Quinta-feira, 09 de Abril de 2020
Craque

No basquete, Brasil e Argentina se enfrentam para disputar uma vaga na seminal em Londres

Brasil do técnico Rubén Magnano, encara Argentina formada por Rubén Magnano nas quartas de final



1.jpg Huertas, armador brasileiro vem se destacando na organização das jogadas e assistências
08/08/2012 às 08:46

As duas maiores forças do basquete sul-americano decidirão uma vaga na semifinal da Olimpíada. Brasil e Argentina enfrentam-se hoje, às 15h (Manaus), pelas quartas de final do torneio masculino da modalidade nos Jogos de Londres.

Campeã olímpica em Atenas-2004 sob o comando do técnico Rubén Magnano - hoje à frente da seleção brasileira -, a Argentina tenta voltar ao pódio olímpico e, ao menos, repetir o bronze de Pequim-2008, quando venceu a Lituânia na disputa do terceiro lugar. Já o Brasil tenta provar sua força após 16 anos sem disputar uma Olimpíada.



O time brasileiro ficou com a segunda melhor campanha do Grupo B após vencer a poderosa Espanha, ontem, por 88 a 82. Já os argentinos terminaram em terceiro no Grupo A, após a derrota de 126 a 97 para os EUA, maior favorito ao ouro em Londres.

Sem chegar ao pódio olímpico desde Tóquio-1964, quando conquistou o bronze pela terceira vez na história dos Jogos Olímpicos, o Brasil terá dificuldades para repetir o feito obtido há 48 anos. Isto porque os veteranos astros argentinos Luis Scola e Emanuel Ginóbli fazem provavelmente sua última Olimpíada e miram mais uma medalha para a geração mais vitoriosa de seu país.

Porém, a terceira melhor campanha geral em Londres dá aos brasileiros a confiança de que a Argentina pode ser batida. Segundo Magnano, o elenco do Brasil em Londres tem “fome de glória”.

 Engasgada

 A rivalidade recente antecede até a chegada de Magnano. No Pré-Olímpico de 2007, em Las Vegas, a Argentina tirou do Brasil a vaga nos Jogos de Pequim. Três anos depois, despachou a equipe verde-amarela nas oitavas de final do Mundial da Turquia - nas duas ocasiões, o ala-pivô Luis Scola comeu a bola. No ano passado, o Brasil deu o troco em Mar del Plata, vencendo um jogo fundamental na primeira fase, e depois perdeu a final, já com as duas seleções classificadas para Londres. No pacote, ainda cabe uma revanche, desta vez em solo olímpico.

“Esse Brasil x Argentina tem todos os fatores para ser uma revanche. Eles ganharam da gente no Mundial, na final do Pré-Olímpico. Estão entalados sim”, admite o pivô Tiago Splitter, que mais uma vez enfrentará o amigo Scola, com quem jogou por muito tempo no basquete espanhol.

O técnico Magnano, que conhece bem Scola e se apressa em dizer que o ala-pivô “é humano”, sabe também que há outros nomes do outro lado. Alerta para o trio Scola-Ginóbili-Prigioni, mas não entra na onda da vingança. “Os jogadores, não sei. Mas eu não me permito pensar em revanch”, disse.


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