Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
JIU-JITSU

Academia realiza roda de conversa sobre depressão com pais de autistas em Manaus

Promovida pela academia GFTeam Norte Fight, a roda de conversa terá a presença da psicóloga Lucia Barros. O evento acontece neste sábado (28), a partir das 17h



zCR032402_p01_D753C187-3A2D-4549-8123-ECCCEBF49EF8.jpg Foto: Acervo Pessoal
24/09/2019 às 16:11

No mês do “Setembro Amarelo”, período de campanha sobre a prevenção do suicídio, a academia GFTeam Norte Fight realiza neste sábado (28), em sua sede, na Avenida Margarita, bairro Nova Cidade, Zona Norte, às 17h, uma roda de conversa sobre a depressão com pais de crianças autistas. 

O evento traz o tema “Pais de Autistas, depressão e dicas de Superação”. Contando com presença da psicóloga Lucia Barros, um dos motivos para a ação foi a perda de duas mães, que não puderam mais resistir na batalha contra a doença, pela dificuldade na relação com suas crianças autistas. 



“O que detectamos é que tem muito pai e mãe achando que não tem mais solução, ficam tristes, depressivos e os casos ocorrem”, disse Waleska Castro, coordenadora da interação e faixa roxa da GFTeam Norte Fight.

A roda de conversa pretende levar o bem estar psicológico para os pais, através da atividade física: serão realizadas técnicas de alongamento e relaxamento muscular, no intuito de mostrar que o exercício pode ser uma alternativa para uma vida mais leve, ‘finalizando’ qualquer desânimo. 

“A importância desse evento é levar um bem estar para os pais de autistas, para que eles possam lidar com a situação e não chegar num quadro depressivo. A expectativa é a gente trazer vários pais para dentro da academia, fazer um exercício físico, alongamento, relaxamento, um trabalho motivacional com eles. Meu esposo Robert Castro responsável pela academia e eu abraçamos essa causa, porque esses pais não conseguem esse suporte.”, comentou sobre o serviço que a roda de conversa prestará para a comunidade.

A academia, hoje, conta com horários específicos para treinos com crianças autistas e conta com a faixa preta Rebeca Salignac, que inclusive é mãe de autista, o pequeno Adilson Israel, de apenas seis anos já coloca o autismo nos ‘cem quilos’ (posição de domínio no jiu-jítsu) e não deixa espaço para escapatória. 
“A gente tem esse projeto relacionado ao autismo, do jiu-jítsu como terapia ocupacional. A gente sabe que o esporte supera muitas coisas, especificamente o jiu-jítsu ajuda muito o autista, sou professora mas também tenho filho com autismo”, afirmou a faixa preta que desenvolve o trabalho com as crianças da academia. 

Rebeca também comentou os benefícios da modalidade esportiva tanto para os filhos autistas quanto para os pais. 

“Meu filho tem seis anos e percebi como sou voluntária no instituto do autismo que existe uma diferença, entre o autismo do meu filho e de outras crianças que não tinham esse tipo de atividade. Ele me acompanha desde bebê nos treinos. Isso ajudou muito. Ele não tem problema algum de estar em lugares e isso foi graças ao jiu-jítsu como terapia ocupacional”, concluiu Rebeca.

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Repórter de A CRÍTICA

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