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‘Não vou renunciar porque não tenho nada a ver com isso’, afirma Del Nero, presidente da CBF

Eleito neste ano, Del Nero negou qualquer participação ou conhecimento sobre os esquemas de propina investigados pelo FBI sobre compra de votos para a escolha das sedes do Mundial 29/05/2015 às 14:48
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Marco Polo Del Nero, presidente da CBF
acritica.com ---

No momento em que acontecia o congresso que elege o mandatário da Fifa, em Zurique, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol Marco Polo Del Nero concedia entrevista no Brasil pela primeira vez após a divulgação dos esquemas de corrupção perpetrados pela entidade, em que sete altos executivos da instituição, entre eles o ex-presidente da CBF e até então vice José Maria Marin, ligado a Del Nero, foram presos nesta semana.

Eleito neste ano, Del Nero negou qualquer participação ou conhecimento sobre os esquemas de propina investigados pelo FBI que dizem respeito à compra de votos para a escolha das sedes do Mundial. Ele também negou qualquer possibilidade de renunciar ao cargo, alegando que não teria motivos para tal. “Não vou renunciar porque não tenho nada a ver com isso”, disse ele, que foi vice-presidente na gestão de José Maria Marin, de quem é amigo.

O manda-chuva da CBF, que falou em “momento difícil pra Confederação Brasileira de Brasileira” e se aparentou abatimento diante pelos acontecimentos, respondeu ainda perguntas sobre a retirada do nome do ex-presidente da fachada do prédio da CBF no Rio de Janeiro e sobre sua saída do Congresso da Fifa antes mesmo da votação que definirá a renovação ou não da presidência da entidade, atualmente na gestão do alemão Joseph Blatter, cuja reeleição, à revelia da Uefa, é apoiada por grande parte da comunidade futebolística internacional.

 “Quando eu pensei em me ausentar por conta da situação grande que estava acontecendo com a prisão do Marin, conversei com presidente da Conmebol falando da necessidade de voltar a ao país para dar uma satisfação e pra comandar as explicações necessárias seja lá onde for, seja no Ministério da Justiça, seja na Polícia Federal, na Procuradoria Federal, enfim todos os setores que necessitam de explicações, vamos dar, por isso estou presente. Deixamos representantes lá para votar de acordo com a Conmebol. A Conmebol vota em bloco”, disse Marin.

Sobre a retirada do nome, foi mais breve: “A Conmebol estipoulou a punição de 90 dias para o ex-presidente Marin e a diretoria em referendo numa assembléia geral decidiu pela retirada do nome”, resumiu.

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