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NO OCTÓGONO

Peso de uma bandeira: amazonenses lutam por chance de contrato com o UFC

Mayana e Estafany participam do reality show "Contender Series Brasil", apresentado por Dana White. A três meses do evento, elas falam dos sonhos e carreira antes de chegar ao sonhado Ultimate 02/05/2018 às 17:21 - Atualizado em 02/05/2018 às 18:21
Show lutadoras mma
Foto: Raine Luiz
Isabella Pina Manaus (AM)

Não há muito tempo, duas amazonenses, com históricos de vida totalmente distintos, tomaram a decisão de se aventurar no MMA. Cada uma com sua motivação. Mayana Kellem e Estefany Almeida, agora, colhem os frutos da escolha. As duas representarão o Amazonas em um evento chefiado pelo UFC.

"Contender Series Brasil" é um reality show comandado pelo "big boss" da franquia, Dana White. Ele apresenta e uma equipe técnica avalia potenciais lutadores para assinar contrato com o Ultimate. Assina quem vencer uma luta, que acontecerá em Las Vegas entre os dias 8 e 11 de agosto. Cada uma, mais uma vez, em posição e desafio diferente pela frente. Ambas, no entando, com o mesmo peso nas costas: carregar a bandeira do Amazonas num evento de exposição mundial.

É o peso que as motiva. É o peso que remete à fama do Estado quando o assunto é luta. Com muito em jogo, Mayana e Estefany têm pela frente a batalha que pode dar um 360º na carreira. 

Mayana

Tem 31 anos. Começou na luta há pouco mais de seis anos, quando decidiu se aventurar no boxe 'fit'. Trocou umas manoplas aqui e ali e ganhou a confiança para arriscar um pouquinho mais. Ao longo do tempo mudou o status de assessora parlamentar para atleta profissional de MMA. Hoje carrega na bagagem sete lutas e sete vitórias. Invicta, dona de cinturão de evento regional e postulante a vaga no quadro do peso-galo no UFC. Ela enfrenta Mayra Bueno pela categoria.

"Eu era assessora parlamentar. Não queria ter o compromisso de lutar. Fiquei mais de um ano só assim, treinando, sem fazer luta. Aí bateu a vontade de tentar. Pensei 'vou fazer só uma luta, só para testar'. Fiz e nunca mais parei".

É a primeira vez que ela lutará fora de casa. Vai viajar com a equipe de corners e se aventurar na tentativa de assinar contrato com o maior evento do mundo. Mas vive com expectativas racionais.

"Eu nunca tive o sonho que toda lutadora tem, de chegar no UFC. Isso aqui para mim não é obrigação, isso é diversão. É uma posição em que me sinto bem, deixo o estresse. E aí virou uma grande responsabilidade. Hoje eu não corrego mais a bandeira só da minha academia ou da minha família. Hoje eu carrego o peso de um Estado. Agora que tá caindo a ficha da dimensão disso tudo. Eu não sou excelente em nada. Eu acordo todo dia com intuito de aprender". 

Estefany Almeida

É mais nova. Tem 29 anos e luta no peso-mosca. Ela começou nova na luta. Aos 13 já dava os primeiros passos dentro do jiu-jitsu - modalidade esta em que fincou as raízes. Mas parou. Teve dois filhos e chegou a bater 100 kg na balança. Há três anos tomou a decisão de voltar ao tatame. Voltou, se arriscou na luta aberta, de pé, na trocação, e se encontrou no MMA.

"Depois de algum tempo de volta à luta eu perdi muito peso e pedi: 'Bota uma luta aí para mim que eu quero ver como é isso (MMA) aí'. Fiz o camping, bati o peso e fui para a estreia. Quando eu subi, o calafrio da adrenalina tomou conta de mim. Era isso que eu queria".

Viciou. Em três anos fez - profissionalmente - sete lutas. Foram seis vitórias e apenas uma derrota. Derrota para conterrânea que é a única mulher amazonense no UFC (até agora), Ketlen Vieira. A real chance de se aproximar do evento é o que move Estefany diariamente. 

"Para mim, atleta que vivo e respiro isso, é um sonho. Você treina dia e noite pra quê? Para chegar no nível mais alto, no mais top. Qual é? UFC". "Eu só saio dali apagada ou com a vitória. Com contrato assinado".

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