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Esportes
Casal apaixonado torce para as duas seleções

Paixão pelo futebol não consegue separar casal formado por mexicano e amazonense

Juan e Samara torcem por seus respectivos países e garantem que paixão pelo futebol não consegue separá-los 19/06/2013 às 10:45
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Juan e Samara têm camisas da seleção brasileira e mexicana
André Viana Manaus

Basta uma vitória sobre o México na segunda rodada da Copa das Confederações para o Brasil conseguir a classificação antecipada para as semifinais da competição. Mas o que a Seleção Brasileira quer mesmo é conquistar definitivamente o coração do torcedor brasileiro. Se o técnico Luis Felipe Scolari conhecesse a história do casal Sanchez, ele poderia usá-la como exemplo na preleção antes de enfrentar uma equipe que costuma ser difícil de ser domada.

Há seis anos, o mexicano de Thihuahua, Juan Sanchez, engenheiro de tecnologia, conheceu a amazonense Samara Castro, engenheira de processo, graças a uma viagem de trabalho a Manaus com o propósito de instalar um sistema administrativo na empresa multinacional em que trabalhavam. “Me apaixonei na primeira vez que a vi”, confessa Juan. A história de amor dos dois, no entanto, é bem diferente da dos gramados. Fora das quatro linhas, foi o mexicano que sofreu. E por engano. Ao informar a uma amiga de Samara que estava encantado por ela, Juan recebeu uma notícia que teve o sabor comparável a uma derrota para as seleções da Espanha e dos EUA (que para eles é equivalente a dor que o torcedor brasileiro sente quando somos batidos pela Argentina): Samara era casada. “Fiquei muito triste. Voltei outras vezes a Manaus e sempre a encontrava, mas a respeitava”. Até que um dia, como que num gol do seu jogador preferido, Chicharito, a verdade veio à tona. Ao sentar-se numa mesa de bar após o expediente, com um grupo de colegas da empresa para qual trabalhavam, a amiga pergunta para Samara a razão do marido nunca acompanhá-la. A futura senhora Sanchez ficou surpresa com a pergunta dizendo que não era - nem nunca foi - casada. Juan só não correu para o abraço imediatamente porque, conforme foi dito no início do texto, na vida real a história é oposta a dos gramados.   

“De uma hora pra outra, tudo mudou. Eu a chamei para irmos ao shopping. Foi lá que nos beijamos pela primeira vez”, lembra Juan. E não pararam mais. A identificação mútua levou ao casamento civil em menos de um ano, e a mudança para a cidade de Monterrey, no México, onde casaram-se na Igreja e viveram por seis anos. “No começo foi difícil de me adaptar à culinária, aos costumes e ao clima de lá. Eles comem muita pimenta (risos). O Juan come até pipoca com pimenta! O café da manhã deles é carne, taco e chili (pratos típicos e apimentados do México). Mas depois eu me acostumei. Mas sentia saudade da farinha, dos peixes e, principalmente, da minha família”, descreve Samara, torcedora do Flamengo.     

A tristeza da esposa, cada vez que encerrava uma ligação telefônica com a família, fez Juan dar uma prova de amor maior do que a distância que separava Samara de seus entes queridos. “Falei para ela que viria morar no Brasil. A última coisa que quero ver é ela sofrer”, afirma Juan, torcedor do Chivas Guadalajara e, agora, do Corinthians. Independente do que aconteça em campo nesta quarta-feira(19) à tarde, o casal, que não assistirá a partida junto, devido ao trabalho, sabe como será à noite: comemorará a vitória do amor.

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