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Não tá fácil pra ninguém: a cinco meses da abertura, Rio 2016 não vendeu nem metade dos ingressos

Comitê organizador dos Jogos Olímpicos no Brasil informou que apenas 47% dos bilhetes para o evento foi negociada. Presidente do COI, Thomas Bach, amenizou e disse que o brasileiro tem "cultura diferente" 02/03/2016 às 15:51
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Comitê da Rio 2016 confirma que apenas 47% dos bilhetes para o evento foram vendidos até agora.
Reuters Lausanne (Suíça)

Menos da metade do total de ingressos dos Jogos Olímpicos foi vendida até o momento, a cerca de cinco meses da abertura da primeira edição das Olimpíadas na América do Sul, informaram os organizadores do evento nesta quarta-feira (2).

Os Jogos do Rio colocaram à venda um total de 7,5 milhões de entradas para a Olimpíada, que acontece de 5 a 21 de agosto.

"Cerca de 47 por cento dos ingressos foram vendidos", disse o diretor de Comunicação do comitê Rio 2016, Mario Andrada, a repórteres, após uma apresentação do progresso dos preparativos do Rio ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Segundo Andrada, apesar de ter vendido menos da metade dos tíquetes, o Rio 2016 já atingiu 74 por cento - ou 194 milhões de dólares - da meta de receita com ingressos, principalmente devido às entradas mais caras para os principais eventos.

A cerimônia de abertura, por exemplo, não tem mais entradas à disposição, afirmou.

A Olimpíada de 2012 em Londres atingiu sua meta de receita com venda de ingressos meses antes do início dos Jogos devido a uma grande demanda. No total, Londres vendeu 8,2 milhões de um total de 8,5 milhões de tíquetes para a Olimpíada.

"Eu não tenho preocupações com isso", disse o presidente do COI, Thomas Bach, a repórteres.

"É uma cultura diferente. Os brasileiros não compram ingressos com essa antecedência como os britânicos ou os alemães. Não tenho dúvidas que, quando chegar o momento, estes números vão aumentar."

Bach também manifestou apoio ao corte de custos dos organizadores dos Jogos nos últimos meses, dizendo que são necessários devido à crise econômica no Brasil.

"Todos nós reconhecemos a situação muito difícil que o país se encontra e as razões para esta crise vão além da influência do comitê organizador", afirmou.

 


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