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Novo campo de futebol é confirmado em Manaus

Estádio municipal na Zona Norte de Manaus é confirmado, mas prefeitura procura espaço 16/04/2013 às 09:51
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Desenho gráfico do estádio mostra como será a estrutura
AUGUSTO COSTA ---

O projeto de construção do primeiro estádio municipal da Zona Norte, que servirá como um dos três Campos Oficiais de Treinamentos (COTs) para as seleções que jogarem em Manaus, durante a Copa do Mundo em 2014, deve começar a sair do papel até o final do primeiro semestre deste ano.

De acordo com o projeto original, o COTs terá campo oficial atendendo os padrões da Fifa, vestiários, cabine de imprensa, capacidade máxima de 10 mil lugares e vai custar aos cofres da Prefeitura Municipal de Manaus R$ 10 milhões.

Segundo o arquiteto urbanista Marcos Cereto, autor do projeto, as obras de construção do Centro de Treinamento devem durar em média oito meses. Ele disse que além de atender os padrões da Fifa durante a Copa do Mundo, o estádio municipal vai ser importante para o futebol profissional local e para as equipes de competições amadoras, tendo como principal exemplo o Peladão, maior campeonato de peladas do mundo, da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), além de outros campeonatos comunitários.

“O projeto foi elaborado para construir um estádio multifuncional, com arquibancadas móveis (montadas e desmontadas de acordo com o aumento da demanda de torcedores) e existe a possibilidade da construção de arquibancada através de módulos em etapas, a princípio com 4 mil lugares, até chegar gradativamente a 8 mil lugares fixos e 2 mil móveis totalizando 10 mil lugares”, prevê Cereto.

Sobre o valor da obra, o arquiteto disse que, dependendo do projeto, pode chegar até R$ 10 milhões. O início das obras deve ser definido pela Prefeitura de Manaus. Na avaliação de Marcos Cereto, que tem pós-graduação em estádios, atualmente a média de público no futebol amazonense é de no máximo 3 mil pessoas, o que tornaria inviável a utilização da Arena da Amazônia para competições locais ou regionais.

Análise dos projetos

Na avaliação de Cereto, os projetos atuais dos estádios em todo o mundo prevêem a redução de custos, abrindo mão de alguns luxos nem tão necessários. “Esse não é um estádio para a Copa do Mundo, mas terá todas as solicitações que a Fifa e o Corpo de Bombeiros exigem, o restante será de acordo com a demanda. A prefeitura deve definir o início das obras, o meu papel foi o projeto. Precisamos de uma estrutura menor para jogos de pequeno porte e atendimento das comunidades. Temos o Peladão, que é uma competição fantástica e que poderia ter somente a sua final disputada na Arena da Amazônia”, avaliou.

Questionado sobre a viabilidade do projeto da Arena da Amazônia, Marcos Cereto foi enfático. “É um projeto bonito elaborado por um escritório alemão que tem importância para a Fifa. O problema será depois como vamos mantê-lo”, advertiu o arquiteto.

Conhecedor da realidade de estádios de vários países do mundo, ele disse que não é necessário montar uma estrutura de um estádio municipal com banheiros para mil pessoas. A meta é reduzir custos. O Estádio Soccer City, construído para a Copa do Mundo da África do Sul, por exemplo, pode ser demolido em razão dos altos custos de manutenção.


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