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Esportes
Finalizou!

National Pro de Jiu-Jítsu garante 19 amazonenses em disputa mundial em Abu Dhabi

Brazil National Pro de Jiu-Jitsu garante vaga de 55 atletas na Seleção Brasileira da modalidade e vaga no World Pro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Amazonenses brilharam dentro e fora do tatame 13/02/2017 às 09:22
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Gabriel Moraes foi um dos amazonenses que brilhou na competição e garantiu vaga para disputar o World Pro. (Foto: Winnetou Almeida)
Valter Cardoso Manaus-AM

Mais de dez mil atletas em busca de 55 vagas para a primeira Seleção Brasileira e passagem para a disputa do Abu Dhabi World Pro em abril deste ano após a disputa do Brazil Natiinal Pro, em Manaus no último fim de semana. 

Dentro dos tatames, lutadores cascudos que deram um belo espetáculo da “arte suave” a todos que foram à Arena Amadeu Teixeira, neste fim de semana e  até mesmo os organizadores se impressionaram com a competitividade. “Superou nossas expectativas. Os atletas estão muito contentes, encheu o estádio. Eu acredito que esse evento, além de deixar um legado histórico para a cidade, nós pretendemos estar no ano que vem aqui de novo e fazer um evento melhor que esse”, analisou o presidente da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, Walter Mattos.

Empurrados pelo calor da torcida, 19 amazonenses brilharam e garantiram títulos de campeão e  o privilégio inédito de vestir as cores verde e amarela pela categoria. “É uma alegria enorme, contagiante, porque o evento está sendo em casa. A gente vem, luta, consegue essa conquista para representar o Brasil lá fora. É bom pro atleta, é uma valorização. A gente tem dificuldade para sair de Manaus, mas a gente tem que abraçar a oportunidade que aparece na porta nossa porta.  Essa foi uma grande oportunidade para os atletas amazonenses. Fiz um treinamento bom e consegui chegar ao resultado que é ser campeão na categoria e a consequência é você representar o seu país em um campeonato mundial”, analisou Gabriel Moraes, campeão   pela categoria  Master I até 62 kg, que vai pela segunda vez para a competição nos Emirados Árabes.


Outra amazonense que brilhou foi uma velha conhecida dos tatames. Acostumada às vitórias e ser o centro das atenções no judô, Rita de Cássia Reis voltou a praticar o jiu-jitsu apenas para esta competição, e não decepcionou. Ela foi uma das campeãs que garantiram viagem para Abu Dhabi. “Estou treinando bastante agora, vou começar a me dedicar muito. Estou muito feliz por esta oportunidade que eu tive, agora é só treinar e, se Deus quiser, ganhar uma medalha lá”, garantiu Rita de Cássia, que venceu pela categoria até 49 kg, faixa roxa, que agora vai precisar adequar a sua rotina às duas modalidades esportivas. 

“O jiu-jitsu eu vou treinar à noite e o judô eu vou treinar pela manhã.  Vou me dedicar nestes dois horários para ter um ótimo resultado”, garantiu a lutadora. 

Com experiência internacional no judô, Rita já se prepara para a viagem para os Emirados Árabes. “Já tinha ido competir pelo judô, agora vou competir pelo jiu-jitsu. Vai ser no mesmo ginásio e parece que vai ser na mesma data. Tudo está favorecendo para mim”,  finalizou a atleta multimodalidades.

Quem veio de fora do Amazonas  também curtiu todo o ambiente da torcida e do Estado.  “Para mim é uma honra estar lutando em um evento tão grande como este e também estou  aqui graças a muitas pessoas que me apoiaram e me ajudaram”, explicou o lutador Cleber Fernandes, vencedor da categoria 62kg, faixa preta, que tem uma ligação grande com a cidade. Quem bancou as passagens para que ele viesse para a competição em solo baré foi justamente um manauara. Com experiência na competição de Abu Dhabi, o lutador não conseguiu vencer a disputa no ano passado, mas já planeja a volta por cima. “Foi uma experiência muito boa, porque é um evento muito grande. Você chega lá e vê um país de primeiro mundo, de outro nível. foi uma experiência muito boa. Dessa vez eu quero chegar para ser campeão, de faixa preta”, garantiu Cleber. 

Legado
Após a passagem da competição, o esporte amazonense vai ficar com mais do que as boas lembranças. Parte da estrutura usada vai ficar no Estado não só para o jiu-jitsu. “O que fica de legado é este tatame, que fica para as modalidades que precisam do dojô, o judô, jiu-jitsu, caratê, entre tantas outras modalidades”, garantiu o titular da Secretaria Estadual de Juventude Esporte e Lazer, Fabrício Lima.

Jiu-Jitsu árabe
Enquanto a maioria dos atletas  que disputou o  Brazil National Pro sonhava em conhecer os Emirados Árabes, o carioca José Júnior, ou Cientista, fez o caminho inverso e veio ao Brasil para competir. Morando há nove anos em Abu Dhabi, o lutador explicou como o esporte cresceu e porque virou uma das capitais da modalidade. “O jiu-jitsu tá inserido na cultura do povo. Todo mundo sabe o que é o Jiu-Jitsu, existe uma cobertura enorme da mídia lá. A gente tem projetos também nas escolas públicas de Abu Dhabi onde o Jiu-Jitsu é uma matéria curricular. Todas as crianças aprendem na escola. Também está inserida na parte militar, onde todas pessoas que querem mudar de patente tem também que saber Jiu-Jitsu. Então existe um projeto muito grande muito grande de inserção do esporte lá e tá gerando muitos frutos, tem mais de 100 mil pessoas treinando todos os dias”, explicou o lutador que também brilhou em Manaus.

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