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Craque

Paixão que se renova

Público pagante do Estadual aumentou 89,5% em relação à 2012 e chegou à média de 770,3 01/06/2013 às 22:13
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Torcida deu show em 2013!
Bruno Tadeu Manaus (AM)

Em tempo de críticas e questionamentos à construção da Arena da Amazônia, o torcedor amazonense deu uma resposta positiva e que enche de esperança os que vislumbram um novo momento para o futebol do Estado. Na contramão dos demais estaduais pelo Brasil, a média de público pagante do Campeonato Amazonense deste ano cresceu 89,5% em relação a 2012 e chegou à marca de 770,3 pagantes por jogo.

Neste ano, 45.448 ingressos foram vendidos em 59 jogos de um dos estaduais mais comentados dos últimos anos. Colaboraram para a boa marca, diga-se de passagem, o público da estreia, entre Nacional e Rio Negro, que contou com 4.504 pagantes, bem como a decisão do campeonato (Princesa do Solimões x Naça), que teve 5.800 ingressos vendidos.

O aumento significativo do público veio após um momento de queda na estatística. Em 80 jogos disputados no Amazonense de 2011, a média de público pagante foi de 467,5 pagantes. Com mais jogos no ano seguinte (102), houve queda na média da competição para 414,3. Em contrapartida, o total de pagantes do ano passado foi superior à temporada anterior: 42.266 ingressos vendidos em 2012 contra 36.413 em 2011.

Para o diretor-presidente do Sistema A Crítica de Rádio e Televisão, Dissica Calderaro, o crescimento do público amazonense no futebol é fruto de um longo trabalho da Rede Calderaro de Comunicação, que há quatro anos transmite jogos do Campeonato Amazonense. “Eu fico muito feliz e emocionado, sinceramente. Isso foi um projeto de cerca de quatro anos atrás, que agente sabia que era de médio a longo prazo. Eu estive nos estádios, fiz questão de ir a Manacapuru e Manaquiri e fiquei impressionado com a média e aceitação dos torcedores. Poder sentir a vibração da arquibancada de novo é maravilhoso”, descreveu Calderaro.

Dissica Calderaro ainda reconheceu as dificuldades do futebol com a falta de estádios após a demolição do Vilvaldo Lima, futura Arena da Amazônia, e se disse confiante num crescimento contínuo de espectadores. “Hoje, a gente enfrenta falta de estádios. A gente sabe que no ano que vem vai ser muito melhor e, se Deus quiser, teremos um time na Série C ou B. Como diz o lema do Jornal A Crítica, a essência da vida é acreditar e, para nós da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), sempre foi muito claro que o amazonense é apaixonado por futebol. Estou muito feliz, mas ainda não estou realizado plenamente. Antes, a gente estava andando, agora, começamos a correr”, frisou.

Apoio

O presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério Tomaz, ressaltou a importância do apoio do Governo do Estado do Amazonas na busca por patrocínios para o campeonato. “Tivemos a presença mais maciça do Governo do Estado, através do Omar Aziz, desportista e governador, que conseguiu maior aporte para os clubes, o que possibilitou um planejamento mais profissional às agremiações”, lembrou Dissica.

Em 2014, o Estadual deve ter pelo menos três novas praças esportivas que podem alavancar ainda mais o público, que estará em clima de Copa do Mundo. Somente a Arena da Amazônia terá capacidade para 44 mil torcedores, quase o número total de pagantes no Amazonense deste ano. Isso sem contar com a Colina, que poderá receber até 10 mil espectadores, e o estádio a ser construído no bairro Coroado, com capacidade estimada para 5 mil pagantes.

Princesa lidera média

Campeão dentro das quatro linhas e nas arquibancadas. Assim foi o Campeonato Amazonense do Princesa do Solimões, que encantou pelo bom futebol e por ter sempre casa cheia em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). Como mandante, o time teve média de 1.680 pagantes em todo o Amazonense, a torcida mais frequente.

Com R$ 83.387,55 de renda bruta só nas bilheterias, o Tubarão provou que uma equipe com boa regularidade no campeonato atrai torcedores na mesma proporção. No primeiro turno, o Princesa foi o que mais vendeu ingressos: 5.599. No segundo, novo domínio vermelho no total de pagantes (5.401) e melhor média, com 1.080,2 espectadores em cinco jogos, fora as finais contra o Nacional.

Em entrevista concedida na edição do CRAQUE da última sexta-feira, o diretor de futebol do Princesa do Solimões, Raphael Maddy, prometeu articular melhorias no Estádio Municipal Gilberto Mestrinho, onde o clube manda suas partidas, visando atender melhor o bom público que acompanha o time. Segundo Maddy, a iluminação do estádio está quase garantida para 2014. Melhorias nos vestiários e ampliação da arquibancada estão sendo discutidas na cidade.

E poderia ser melhor...

Medida inevitável para a Federação Amazonense de Futebol (FAF), os nove jogos agendados para o meio de semana pela tarde foram marcados pela baixa média de 190 pagantes. Efeito natural, tendo em vista que se trata de um horário comercial, inviável para o torcedor que trabalha. De acordo com o diretor técnico da FAF, Ivan Guimarães, a falta de iluminação na maioria dos estádios amazonenses não deixa alternativas. “Ano que vem teremos a Arena da Amazônia e a Colina iluminada, o estádio do Coroado, e o Gilbertão também deve estar com iluminação. Isso (jogos no meio de semana à tarde) acontece somente por necessidade cumprir calendário, porque não tem estádio com iluminação no Estado, a não ser o Sesi”, justificou Ivan.

Essa rotina de jogos em horários desvantajosos aos cofres dos clubes se estende há vários anos no Amazonas em razão da falta de estádios com refletores em condições de fornecer uma boa iluminação à noite. Dois 104 jogos do Estadual do ano passado, 35 foram nessa condição, com média de 238,8 pagantes por jogo. Em 2011, 14 das 80 partidas foram realizadas no meio de semana à tarde e a média de público nessa circunstância foi de 269,5.

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