Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022
Compensação

Para compensar falta de bilheteria, Governo do Amazonas passará aporte de R$ 300 mil ao Manaus

Informação foi passada pelo presidente do Gavião Real, Luis Mitoso, que também contará com auxílio de R$ 200 mil da CBF



WhatsApp_Image_2021-09-28_at_20.31.41_65471FD6-BF04-403B-B7DA-4DF65E5A6324.jpeg Foto: Ismael Monteiro / MFC
28/09/2021 às 20:49

Se o Manaus não terá o público para a estreia no quadrangular contra Novorizontino-SP, neste domingo (3), às 15h (horário local), no estádio Ismael Benigno, ao menos poderá contar com um montante vindo do Governo para suprir a ausência de bilheteria. A informação foi passada ao A Crítica pelo próprio Presidente do Manaus, Luis Mitoso, horas depois da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definir o retorno do público para a segunda fase da Série C e um aporte financeiro no valor de R$ 200 mil para todos os clubes da Terceirona.

“O Governo sinalizou um aporte de ajuda no valor de R$ 300 mil, até para contrapor essa perda financeira deste jogo agora, que poderíamos ter uma renda de bilheteria, e o Governo do Estado sinalizou positivamente com um recurso para ajudar o Manaus. Então isso, de certa forma, vai amenizar a nossa perda”, afirmou o dirigente.

Contudo, o presidente esmeraldino disse que estava com uma boa expectativa para o retorno do público para domingo e confessou que a cúpula do clube se sentiu ‘um pouco frustrada’ após saber que não seria possível ter a presença da torcida.

“Eu sempre digo que o 12º jogador é o torcedor, então eu estava com uma expectativa muito boa de que o Governo do Estado pudesse liberar. Realmente estamos um pouco frustrados com essa decisão, mas temos a compreensão de que eles estão organizando um grande evento na cidade e, o argumento do Governador para não liberar torcida para Manaus e Novorizontino é que não teria tempo para planejar”, afirmou o presidente esmeraldino.

Como a Arena da Amazônia vem sendo preparada para receber a Seleção Brasileira no próximo dia 14 de outubro, o presidente do Manaus tentou convencer o Governador a usar o primeiro jogo esmeraldino na segunda fase da Série C como uma espécie de “evento-teste”.

“Eu argumentei que esse evento (Manaus e Novorizontino) seria como um teste, na própria Colina, pois na Arena terá 14 mil pessoas (para o jogo da Seleção) e na Colina teria cerca de três mil, quatro mil. Então poderíamos fazer um treinamento para os nossos colaboradores pudessem já ter uma ideia de como seria um evento com um terço de como teremos no jogo da Seleção, mas lamentavelmente a gente ouviu essa notícia. Assim, a gente tem que compreender, pois a Conmebol é muito exigente a esses eventos, e o Governador está muito preocupado em fazer tudo dentro dos padrões”, afirmou.

A reportagem perguntou se a diretoria do Gavião Real esperava que o Governo do Estado comprasse a briga do clube para que já houvesse torcida na partida deste domingo, tendo em vista que o estado não tem um clube na Série B desde o São Raimundo de 2006.

“Esse é o sentimento que eu registrei pro Governador, porque é o momento onde todos os clubes já foram sinalizados, hoje houve uma reunião com todos os presidentes, e está liberado, a CBF liberou o público para a Série C, então olha a perda do Manaus. Aqui a gente vai jogar sem o nosso 12º jogador e lá fora eu vou jogar com a torcida desfavorável”, lamentou o presidente, que continuou.

“Eu jogo aqui 11 contra a 11, e lá fora eu jogo 12 contra 11, então realmente é uma situação que a gente pode sofrer, não querendo justificar, mas todos que estão no meio sabe que a torcedor é afetivo, ela propicia um ganho no espetáculo e principalmente pro time mandante, que têm sua maioria de torcida, já que é um campeonato de torcida única, não é um Campeonato Estadual onde pode divisão de torcidas, então não tem problema de confusão. Mas a gente acata o entendimento do Governo e tem que apenas aceitar”, afirmou.

VENDA DE INGRESSOS

O presidente do Manaus deixou claro que ainda não existe um planejamento em torno do preço dos ingressos nos jogos do Manaus. Segundo o dirigente, ele precisa primeiro da liberação do estádio e público para começar a trabalhar em cima desta demanda.

“Eu preciso de uma confirmação do Governo do Estado para saber se eu terei a Arena disponível e com a certeza que tenha público, então o planejamento do Manaus fica pendente sempre do órgão estadual. O Manaus não tem estádio próprio, então eu tenho as praças esportivas, que são do Governo do Estado, eu não posso planejar algo que eu não tenho certeza”, concluiu.

Ao lado de Novorizontino-SP, Ypiranga-RS e Tombense-MG, o Manaus está no grupo D na segunda fase da Série C. Nesta fase da competição, os times jogam em turno e returno e os dois primeiros garantem o acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro.



Repórter de A Crítica

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