a Copa do Mundo no Brasil.

Por que vem sendo tão difícil o México repetir uma escalação?

Cada partida é diferente. Às vezes, um jogador sai porque sofreu uma lesão ou outro problema físico. São questões que acontecem com qualquer seleção. O importante é que temos jogadores que podem se unir no esquema tático e oferecer outras possibilidades.

O México vai ter algum esquema especial para marcar o Honda?

Não. O Japão tem jogadores com condições de aproveitar bem os espaços e insisto, estamos enfrentando uma equipe completa, que sabe chegar pelas pontas e laterais em condições de incomodar os rivais.

Como você analisa a repercussão nos casos de indisciplina envolvendo seus jogadores?

Isso incomoda e machuca muito. Acho que, de uma maneira ou outra, o jogador tem esposa, filhos, irmãos, pais e tudo isso repercute. Mas o jogador tem que esquecer isso se concentrar no esporte. Sabemos que estamos expostos, que somos pessoas públicas e muitas pessoas querem explorar e vender histórias nossas.

A ausência de jogadores do México durante as coletivas é uma forma de blindar os jogadores?

Não! Coletiva é para o técnico e é assim que está definido.

Como motivar um elenco com o time eliminado da competição?

Todas as partidas da competição são importantes. Competimos diariamente, toda hora. Não fazemos o nosso trabalho apenas para ganhar alguns tapinhas nas costas.

O que você leva da experiência de ter comandado uma seleção em uma competição no Brasil?

Eu diria que a parte esportiva foi agradável por enfrentar seleções de nível e, quanto a organização, acho que temos uma amostra do que podemos enfrentar em 2014.

Publicidade
Publicidade