Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020
MARACANÃ 70 ANOS

Nos 70 anos do 'Maraca', CRAQUE relembra jogadores barés que marcaram no estádio

De Pepeta a Soares, alguns jogadores amazonense tiveram a honra de marcar gol no eterno 'Maior do Mundo'. A reportagem especial relembra algum desses feitos históricos tanto para o futebol baré quanto para o estádio



WhatsApp_Image_2020-06-11_at_22.44.24_7052A12C-FC8A-42CC-818E-93C814950440.jpeg Registro do gol do amazonense Pepeta, em 1969. Foto: Reprodução
16/06/2020 às 16:45

Já diz o ditado: “Quem foi rei, nunca perde a majestade”. O provérbio, tão famoso, pode ser usado na história do muito famoso Estádio Jornalista Mário Filho. Inaugurado em 16 de junho de 1950, hoje (16) o Maracanã completa 70 anos. Vítima de reformas que diminuíram a assombrosa capacidade inicial superior a 200 mil torcedores, o ‘Maraca’ pode até ter perdido a alcunha de ‘Maior Estádio do Mundo’, mas a fama o acompanhará para sempre.

E se quem foi rei não perde a majestade, quem teve a honra de marcar gol em um dos principais palcos de futebol do mundo - senão, o principal, pois aqui escreve um brasileiro -, merece um lugar dourado na história. O trecho de ‘Moleque Atrevido’, famoso samba de Jorge Aragão, demonstra a ideia com exatidão: “Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”.



Nesta reportagem especial, o CRAQUE relembra um sexteto de amazonenses que garantiu o tal lugar dourado na história por estufar as redes do Maracanã, seja em amistoso ou clássico carioca. De 1969 a 2007, de Pepeta a Soares, alguns tentos barés que reverberam até hoje em livros e na memória de torcedores amazonenses merecem o devido destaque.

Gol de título

A viagem ao passado, que segue os registros históricos do futebol amazonense em relação ao Maracanã, encontra Pepeta como o primeiro jogador baré a marcar gol no estádio. E não foi qualquer gol, mas gol de título. Em um 24 de agosto de 1969, o Nacional venceu o Grêmio Maringá-PR por 1 a 0 na final do Campeonato Nacional Centro/Sul x Norte/Nordeste diante de 120 mil torcedores.


É provável que Pepeta tenha sido o primeiro amazonense a marcar no 'Maraca'. Foto: Reprodução/Páginas de Vida e História

A decisão, vale lembrar, foi a preliminar do jogo entre Brasil e Venezuela pelas Eliminatórias da Copa de 1970. A conquista, aliás, coloca o Leão da Vila Municipal como o único time amazonense campeão no Maracanã. Porém, outra equipe baré pode até não ter levantado taça no Maracanã, mas uma vitória tem um sabor parecido para o Fast Clube.

No Brasileirão de 1978, um confronto entre tricolores no Estádio Jornalista Mário Filho. Em 11 de maio daquele ano, o Tricolor de Aço venceu o Tricolor das Laranjeiras por 2 a 1, em pleno Maracanã, e trouxe um feito histórico para Manaus na bagagem. O primeiro gol amazonense foi marcado contra, pelo zagueiro Dário. Após empate do Flu, o já falecido Raulino marcou o gol da vitória baré.

Anos 80 dourados

A década de 80 é considerada uma das mais talentosas do futebol brasileiro. E foi justamente nesse período que dois amazonenses ‘tiraram onda’ em diversas tarde e noites no Maracanã: Ninimberg - ou só ‘Berg’ -, pelo Botafogo, e Gilmar Popoca, tanto por Flamengo quanto pelo Alvinegro. Popoca, inclusive, chegou a ser treinador das categorias de base do Rubro-Negro anos depois.


Amazonenses fizerma sucesso no Rio de Janeiro durante a década de 80. Foto: Reprodução

Segundo a plataforma oGol, Gilmar marcou 22 gols em 91 jogos vestindo o Manto Sagrado. Berg, por sua vez, é lembrando até hoje pela torcida do Botafogo pelo ‘cartão de visitas’. Em 24 de julho de 1983, o meia manauara marcou dois gols na vitória por 3 a 2 do Botafogo sobre o Vasco da Gama, em um Maraca lotado.

Sucesso no Flu

É possível dizer que o Fluminense foi o ‘dono’ do Maracanã que mais agradou os goleadores amazonense. Na história um tanto quanto recente do Tricolor, dois atacantes são lembrados até hoje por artilharia e gols importantes em clássicos. O primeiro é Fábio ‘Bala’, manauara que pouco jogou no futebol baré e foi formado na ‘Base de Xerém’ - como é conhecida a categoria de base do Fluminense.

Em 2003, no ano de sua estreia pelo profissional, o atacante já foi vice-campeão do Campeonato Carioca e terminou a competição como líder da artilharia, com 10 gols. Na sequência, porém, a volta de Romário às Laranjeiras afastou o manauara do ataque tricolor e Bala rodou por clubes do Sul do Brasil, onde surgiu outra ‘cria’ do Fluminense.


Atacantes amazonense, Fábio Bala e Soares se destacaram no Fluminense. Foto: Reprodução

Formado no Londrina e alçado do futebol profissional no Figueirense - onde marcou 13 gols no Campeonato Brasileiro de 2006 -, Soares chegou ao Tricolor no ano de 2007. Pelo clube, fez um ótimo Estadual e foi vice-campeão da Copa do Brasil.

Mas a memória mais marcante vem de um clássico contra o Vasco da Gama, em pleno Maracanã. E falando de gol, se um é pouco, dois é bom demais. Pelo Campeonato Carioca de 2007, o Clássico dos Gigantes terminou empatado em 4 a 4 e Soares marcou duas vezes para o Tricolor.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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