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Esportes
TORCIDA ESPECIAL

Pais de jogadoras visitam Manaus para acompanhar filhas na Libertadores Feminina

Além de incentivar as atletas, familiares das zagueiras Aldana (Huila-COL) e Sofia (Uai Urquiza-ARG) aproveitam o período para fazer um tour pela capital amazonense 25/11/2018 às 09:00
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Rosa Schuster e Daniel Cometti vieram de Buenos Aires acompanhar Aldana na disputa em solo baré. Foto: Acervo Pessoal
Camila Leonel Manaus (AM)

As torcidas fazem um grande esforço para ver os times de coração de perto, principalmente em competições grandes. E na Libertadores Feminina, que acontece em Manaus desde o dia 18 de novembro, não é diferente. Alguns torcedores mais que especiais vieram à capital amazonense acompanhar jogadoras que são as maiores ícones para eles: as próprias filhas. De quebra, eles ainda aproveitam para conhecer as cidades por onde as atletas passam.

Rosa Schuster e Daniel Cometti, por exemplo, vieram de Buenos Aires ver a filha Aldana Cometti, zagueira do Huila, da Colômbia, jogar. Além de prestigiar a filha, que marcou um gol na estreia do time colombiano, eles aproveitaram para matar as saudades. “São muitos meses que só nos comunicamos por whatsapp. Nos vemos a cada seis meses, geralmente quando ela vem jogar na Seleção”, explica a mãe que se diz orgulhosa de ver Aldana em campo.

“Para mim é um orgulho acompanhá-la e ela se sente assim, acompanhada. Se faz gol, é muita felicidade. Quando ela marcou, veio correndo para nos dedicar o gol e isso é único, não tem como descrever”, relembra.

O convite para vir a Manaus veio da filha quando o Huila conquistou o Campeonato Colombiano e, por consequência, a vaga na Libertadores. “Eles sempre me acompanharam desde que eu comecei com o futebol. Quando saiu a possibilidade de vir a Manaus, convidei porque sei que nunca vieram aqui e tê-los por perto me faz bem. Havia meses que não nos víamos e compartilhar o torneio juntos é algo incrível”, comentou a jogadora argentina Aldana, zagueira do Huila que começou a jogar aos seis anos com o pai e o irmão.


A xerife do Huila registrou a presença da família em partida na Arena da Amazônia. Foto: Acervo Pessoal

Aos nove ela entrou para o clube argentino Excursionista. Aos 12 passou pelo Independiente e daí para River Plate e Boca Juniors, onde disputou a primeira Libertadores. De lá foi para o Granada, da Espanha, e um ano depois para o Huila.

Oscal Schell também veio de Buenos Aires ver a filha, Sofia, em ação (foto abaixo). A jogadora atua no Uai Urquiza, da Argentina. “Desde o primeiro dia em toda a sua carreira eu acompanho. É fundamental para uma atleta de elite. No domingo foi o primeiro jogo dela e esperei muito para vê-la defender suas cores, país e província. Senti um grande orgulho e uma imensa gratidão a Deus por me permitir vê-la conquistar seus objetivos e sonhos. Logo ela que ama tanto futebol”, contou o pai que acompanha Sofia desde que ela tinha sete anos de idade.

“Ela começou aos sete anos em uma liga, mas só com meninos porque não havia uma liga feminina. Não havia futebol feminino, então ela jogou com meninos até os 14 anos e isso acabou ficando complicado pelo atrito. Os homens pegavam pesado”, relembra.

Do campo, Sofia também disse que estava orgulhosa pela presença do pai. “Ele sempre está comigo. Desde pequena me acompanhou e sempre confiou em mim. É um sonho disputar este campeonato com ele aqui”, diz a jogadora que fala que do pai só recebe apoio. “Ele não entende muito de futebol, então ele só apóia e ajuda, mas não costuma opinar”, comenta.

Pais também fazem turismo

Mas não é só futebol que os pais vêm assistir. Eles aproveitam para fazer turismo por onde passam. No caso de Rosa, ela já conheceu Bolívia, Uruguai, Santos e Chile. Em Manaus ela conta que já fez um tour pelo Teatro Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa e o Zoológico, além de uma excursão pelo Rio Negro. Visitas à filha são poucas, já que ela está concentrada com o time. Mesmo assim, em uma folga a família foi ao Largo São Sebastião.

Oscar além de ver a filha realizar um sonho de jogar a Libertadores, também realizou um sonho que tinha: conhecer a Amazônia. “Desde pequeno aprendi na escola sobre o Amazonas e hoje realizei esse sonho de conhecê-lo. Estou aproveitando muito. Sou muito grato por isso”, conta o pai que adora conhecer lugares novos. “Minha fraqueza são as pessoas. Amo me relacionar com outras pessoas, outras culturas, comidas, paisagens e temperaturas”, diz emocionado.

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