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O segredo da Muralha: Rodrigo Ramos tem na família o apoio para levar o Nacional à Série C

A esposa Paula Delane e o filho Rafael são os alicerces do goleiro do Leão da Vila Municipal na luta pelo acesso à terceira divisão nacional. O camisa do Naça quer levar o futebol amazonense à elite do esporte brasileiro 28/06/2015 às 16:43
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Rodrigo Ramos e família: o segredo da Muralha do Leão.
Denir Simplício Manaus (AM)

O segredo de toda grande muralha é a forma como ela é erguida. Paredões intransponíveis são necessariamente construídos sob fortes alicerces. Então o CRAQUE desvendou o segredo do sucesso do goleiro Rodrigo Ramos, do Nacional: a Família.

O camisa 1 do Leão da Vila Municipal, que foi o melhor jogador das finais do Campeonato Amazonense, sempre recebeu todo o apoio da família nas decisões sobre seu futuro como atleta e na hora de aceitar a proposta de jogar no Naça não foi diferente.

Rodrigo Ramos é goiano e  defendeu o gol do Sampaio Corrêa durante sete anos. Antes disso o arqueiro passou cinco anos atuando na equipe do Imperatriz, e foi justamente na segunda cidade mais importante do Maranhão que o goleiro  conheceu a base de seu  alicerce. Paula Delane, com quem está casado há dez anos, é a mulher por trás da muralha. Da união com a publicitária nasceu o pequeno Rafael, que hoje está com 6 anos e  começa a dar seus primeiros chutes.

Base forte

A família de Rodrigo Ramos, que mora no Maranhão,  esteve em Manaus para as finais do Estadual e vibrou com mais uma conquista do agora ídolo nacionalino. Como andarilho do futebol, o camisa 1 do Naça tem visto pouco a família nos últimos meses. Os três  aproveitaram a semana de folga no Naça para passear na  Paris dos Trópicos e matar a saudade. “Nos conhecemos quando ele jogava no Imperatriz. Me apaixonei pelo Rodrigo Ramos e não pelo jogador de futebol”, brinca a esposa do arqueiro.


Ramos é muito ligado à família e traz o sentimento de união para o restante do elenco do Nacional. “A Paula gosta de fazer amigos. Ela se tornou amiga de praticamente todas as esposas dos outros jogadores. Isso é legal porque acaba unindo as famílias e criando um laço de amizade. O problema de uma família acaba sendo nosso  problema também  e todos acabam se ajudando”, comentou o jogador, lembrando que a diretoria do Leão alojou seis famílias de jogadores em um mesmo condomínio. “Acho que a diretoria do Nacional acertou nesse ponto. Isso é importante, pois acaba fortalecendo o grupo”, disse.

Rafael é fã do pai e até já arriscou umas defesas no gol, mas acabou trocando as luvas pelas chuteiras. “Ele é louco por futebol. Começou no gol, mas hoje ele prefere mesmo é jogar na linha”, disse a mãe do futuro craque.

O Sonho de Ramos

Rodrigo Ramos é um entusiasta da bola. O camisa 1 do Leão abraçou o projeto da diretoria do Naça e quer levar o time amazonense para a Série C de 2016. “Tenho o sonho de ver o futebol amazonense num lugar melhor. Temos a Arena que é linda e mais dois mini-estádios da Copa. Então é lutar para conseguir o acesso com o Nacional”, disse o goleiro,  que recebeu o apelido de “Paredão dos acessos”, por ter levado o Sampaio Corrêa da Série D para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.


O jogador lembra de um episódio que o fez vislumbrar a torcida nacionalina vibrando no estádio construído para receber a Copa. “Fui num jogo na Arena pelo torneio Super Series. Vi os torcedores com camisas do Flamengo, Vasco, outros times de fora... Imagina a Arena lotada com a torcida de um time daqui. Lotada de torcedores do Nacional empurrando o time. Lembro do São Raimundo quando estava na Série B, mas de repente o futebol do Amazonas declinou. Não sei o que houve. Acho que está na hora de voltar aquele tempo”, comentou.

Outra equipe que Ramos ajudou a subir de divisão foi o Minaçu, de sua cidade natal, em Goiás. O Paredão dos acessos chegou a sua vigésima final na carreira no duelo com o Princesa do Solimões, no Barezão 2015 e pretende conseguir mais algumas com a camisa do Leão da Vila. “Estou feliz por ter feito uma grande final de campeonato Amazonense. Agora é continuar trabalhando firme pra ter a mesma pegada na Série D. Quero ajudar o Nacional a conquistar mais títulos”, disse.

O jogador, que  se inspirou em Taffarel para seguir a carreira de goleiro quer realizar um sonho. “Tenho sonhado todos os dias com esse acesso. Faremos o possível e impossível pra colocar o Nacional e o futebol amazonense na série C de 2016. Foco, trabalho, comprometimento e principalmente Fé não vão faltar”, revelou.



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