Sábado, 25 de Setembro de 2021
Futebol feminino

No Botafogo, Rubi busca acesso à elite do Brasileirão

Ex-goleira do Iranduba, de 2016 a 2018, conversou com exclusividade ao A Crítica. Após vencerem o Ceará no jogo de ida por 2 a 1, as Gloriosas decidem neste domingo, fora de casa, uma vaga na Série A1



bf5a08ff-5f3d-466a-bb91-936bafe450d7_CE52AB46-B167-4C8A-A818-E6DAA307DCBE.jpg Foto: Arquivo A CRÍTICA
19/12/2020 às 09:05

Neste domingo (20), pelo jogo de volta das quartas de final do Brasileirão Feminino - Série A2, o Botafogo enfrenta o Ceará às 19h (horário de Manaus), no Estádio Carlos de Alencar Pinto, em Fortaleza (CE), em partida que vale o acesso à elite do futebol brasileiro. Na partida de ida, o clube carioca saiu atrás no placar, mas com gols de Vivian e Juliana, as Gloriosas venceram por 2 a 1.

A arqueira que guarnece a meta do Botafogo é uma antiga conhecida dos torcedores amazonenses. Rubiane Suzie, a Rubi, foi goleira do Iranduba da Amazônia de 2016 à 2018, conquistando três títulos estaduais. Além disso, a jogadora foi a grande protagonista da disputa do 3º lugar da Copa Libertadores Feminina de 2018, quando saiu do banco de reservas e, na disputa por pênaltis, defendeu três cobranças da equipe do Colo-Colo (CHI), garantindo o bronze para as Guerreiras do Hulk.



Em conversa exclusiva ao CRAQUE, Rubi conta sobre a nova fase na carreira, defendendo as cores do Botafogo. O clube alvinegro possui um título estadual - conquistado em 2014 - e reativou a equipe feminina no ano passado. Em seu segundo ano após o retorno, o Glorioso pode voltar a disputar a primeira divisão do futebol feminino, seis anos depois de sua última participação, quando chegou às semifinais.

Até o fim!

Na fase de grupos, o Botafogo caiu em uma chave com Vasco, Atlético-MG e Real Brasília - algoz do 3B da Amazônia este ano -, além de Vila Nova-ES e Goiás. O clube da estrela solitária quase foi eliminado ainda na primeira fase, pois na última rodada, o time comandado por Glaucio Carvalho chegou a estar perdendo por 3 a 1, para o Vila Nova-ES. Porém, faltando 20 minutos para o apito final, as Gloriosas conseguiram a virada por 4 a 3, classificando-se no primeiro lugar. 

“Acho que o fator primordial tem sido acreditar no trabalho que tem sido desenvolvido durante todo esse período, na entrega em cada partida, na confiança no grupo que temos e, acima de tudo, dos objetivos que traçamos lá no início, que com certeza nos motiva e nos dá o gás a mais pra ir em busca dos resultados. Desde a fase de grupos, sabíamos que não ia ser fácil, pelos adversários que íamos enfrentar, e isso ia requerer muito de nós, principalmente foco, força de vontade, garra e concentração. Com certeza, passar por esses momentos adversos nos fizeram mais fortes”, explica Rubi, destacando a força do elenco alvinegro.

Crescimento

A partida de ida, contra o Ceará, foi a primeira do elenco feminino do Botafogo no Estádio Nilton Santos. Nas fases anteriores, o mando de campo das Gloriosas foi no CEFAT (Centro de Formação de Atletas do Trops). Capitã e uma das mais experientes de um jovem elenco, a goleira projeta outra conquista: o acesso.

“Quando o professor Glaucio entrou em contato comigo e me expôs o projeto do Botafogo no futebol feminino, eu sabia que seria mais um desafio na minha vida. Entrei de cabeça e tenho tentado somar com tudo aquilo que eu aprendi em toda minha carreira. Temos um grupo muito bom, uma comissão super competente, temos trabalhado muito e não temos outro objetivo que não seja, em primeiro lugar, o acesso, que é o lugar onde o Botafogo merece estar”, afirma.

Gigante

Caso o Ceará derrote o Botafogo no tempo normal por apenas um gol de diferença, o acesso será definido após cobranças de pênalti. E defender penalidades - como os amazonenses lembram bem - é algo que Rubi executa com maestria, mas ela espera que a classificação das Gloriosas ocorra após os 90 minutos.

“Eu acredito que quando você está em uma decisão, você tem que estar preparada para todas as situações que possam surgir e penalidades é uma dessas situações. Claro que queremos buscar o resultado (no tempo normal) e não precisar levar para a decisão nas penalidades, mas se acontecer, treinamos pra isso, nos preparamos bem. É ter tranquilidade e fazer aquilo que treinamos”, detalha.

Carinho do torcedor

Um dos grandes símbolos de um time que cativou vários torcedores, quebrando recordes de público em partidas disputadas na Arena da Amazônia, Rubi tem um carinho todo especial pelo Iranduba. Perguntada sobre a relação que possui com a torcida amazonense, a goleira é apenas elogios e agradecimentos.

“O Iranduba é um time que levo com muito carinho no meu coração, é um clube onde me fez sentir em casa. Tenho muito carinho e respeito pelo clube e pela torcida amazonense, eles são maravilhosos, calorosos, e isso não tem como esquecer. Sou muito grata a todo apoio e carinho que eles me dão, mesmo agora, defendendo outros clubes. Hoje estou no Botafogo e ainda recebo mensagens de carinho de torcedores amazonenses, que acompanham o meu trabalho e isso é muito gratificante, não tem preço que pague”, finalizou.


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