Sábado, 04 de Julho de 2020
JOGOS OLÍMPICOS

Novidade nas Olimpíadas de Tóquio, escalada olímpica conquista manauaras

Modalidade será uma das cinco novidades junto de beisebol, karatê, skate e surfe. Nos Jogos Olímpicos, três estilos farão parte da modalidade: velocidade, dificuldade e boulder



WhatsApp_Image_2020-02-07_at_21.39.55_D0D231E1-AE05-425B-A58E-AA2CF02CCA6D.jpeg Foto: Eraldo Lopes/Freelancer
09/02/2020 às 15:59

No dia 9 de julho deste ano se encerra o 32º ciclo dos Jogos Olímpicos. Desta vez, é a capital do Japão, Tóquio, quem vai receber o principal evento do mundo dos esportes. Esta será a segunda vez que a ‘Terra do Sol Nascente’ vai sediar a Olimpíada - o primeiro encontro aconteceu em 1964. No total, serão 33 modalidades e a expectativa de participação é de aproximadamente 11 mil atletas representando 204 países.

Nesta edição, o quadro de modalidades terá cinco novidades: beisebol, karatê, skate, surfe e a escalada olímpica. Esta última será a primeira a ser exibida no Especial do CRAQUE sobre os ‘estreantes’ dos Jogos Olímpicos. Quem são os principais nomes do esporte? Quais as chances do Brasil ter representantes? E quão influente é a modalidade em Manaus?



Entrada nas Olimpíadas

Farão parte da estreia da modalidade 40 atletas - 20 homens e 20 mulheres -, que vão seguir um limite de dois representantes por país. Até o momento, 13 participantes já garantiram vaga no masculino: Japão, França e Alemanha (duas vagas), Cazaquistão, Áustria, Itália, Canadá, Rep. Tcheca, China, Espanha e EUA. No feminino, 12: Japão, Eslovênia, EUA (duas vagas), Áustria, Grã Bretanha, Polônia, Suíça, Rússia, Itália e China.  

Os atletas vão competir em três estilos: velocidade (speed), dificuldade (lead) e bloco (boulder).  Levam as medalhas de ouro, prata e bronze os melhores de cada naipe no somatório das três provas. Portanto, a maioria dos participantes deve adotar a estratégia de focar em dois estilos para garantirem pontuações altas - ao invés de conseguirem notas médias nos três métodos de disputa do esporte.

A de velocidade é disputa com dois participantes competindo entre si. Vence quem chegar mais rápido no topo da parede. No estilo dificuldade, os participantes precisam chegar de um ponto x ao y em rotas que podem até ‘andar pelo teto’. Já no boulder, talvez o estilo mais conhecido e praticado por iniciantes, não é necessário o uso de cordas e as rotas contam com a presença de blocos e outras formas não ortodoxas.  

Prática em Manaus

Para entender um pouco mais da nova modalidade dos Jogos Olímpicos, o CRAQUE foi até a BC Escalada Indoor, única academia que possui espaço propício para a prática da escalada. Responsável pelo local, Paulo Henrique é do Paraná, mas vivendo na capital amazonense, seguiu a prática e conquistou novos adeptos do esporte. 

“A modalidade se intensificou em Manaus a partir de 2011, começando mais com o pessoal de fora que se reunia na cidade para praticar. Sem muros, decidimos construir um que ficava na casa de um amigo. Mas o número de interessados cresceu há cerca de dois anos, e a galera não cabia mais na casa. Então tivemos a ideia de abrir esse centro de treinamento”, afirmou Paulo.


Aulas acontecem de segunda-feira à sábado. Foto: Eraldo Lopes/Freelancer

O centro de treinamento abre espaço tanto para atletas quanto para pessoas que praticam puramente por ‘hobby’. Kevin e Lia são os dois representantes do espaço quando se trata de competições. A ‘escaladora’ pensa em fazer parte do ciclo olímpico para futuras edições dos Jogos.

“Estou terminando minha graduação de enfermagem neste ano, mas quando estiver estabilizada pretendo viajar para competir e, quem sabe, ter um patrocínio que serviria de incentivo. Se fosse para viver da modalidade, eu viveria”, brincou Lia, que ficou na segunda colocação em uma competição interna da BC Escalada Indoor.

Principais nomes

Em Tóquio, o favoritismo estará com os norte-americanos, eslovenos, poloneses e russos. Mas Cesar Grosso é o principal nome brasileiro e tem como grande objetivo conquistar a vaga para Tóquio. Ele é o melhor do país no ranking mundial, ocupando o 64º lugar.

Cesar vive em Arco, na Itália, cidade que respira escalada e fica a poucas horas de Innsbruck, na Áustria, com um dos ginásios mais completos para treinos de escalada na Europa.


Cesar Grosso é o melhor brasileiro da atualidade. Foto: Reprodução/Instagram

Um dos nomes favoritos nos Jogos Olímpicos de Tóquio é o atual número um do mundo, o russo Deulin Vladislav. Ele também conquistou ouro no último Europeu, no Reino Unido, e, ainda em 2019, a medalha de prata na Copa do Mundo da Rússia.

No feminino, Alex Johnson é umas das principais candidatas ao ouro. Ela é atual pentacampeã norte-americana. “Ser bom nos três estilos ao mesmo tempo é muito difícil. Em minha semana, treino dois dias de boulder, um de dificuldade e outro de velocidade”, revelou a atleta Alex.

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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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