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Esportes
Confronto entre Brasil e Uruguai

O confronto sempre emocionante entre Brasil e Uruguai

Em confronto cheio de história e rivalidade, a Seleção Canarinho enfrenta, como favorita, a Celeste Olímpica, mas os uruguaios apostam na repetição do pesadelo do Maracanazo, como em 1950 26/06/2013 às 09:08
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Jean e Neymar em dividida de bola nessa terça-feira(25),na Arena Mineirão
Leanderson Lima Belo Horizonte

O Maracanazo de 1950 é uma daquelas histórias que os pais que amam futebol contam para os filhos quando eles ainda são crianças no Uruguai. Também pudera. Trata-se de um dos maiores triunfos da história do futebol mundial. O dia em que a Celeste Olímpica calou um gigante chamado Maracanã causando a ferida mais dolorosa do futebol brasileiro em todos os tempos.

É claro que a ferida cicatrizou. O remédio? O tempo, para ser mais exato 62 anos desde aquele fatídico 16 de julho de 1950 e, claro, cinco títulos mundiais que transformaram o Brasil no maior vencedor da história do futebol. Só que mesmo depois de tantas conquistas o fantasma de 50 sempre rondou o Brasil em jogos contra o Uruguai. Quando os dois times se encontram sempre tem um uruguaio na arquibancada com a famosa placa: 1950.

E olhem como são as coincidências. Quis o destino que o futebol uruguaio que ficou adormecido durante algumas décadas voltasse a brilhar justamente quando a Copa do Mundo está voltando ao Brasil. E quis o destino, por um capricho ainda maior, colocar frente a frente os dois históricos rivais em um jogo decisivo, novamente no Brasil, só que agora no Mineirão. Seria dia de um Minerazo? Será que esta história que já virou uma lenda ainda tem algum peso psicológico sobre o Brasil? Felipão acredita que não.

“Peso psicológico? Eu não sei, eu nem era nascido em 1950. Nasci em 1964. O que aconteceu ali foi uma derrota num jogo de futebol onde uma equipe tinha que vencer. Ali o Uruguai foi melhor, mas isso não influencia o jogo de manhã (hoje)”, sentenciou o comandante do time brasileiro.

Lado celeste

O técnico do Uruguai, Oscar Tabárez também prefere deixar as lembranças daquela inesquecível Copa do Mundo guardadas na prateleira. “O que aconteceu em 1950 é incomparável. Temos aquele time no altar e nada que aconteça no futuro pode ser comparado aquilo. Foi grandioso demais, mas a história continua”, disse o técnico da seleção uruguaia.

Então vamos falar do presente. Na Copa das Confederações, Tabárez prefere fazer mistério e não divulgar a escalação para o jogo desta quarta-feira(26), às 15h (horário de Manaus). Já Felipão prefere deixar tudo às claras. Vai contar com o time titular completo com Paulinho e David Luiz confirmados. E até o baixinho Bernard, que se machucou no treino de segunda-feira está pronto para entrar em campo caso seja necessário.  

Estratégia

No treino de reconhecimento realizado ontem no Mineirão, Felipão treinou jogadas com bola parada e cruzamentos para a grande área. Os jogadores também treinaram cobranças de pênalti, uma vez que a agora, o negócio é no mata-mata.

Última vez

A última vez em que a Seleção Brasileira atuou no Mineirão foi contra o Chile. O jogo foi no último dia 25 de abril, terminou em 2 a 2 e o time de Felipão ainda levou vaia homérica da torcida.

Protestos

Uma nova manifestação deve acontecer hoje em Belo Horizonte. A PM vai colocar 15 mil homens nas ruas, trazendo inclusive reforços de cidades  vizinhas. A Força Nacional de Segurança continua na cidade e o Exército também vai colocar um efetivo de 1,5 mil homens na rua a fim de garantir a segurança no entorno do Mineirão.

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