Segunda-feira, 14 de Junho de 2021
CLASSIFICADO

O Tufão voltou! São Raimundo vai à final do Barezão após 15 anos

Mesmo com a derrota por 3 a 2 para o Princesa no Gilbertão, Tufão se garantiu na decisão e, de quebra, garantiu vaga na Copa do Brasil e Série D 2022



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09/05/2021 às 19:10

No dia 4 agosto de 2007, no Vivaldão, o São Raimundo se despedia da Série C do Campeonato Brasileiro. Na época, a terceira divisão era o 'fim da linha' - a Série D foi criada em 2009 - e o Tufão, juntamente com sua apaixonada torcida, jamais imaginaria que ficaria tanto tempo longe de uma competição nacional. 

Porém, da mesma forma que São Raimundo 2x2 Amapá (AP) simboliza a saída do clube alviceleste de competições da CBF, a partida deste domingo, 9 de maio de 2021, marca o retorno. No Gilbertão, o Princesa até venceu pelo placar de 3 a 2, em jogo de volta das semifinais do Barezão. Mas com o placar agregado de 7 a 5, o Tufão da Colina garantiu-se nas edições de 2022 da Copa do Brasil e da Série D. 



Vento que venta lá...

O clima era favorável ao Tufão, tanto pela vitória por 5 a 2 no jogo de ida, quanto pelo fato do vento soprar a favor do clube no Gilbertão. Cada tiro de meta e reposição com os pés feita por Matheus Melo era intensificada, enquanto que as de Rascifran eram prejudicadas. 

Mas assim como foi na ida, quem pressionou na maior parte da etapa inicial foi o Princesa. Aos 8, Hayllan acertou a trave direita de Matheus Melo. Aos 15, Toró - completando 80 jogos pelo clube de Manacapuru - quase marca de cabeça. 

A primeira chegada de perigo do São Raimundo veio em cobrança de falta. Aos 20 - com o vento ainda a favor -, Tiago Amazonense quase acertou o ângulo esquerdo da meta do Princesa, mas Rascifran espalmou, fazendo grande defesa. O Princesa ainda chegou mais três vezes com perigo - duas com Hayllan e uma com Tiririca -, mas não tinha jeito: era o dia do Tufão. 

Aos 41, Marquinho perdeu disputa de bola com Negueba. O camisa 20 tocou para Rossini, que abriu o placar. Ao Princesa, restava a virada. E a garra do clube de Manacapuru protagonizou um segundo tempo espetacular. 

Reservas iluminados
Para o segundo tempo, Aderbal Lana colocou Neto Cabeção e Cordeiro nos lugares dos laterais Tico e Raelison, respectivamente. Logo no primeiro minuto de partida, Frank fez grande jogada individual pela esquerda, inverteu o jogo para Neto Cabeção e, pelo lado direito da grande área, o camisa 7 finalizou no canto direito de Matheus Melo, igualando o placar. 

O gol deu moral ao Tubarão, mas a bola demoraria a balançar as redes novamente. E longe de estar preocupado com os problemas do adversário - que perdeu peças por lesão e suspensão causadas no jogo anterior -, o São Raimundo voltou a ficar na frente. 

Aos 19, após a defesa do Princesa não conseguir afastar a bola no meio de campo, Lucas Peteca - que entrou no lugar de Denis Maranhão aos 28 do primeiro tempo - ficou com ela e avançou até ter condições de finalizar. Rascifran ainda tocou nela, mas a bola foi em direção ao gol, sendo comemorado como a garantia da classificação. 


Emoção, coração e gratidão*

Atuando na base do 'tudo ou nada, o Tubarão elevou o nível de emoção do espetáculo, pressionando o Tufão por todo o restante da partida. Os atletas do São Raimundo abusavam da cera, enlouquecendo os convidados do clube de Manacapuru presentes no estádio. E a cada jogada de ataque do Princesa, os convidados do alviceleste sofriam, torcendo para o tempo passar. 

Aos 33 veio o segundo gol do Princesa. De tanto insistir, Hayllan conseguiu empatar a partida, completando para as redes a incrível jogada de Dodô, feita pela esquerda. Aos 38, Guilherme Moller e Matheus Melo 'bateram cabeça', com o zagueiro tirando o arqueiro da jogada na grande área. Era a sorte sorrindo para Hayllan, que ficou livre com a bola na grande área, marcando o fácil gol da virada. 

Estourados os 45 minutos, mais 8 de acréscimos foram dados. O Princesa lançava bolas para a área em busca de um quarto gol, enquanto o São Raimundo segurava da forma que podia. Um choque de vontades dividido com os presentes na arquibancada, que incentivavam e sofriam em cada disputa pela bola. Mas quando o árbitro Antônio Carlos Pequeno Frutuoso sinalizou o fim do jogo, o sentimento compartilhado entre todos foi de felicidade. 

O Princesa, visto por muitos como candidato a 'saco de pancadas' no início do certame, foi aplaudido de pé, sendo eliminado com uma campanha de 5 vitórias, 6 empates e uma derrota. E o São Raimundo, que levou gols em todos os 12 jogos que disputou no estadual, alcança a final do estadual após 15 anos.


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