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No Amazonas, dupla leva narração a torneios de futebol comunitário

Silva Junior, o 'Borracha', e José Camacho narram partidas de futebol comunitário e fazem o maior sucesso em Manaus 26/03/2017 às 05:00 - Atualizado em 27/03/2017 às 14:50
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Borracha e Camacho já narraram partidas no interior, como Manacapuru e Iranduba. (Fotos: Aguilar Abecassis)
Valter Cardoso Manaus-AM

O jogo vai começar. Os narradores fazem todo o levantamento dos jogadores relacionados e se preparam para a transmissão da partida. Parece a rotina de trabalho para quem trabalha em grandes torneios, mas essa também é o roteiro de quem se prepara para narrar torneios de bairro.

Silva Júnior, o “Borracha”, e José Camacho formam o Escrete Brilhante, uma iniciativa que leva a narração, com direito a comentarista e entrevistas na beira do campo dos jogos de futebol comunitário. “O Escrete Brilhante começou a partir do projeto Caravana na Copa,  quando Manaus ainda era candidata à sede da Copa, onde foram  estabelecidos vários campeonatos masculino, feminino e master, nos campos das comunidades. Aí foi criada esta equipe de transmissão, através do Silva Júnior. Uma vez que terminado o projeto, nós tivemos vários convites dos campos e coordenadores de liga convidando a dar continuidade e aí começou o Escrete Brilhante. Começamos com uma transmissão aqui e outra transmissão alí e ao longo do tempo nosso trabalho foi crescendo de tal forma que nos tornamos os principais narradores da cidade de Manaus e também região metropolitana”, relembra José Camacho, comentarista dos torneios e locutor oficial da Arena da Amazônia.

Borracha, que também trabalha como radialista profissional, passou a ser o nome mais requisitado nos campeonatos comunitários. Trabalho que, segundo ele, tem um sentimento especial. “É uma emoção muito forte, porque quando a gente se propôs a fazer esse trabalho, de serviço comunitário, a gente buscou trazer as emoções do rádio profissional para o perímetro dos campos de futebol dos bairros. O público abraçou esta causa, a gente fica muito emocionado, a gente vive o clima do jogo em si e tenta transparecer e passar isso ao público presente”, explicou o narrador.

Dentro de campo, os jogadores já até se acostumaram a ter seus segundos de fama ao ter seus lances narrados no sistema de som. Difícil mesmo agora  é querer jogar sem narração. “Dá mais empolgação. Se todo jogo tivesse narração, daria mais incentivo para o jogador jogar com vontade, ao invés de fazer cera. O nome que ele nos dá, pegando a bola, fazendo o gol, dá mais incentivo, mais vontade de jogar. Sem narração não adianta, tem que ter todo jogo, todo campeonato,  seja aqui na Zona Leste ou em todas as zonas”, garantiu Ivanildo Souza, jogador de futebol.

Em meio aos campos de terra batida, bolas chutadas para outras ruas, jogadores e torcedores, o grito de gol, embalado pela voz do Borracha mantém o sentimento que envolve todo o futebol comunitário. Por vezes é mais fácil entender que o futebol é considerado amador, se considerarmos o quanto ele é amado.
 

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