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Craque

O sonho olímpico do amazonense João Victor de Lima

Aos 16 anos de idade, cavaleiro amazonense de nível internacional já pensa até em disputar, um dia, uma sonhada Olimpíada 03/11/2013 às 11:50
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João Victor não descuida dos treinamentos, o que lhe rende resultados
Lorenna Serrão ---

Melhorar a qualidade técnica e treinar ao lado dos melhores atletas de hipismo do planeta. Esse foi o motivo que levou o amazonense João Victor de Lima, de 16 anos, a trocar o Brasil pela Europa, em setembro do ano passado. Em visita a Manaus, esta semana, o cavaleiro conversou com o CRAQUE, contou detalhes da sua rotina na Bélgica e também falou sobre o desejo de participar dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

Patrocinado por Álvaro Miranda (Doda) e treinado por Nelson Pessoa (Neco) – pai de Rodrigo Pessoa (medalha de ouro em Atenas, em 2004) - João, em pouco mais de dez meses participando de torneios pela Europa, conquistou 15 troféus e um Grande Prêmio.

“Conquistar um Grande Prêmio no Hipismo, é como vencer uma etapa do GP de Fórmula 1. Todos os atletas da Europa sonham com isso, afinal são mais de 140 pessoas brigando para ficar em primeiro lugar e chegar ao lugar mais alto do pódio. Eu estava acostumado a competir (Brasil) com no máximo 40 cavaleiros, por isso, essa conquista foi muito especial”, comentou João Victor.

Com resultados tão bons, alcançados em pouco tempo, é impossível não imaginar que João Victor pode ser mais um amazonense a participar das Olimpíadas no Brasil. Mas apesar da vontade, determinação e empenho, ele diz que, por enquanto, este ainda é um sonho distante.

“É claro que eu quero muito participar das Olimpíadas no Brasil, mas não é tão fácil quanto parece. É preciso ter pontuação, estar em uma colocação boa no ranking internacional, e eu comecei a pontuar agora. Por isso, vou entender se não for para 2016, não vou ficar triste, afinal em 2020 terei uma nova chance”, declarou.

Pedro Paulo, que foi o primeiro treinador de João Victor, disse que o atleta é um dos principais destaques do hipismo brasileiro e que nasceu para vencer. “João é um garoto diferenciado, um fenômeno do hipismo. E se não conseguir ir para 2016, tenho certeza que em 2020 vai arrebentar. Ele nasceu para vencer, é humilde, dedicado, iluminado por Deus”, comenta Pedro Paulo.

João, que mora na Bélgica com avó Marli Lima, conta que está totalmente acostumado com a nova rotina e que só pretende voltar a Manaus para visitar a família. “Eu treino ao lado dos melhores cavaleiros do mundo, lá (Europa) não existem favoritos, todos são bons e dedicados. Gosto muito de morar lá, estou totalmente adaptado e não pretendo voltar a morar no Brasil tão cedo”, revelou.

Corre-corre

Aos 16 anos e com os horários dedicados a escola e aos treinos, o amazonense quase não tem tempo de realizar atividades de um adolescente comum, como jogar videogame e ir ao cinema. Ele diz que sente falta, mas ao mesmo tempo afirma que foi uma escolha dele.

“Eu estudo até as 16h, depois treino até as 19h, isso de segunda à quinta. Sexta, sábado e domingo são os dias que eu viajo para participar das competições, por isso não sobra muito tempo para fazer outras coisas, eu sinto falta, mas sei que isso faz parte da vida que eu escolhi levar, então fico tranquilo”, disse o atleta – que uma vez ou vai ao boliche.

Ao lado da avó, João Victor volta para a Bélgica hoje, onde pretende acertar alguns detalhes para passar três meses nos Estados Unidos, de janeiro até março. “A partir de dezembro o frio toma conta da Bélgica, por isso muitos atletas passam uma temporada nos Estados Unidos, para não ficar parado e não perder o ritmo. E eu também devo fazer isso, mas ainda faltam resolver algumas coisas, como a escola, por exemplo”, comentou o cavaleiro.

Em números

1,45 metro é altura dos obstáculos que João Victor salta nas competições realizadas na Europa. No Brasil, a altura dos obstáculos é de 1,40.

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