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Novo presidente da Fetriam fala sobre o futuro do Triathlon no Amazonas

Leandro Moreira, 38, vai assumir a Federação de Triathlon do Amazonas e já começou os trabalhos pela modalidade. Quatro provas da modalidade estão previstas para 2018 04/05/2018 às 22:28 - Atualizado em 06/05/2018 às 17:27
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Leandro Moreira é triatleta há mais de 10 anos, e agora assume o cargo de presidente da Fetriam. Foto: Evandro Seixas/A Crítica
Jéssica Santos Manaus (AM)

Leandro Moreira, 38, é engenheiro civil e, neste ano, está assumindo também a presidência da Federação Amazonense de Triathlon (Fetriam). Apaixonado pela modalidade há mais de dez anos, ele falou com o Portal A Crítica sobre sua vontade de unir os triatletas do Amazonas, da demora para a homologação da nova gestão da Fetriam, das dificuldades e das provas previstas para este ano, no Amazonas, onde o triathlon ‘belisca’ mais e mais esportistas a cada ano.

Como surgiu a “oportunidade”, digamos assim, de assumir a Fetriam (Federação Amazonense de Triathlon)?

O Antônio Neto (presidente da Fetriam desde 2012) já estava com essa ideia de parar porque ele tem as coisas dele particulares, e ele me procurou, achou que era interessante por eu me relacionar bem com todas as assessorias de triathlon de Manaus, e estar sempre nesse meio, por participar, não do iniciozinho da modalidade, mas por já estar há 10 anos no triathlon de Manaus. A ideia não era ser só eu à frente da Federação, mas criar uma chapa para unir as maiores assessorias que existem na cidade, que eu acredito que seja a ‘Márcio Soares Sports’ e a do ‘Santiago Ascenço’. Então, na verdade, eu estou como a figura de presidente, mas todo mundo está trabalhando junto até porque todos têm o mesmo ideal.

E quem são as pessoas que vão assumir os outros cargos da Federação?

Existem os cargos, mas todo mundo faz tudo. Ainda não há nada homologado, ainda não assumi a função, mas eu serei o presidente e a Tatiane Medina vai ser a vice-presidente. Para os outros cargos temos ainda outros triatletas, o Klinger Valente, o Elthon Estrela, o Ralf Melo e a Lane Gomes, que vai ser diretora técnica das prova também por ela ter experiência, por ter atuado até nas Olimpíadas. Em princípio, ela seria a vice-presidente, mas aí ela não poderia participar da arbitragem, então, achamos melhor que não fosse assim, até pela experiência que ela tem.

Por que está acontecendo essa demora para a homologação da nova gestão da Fetriam?

É uma questão de documentação porque a eleição, segundo a ata, não são os atletas que fazem e sim as associações, e como as assessorias não têm CNPJ, existem os grupos esportivos, do atletismo, etc., que fizeram a votação, mas é difícil reunir essa turma para juntar essa documentação. Acredito que neste mês de maio as coisas devem estar se concretizando, mas, independente disso, estamos trabalhando. É até complicado porque as pessoas me ligam, e tenho que dizer que ainda não sou o presidente no papel. Inclusive, tiveram agora as eleições para o vice-presidente da Cbtri (Confederação Brasileira de Triathlon), e eu não posso votar. Mas, assim, o Neto é um cara muito solícito, estamos conversando, e ele nos falou: 'já que vão ser vocês que vão assumir, me digam em quem vocês vão querer votar, Vou votar na pessoa que vocês querem'. Então, ele está sendo um cara solícito, essa passagem não está sendo traumática, está sendo bem legal, e estamos trabalhando e, já que o primeiro semestre foi meio que perdido, estamos montando um segundo semestre que compense, e a tendência é, daqui a frente, melhorar.

Quais são as ideias, o que vocês pretendem realizar nesse segundo semestre?

Na verdade, a gente já montou um calendário. O calendário será composto por três provas, vamos trazer de volta o Circuito Amazonense, vamos fazer a pontuação dos atletas, e a primeira prova será essa de Novo Airão, dia 3 de junho, que será algo diferente. Outros estados já fazem provas em municípios além da capital, e nós queremos que essa prova dê certo, que ela faça parte do calendário daqui para frente, até porque Novo Airão não é longe, o acesso é de carro, então não tem muito trauma para fazer a prova. Depois, faremos duas competições no segundo semestre, em princípio, em agosto e em setembro, além da prova do Sesc, que não é realizada pela Fetriam, mas, podemos dizer que haverá quatro provas de triathlon no Amazonas, sendo que três pontuam para o campeonato amazonense. Nós também queremos fazer uma festa no final do ano, como a natação já faz, uma confraternização para premiar de alguma forma os melhores triatletas do circuito, lembrando que só aqueles que estejam renovando a federação junto à Cbtri somarão pontos no ranking amazonense. Se o triatleta se federar antes de Novo Airão, soma pontos, se não, só a partir de quando se federar.

E as provas de Manaus vão continuar sendo realizadas na Ponta Negra?

Sim, até porque estamos tentando conseguir bons patrocinadores, e o local que dá uma visibilidade grande para o patrocinador é a Ponta negra. Não adianta fazer uma prova ‘intocada’ que não vai funcionar. Mas estamos com boas expectativas de fechar umas parcerias muito boas este ano.

Você nunca assumiu uma federação antes, então, já deu para ver como funciona, como está a Fetriam?

A Fetriam está no azul, o Neto a deixa sem dívidas. O que tem hoje, pelo que ele me passa, é que como a Cbtri (Confederação brasileira de Triathlon) está passando por uma transição, acaba refletindo um pouco isso nas federações, não só na Fetriam. Então, está todo mundo apreensivo se haverá algum repasse de verbas e, por isso, estamos buscando patrocinadores, e vai dar certo. Apesar de eu nunca ter realizado provas, não estou sozinho, tem a Lane, com bastante experiência, e o Neto não abandonou, tudo que eu pergunto, ele orienta.

A Federação possui algum plano para atrair mais triatletas para o Amazonas, porque o Triathlon vem crescendo, então, existe alguma ideia para as crianças, por exemplo?

Sim. Como só temos o segundo semestre este ano, nós talvez  vamos fazer um Triathlon kids, numa área mais controlada até para continuar porque a gestão anterior já vinha fazendo esse trabalho, e nós queremos continuar. Como é ano de Copa, o tempo é restrito, tudo vai depender da verba, do que vamos arrecadar para fazer a prova, mas está se fazendo um projeto para isso. Se não acontecer este ano, ano que vem, com certeza vamos realizar um circuito paralelo, com duas ou três provas para as crianças. Outra coisa legal é que o pessoal de Rondônia também me procurou para começarmos a integrar o norte do país. Para fazermos um circuito para que as pessoas possam ir pra lá, eles possam vir pra cá, e isso seria bom para você ter uma troca de ideias com outros atletas, ter um aprendizado. E no norte para baratear o custo para competir. Porque hoje, se quisermos sair de Manaus para competir, as provas são no sul, sudeste e algumas são no Nordeste, então, sai muito caro. Estamos conversando e, se não for este ano, ano que vem também queremos fazer um circuito norte.

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