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Paixão por futebol: José Batista deixou a paralisia em segundo plano e foi torcer pelo Manaus EC

Equipe foi eliminada do Peladinho no último sábado (2), mas isso não desanimou o comerciante 08/11/2013 às 07:28
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Seu José posa junto ao time do Manaus EC, fundado por seu filho, Renato Souza
ACRÍTICA.COM Manaus, AM

À beira de campo, um senhor grita, incentiva, orienta, enche os copos d´água e dá todo apoio necessário para o MEC (Manaus EC), equipe que foi eliminada do Peladinho no último sábado (2). E nem mesmo a goleada de 5 a 0 diante do São Lukas da Compensa, no campo do Oswaldo Frota, foi capaz de tirar o sorriso do rosto do comerciante José Batista, 55. Após sofrer uma paralisia infantil aos 4 anos de idade, ele ficou sem o movimento das pernas. Mesmo assim, se tornou um apaixonado pelo futebol e viu no esporte uma forma de derrubar qualquer tipo de barreira.

O MEC disputou o Peladinho pela primeira vez neste ano. A ideia de montar a equipe surgiu de um dos três filhos de “seu” José, o professor de matemática Renato de Souza, 22. Em 2011, Renato juntou alguns moradores dos núcleos 15 e 16 da Cidade Nova e colocou o MEC Manaus para disputar a categoria principal do Peladão. Como o projeto cresceu e uma grande quantidade de crianças e adolescentes passou a comparecer aos treinos, veio a ideia de colocar um time para jogar o Peladinho. E foi justamente aí que seu José entrou em ação. “Fico feliz demais pelo apoio do meu pai. Ele se integrou ao time e faz de tudo pela gente. Acho que a magia do Peladão é esta: a de conseguir integrar todos em torno de um time”, contou Renato. Hoje, mais de 100 atletas integram o projeto do MEC Manaus. O time principal segue na disputa.

Além de todo esforço que faz para acompanhar os jogos e treinamentos do MEC, José Batista ainda é o principal patrocinador da equipe. Para ele, não existe felicidade maior do que servir a garotada, à beira do campo. “Vou para onde eu quero e vale sempre a pena se esforçar um pouco para ver os meninos felizes. Hoje, infelizmente, encaramos um time muito bom e o sonho de ir longe acabou. Mas vamos seguir em frente. Sempre gostei de futebol. O que vale é estar no meio dessa turma”, confessou o comerciante

O MEC Manaus ainda oferece suporte psicológico para a garotada, com o apoio da universitária Michelle Nasser. Quem quiser conferir o trabalho da turma, basta chegar no campo do Núcleo 15, às segundas, quartas e sextas, que será bem vindo.

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