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O amazonense Adriano Martins, atleta do UFC, fala sobre o drama do campeão Jon Jones

O lutador se disse surpreso e triste com a notícia sobre o doping do campeão dos meios pesados, mas preferiu não fazer críticas severas ao atleta e disse torcer pela sua recuperação 08/01/2015 às 08:40
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Adriano Martins atleta do UFC
Felipe de Paula Manaus

O lutador de MMA amazonense, Adriano Martins, que também é atleta do UFC, se disse surpreso e triste com a notícia sobre o doping do campeão dos meios pesados, mas preferiu não fazer críticas severas ao atleta e disse torcer pela sua recuperação.

“Fiquei triste até mesmo porque ele é um dos exemplos de grandes campeões no nosso esporte. Porém a gente não sabe o que a pessoa passou ou está passando para que isso aconteça. Espero que ele possa se cuidar e é importante ter o apoio das pessoas para se libertar disso”, disse ele, que comentou ainda o problema das drogas em si.

“Isso só mostra o quanto as pessoas no geral, até mesmo grandes atletas como ele, pode ter esse tipo de problema, que existe em toda a sociedade”, falou, sugerindo ainda que as comissões e federações ligadas ao esporte atentem mais para a questão.

“Conheço vários que passaram e passam por isso. Então, acho que seria bom que cada comissão, cada federação acompanhe mais esse problema, dê uma ênfase maior porque é uma coisa que acontece com um grande campeão, quanto mais com garotos que estão começando”, diz o lutador de 32 anos, que tem luta marcada para o dia 22, em Porto Alegre, contra o russo Rustam Khabilov.

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Drogas e decadência
O uso de drogas, em especial o da cocaína, no meio esportivo, está longe de ser uma novidade. Um dos melhores jogadores da história do futebol mundial, o argentino Diego Maradona teve sua carreira marcada pela polêmica do uso da substância.

Em 1991, depois de conquistar uma Copa do Mundo pela Argentina (México, 1986) e já como grande ídolo do Nápoli da Itália, o talentoso Dieguito seria sorteado para um teste antidoping cujo resultado marcaria para sempre a história do esporte no mundo. Na ocasião, Maradona fora afastado por 15 meses pela federação italiana.

Dali em diante, não só a carreira como a vida extracampo do atleta desandaram. Ele teve outros casos de doping, foi preso e sua imagem para sempre ficou vinculada ao uso da cocaína, droga estimulante que tem efeito aterradores sobre a saúde dos usuários e é considerada uma das dez mais perigosas do mundo, segunda a Organização Mundial de Saúde, ao lado da heroína, do ópio, do álcool e do tabaco.

Outro jogador de futebol, o atacante Jobson, do Botafogo, havia sido pego em exame antidoping, em dezembro de 2009, por uso de como crack. O atleta foi suspenso por dois anos, mas uma nova audiência diminuiu sua pena para um ano. Rejeitado pelo assumido vício em crack e por repetidos casos de indisciplina, o atacante foi ao futebol árabe, onde também teve problemas com dirigentes.

Embora não se conhecesse o caso de Jon Jones com drogas, o lutador também é conhecido por ser polêmico e, por vezes, indisplinado. Teria a cocaína relação com esse comportamento? Torcemos que não!

Leanderson Lima - editor do caderno CRAQUE do Jornal A Crítica comenta o caso.
Jon Jones conseguiu colocar o UFC numa baita saia justa. Com este episódio a organização conseguiu provar por A + B que lá, “pau que dá em Chico, não é o mesmo que bate em Francisco”. Basta lembrar alguns episódios.

 1) O brasileiro Toquinho foi BANIDO do torneio por ter segurado uma finalização contra Mike Pierce depois de o atleta dar os famosos três tapinhas.

2) Na mesma categoria de Jones, Matt Riddle foi expulso ao ser flagrado no antidoping por uso de maconha. Nesta quarta-feira, dia 7, ele veio a público e reclamou com toda a razão pelo tratamento dado ao campeão dos meio-pesados. Um tratamento que ele não teve, justamente por não ser o campeão.

Ao menos é o que parece. Com isso, o UFC mostra uma total incoerência. É o dinheiro quem manda? Pelo visto sim. Com um torneio escasso de grandes ídolos, Jon Jones, hoje, é a “galinha dos ovos de ouro” e a organização quis proteger o seu “patrimônio”, por isso se recusou a fazer o mínimo, que seria invalidar o resultado do combate contra Daniel Cormier no UFC 182.

Reparem que não estou falando em tirar o cinturão de Jones. Muito menos falo em banir o atleta. Só entendo que o resultado do combate deveria ser outro. Ao pensar tão somente nos lucros, o UFC mancha o MMA, que é o esporte que mais cresce no mundo. Agora, muita gente deve estar se perguntando ao redor do planeta: - MMA é mesmo esporte?


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