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Esportes
Esperança de Medalha

O jogo virou? Sandro Viana e equipe brasileira podem herdar medalha dos Jogos de Pequim

Caso seja comprovado que o atleta Nesta Carter foi pego no doping na final do revezamento 4 x 100m, em 2008, a Jamaica pode perder a medalha e Brasil pode ficar com o bronze 03/06/2016 às 13:33 - Atualizado em 03/06/2016 às 13:41
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O velocista pode conquistar o bronze olímpico oito anos depois da final em Pequim (Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

Nove centésimos separaram o Brasil do pódio olímpico na final do revezamento 4 x 100 masculino nos Jogos Olímpicos de Pequim e impediram que o velocista amazonense, Sandro Viana e mais Vicente Lima, Bruno de Barros e José Carlos Moreira, o Codó, fossem medalhistas. Mas a sorte destes atletas parece ter mudado com a divulgação de que o atleta jamaicano Nesta Carter, que integrou a equipe jamaicana ouro no revezamento, foi pego no exame antidoping após rechecagem das amostras.

O atleta amazonense, que estava naquela final, disse que ainda não parou para ler tudo o que saiu sobre o caso, mas comentou o que vem acompanhando as notícias, mas que aguarda porque o processo entre a divulgação do nome do atleta e a medalha pode ser lento.

“Saiu oficialmente que 31 atletas foram pegos no doping e se pronunciaram que havia medalhistas e os nomes estão saindo devagar. É um processo demorado e pausado para não haver erros. Entre 11 e 14 atletas eram da Rússia, mas faltava saber do resto e agora começou a sair. Hoje saiu o do Nesta Carter. E estamos esperando porque são vários esportes e eles estão pegando principalmente quem tem medalhas. Eu ainda não parei para ler porque estou arrumando minhas malas para o desafio de atletismo no Rio de Janeiro”, disse.

 Sandro também comentou que mesmo não conseguindo o pódio na época, tem a consciência tranquila de que fez o seu melhor.

“Como atleta a gente sabe o que acontece de limpo e o que acontece de sujo. É assim no esporte, na politica, em qualquer trabalho. Eu vi muita coisa errada, mas tenho a consciência tranquila porque a gente lutou para ficar do lado certo da história”, declarou.

Apesar da reputação do esporte estar manchada, Sandro salientou que caso se confirme que o doping do atleta jamaicano foi mesmo na prova do revezamento, o amazonense explicou que isso não tiraria o brilho de uma medalha olímpica, mesmo oito anos depois da final.

“É muito difícil ser atleta no Brasil. A sensação que eu tive disputando aquela prova foi de dever cumprido, apesar da gente ter terminado aquela final em quarto. Mesmo de fora do pódio, a gente correu de igual para igual e em alguns momentos estávamos em primeiro lugar. O atleta é claro, quer ir para o pádio ganhar medalha, mas ali não deu... mas mesmo assim, isso não tira o brilho da medalha que possa vir. Os justos sobrevivem e nós sobrevivemos. Nós fomos justos,  não comprometemos ninguém, não fomos mentirosos e essa é a satisfação . Um resultado de quarto lugar por nove centésimos é a sensação de que eu cheguei na porta do paraíso e não entrei. É uma posição ingrata, mas as coisas mudaram”, completou.

A contraprova do caso de Carter deve ser realizada ainda neste mês e, caso se confirme, os jamaicanos podem perder o ouro. O time campeão do revezamento em 2008 era formado por Asafa Paowell, Michael Frater, Usain Bolt e Carter. Carter, junto com o time jamaicano chegou ao bi campeonato da prova quatro anos depois, em Londres.

 

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