Quarta-feira, 01 de Abril de 2020
Justa homenagem

Ex-nadador Eduardo Piccinini conduzirá a Tocha em Manaus

A maior lenda da natação amazonense participará do Revezamento da Chama dos Jogos na capital no dia 19 de junho. O primeiro atleta do Amazonas a participar de uma Olimpíada falou com o CRAQUE sobre a emoção de voltar a sua cidade natal



27757cff-d413-487f-ad0c-0ed9b551a357.jpg Morando há 25 anos nos Estados Unidos, Piccinini trará toda a família para curtir a homenagem (Foto: Arquivo Pessoal)
17/05/2016 às 10:59

Uma justa homenagem a uma das maiores lendas do esporte do Amazonas. O ex-nadador Eduardo Piccinini, primeiro atleta da natação amazonense a participar de uma Olimpíada, foi convidado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para participar do Revezamento da Tocha Olímpica em Manaus no dia 19 de junho. O “Golden Boy” da natação do Estado falou com exclusividade com o CRAQUE sobre a emoção em retornar a sua terra natal para conduzir o maior símbolo dos Jogos Olímpicos.

Radicado há 25 anos nos Estados Unidos, o ex-nadador confirmou o convite por parte do COB e aguarda apenas as coordenadas do Comitê para desembarcar em Manaus e conduzir a Chama dos Jogos. Entre os maiores feitos do ex-campeão, além de disputar a Olimpíada de Barcelona 1992, estão a conquista da primeira medalha do Amazonas em uma competição continental, nos Jogos Pan Americanos de Havana 1991, aos 17 anos. Especialista na prova dos 100 m nado borboleta, Piccinini voltaria a orgulhar os amazonenses conquistando outras duas medalhas de prata (estilo borboleta e revezamento 4x100 m) quatro anos depois, no Pan de Mar Del Plata.



Hoje, aos 43 anos, Piccinini mora com a família na cidade de Phoenix, no Arizona. O amazonense contou que o primeiro contato sobre sua participação no Revezamento da Tocha aconteceu no final de 2015, e que não pensou duas vezes em aceitar o convite. “Primeiro recebi essa notícia de indicação através da Prefeitura (de Manaus) no final do ano passado e depois o COB se comunicou comigo. Me senti muito honrado, primeiro eles perguntaram se eu aceitaria e não tive nenhuma dúvida de participar. É um momento histórico pro nosso País e uma oportunidade única para qualquer atleta”, salientou.

Acostumado a superar os adversários nas piscinas nos 100 m borboleta, Piccinini já se imagina percorrendo os 200 metros carregando a Tocha. O ex-nadador confessou que a emoção será grande e comparou o momento a sua participação na Olimpíada. “Sem dúvida nenhuma. Uma emoção muito grande poder representar o Estado nesse momento histórico. A única coisa que posso comparar foi participar das Olimpíadas em 92”, revelou.

Lembranças olímpicas

Questionado sobre quais as melhores lembranças nos Jogos de Barcelona 1992, o ex-nadador citou ex-colegas, o pai e Nelson Mandela.

“Participei de muitas seleções brasileiras com o Gustavo (Borges) e o Rogério (Romero). São duas pessoas ótimas que elevaram a natação brasileira ao próximo nível. Depois veio o Xuxa (Fernando Scherer). É difícil escolher uma ou duas lembranças da experiência Olímpica. Toda a experiência foi memorável, a viagem, o meu pai estando lá e nadar a esse nível em frente do mundo inteiro. Muita coisa boa pra um moleque de 18 anos. Também tive a oportunidade de, brevemente, ver o Nelson Mandela quando ele foi ver a natação um dia. Ele estava cumprimentado atletas nas arquibancadas esse dia. Ele tinha acabado de sair da prisão no ano anterior”, recordou Piccinini.

Ainda muito jovem, Piccinini foi treinado por outro ícone da natação amazonense, o professor Aly Almeida. O medalhista pan americano falou da parceria com o antigo mestre e da importância de seus pais em sua trajetória. “Sem o Aly e outras figuras importantíssimas pra natação Amazonense, eu não teria chegado aonde cheguei. Foi um trabalho de equipe em todos os setores, a ‘tempestade perfeita’ que criou essa oportunidade pra mim. E tudo começou em casa, por isso que eu tenho que reconhecer tudo que os meus pais fizeram por mim, dando um apoio supremo em casa e deixando eu fazer o que eu gostava. Planejo ver o Aly quando estiver em Manaus e bater um bom papo com ele”, disse. 


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