Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021
FUTEBOL

Para manter a liderança na próxima rodada, Piza afirma: ‘É buscar ter um espírito forte’

Líder do grupo D pelo saldo de gols, o Manaus visita o Tombense-MG neste sábado, pela sequência do quadrangular



WhatsApp_Image_2021-10-04_at_19.23.14_C4424071-6270-4B6D-80AA-C1AD2A7383B3.jpeg Foto: Divulgação
04/10/2021 às 19:35

Após a goleada por 5 a 0 contra o Novorizontino-SP, no último domingo (3), pela estreia do quadrangular, o técnico Evaristo Piza falou em entrevista pós-jogo sobre o próximo adversário da equipe, o Tombense-MG, em partida que acontecerá no sábado (9), às 16h (horário local), no estádio Antônio Guimarães de Almeida, em Tombos, Minas Gerais, valendo a liderança isolada do grupo D da Série C.

“O Tombense é um adversário difícil, conhecemos bem, trocamos dois resultados na primeira fase, uma vitória em casa e uma derrota fora, sabemos que será logística difícil. Tenho três dias de trabalho, segunda recuperação, terça não posso fazer nada e quarta um trabalho e viaja na madrugada. Não treino quinta, tenho só mais um treino sexta e já jogo sábado. É buscar ter um espírito forte, saber que temos que trabalhar mais do que trabalhamos aqui para trazer um grande resultado”, afirmou o técnico.



O sentimento de desconfiança rodeou os dias de treinamento que antecederam a vitória por 5 a 0 contra o Novorizontino. Sair da liderança do grupo A para a quarta posição, tendo tropeçado nos últimos três jogos, sendo dois atuando em casa, fez com o que Piza e o grupo levantassem reflexões a respeito do trabalho.

“Ficou uma imagem ruim dos três jogos restantes da primeira fase, mas entre nós a gente sabia que iria ter dificuldades, tanto com o Botafogo, Ferroviário e Paysandu, estavam se definindo classificação, os jogos aumentam o nível, enfim, essa pressão de ter que conseguir a classificação antecipada, também pressiona um pouco, a gente teve duas chances e não conseguiu a classificação e daí deu aquele peso e sensação de que algo estava errado, mas não estava, tinha que ser corrigido e a gente conseguiu fazer isso durante a semana com conversa, com trabalho, aplicação dos atletas e conseguimos esse grande jogo que nos deixa muito contente com o desempenho de todo o grupo, os que iniciaram e os que entraram e até os que não vieram para o jogo, mas que trabalharam, então vale ressaltar a importância de todos, da diretoria, comissão técnica e staff em geral.”, explicou.

Se o técnico Evaristo Piza não mexeu na estrutura tática da equipe, por outro lado, o comandante esmeraldino realizou nada mais do que seis substituições para o confronto contra o Grêmio Novorizontino. Logo no gol, Matheus entrou no lugar de Gleibson, Igor assumiu a lateral-direita no posto de Edvan, Ronaell foi para a lateral-esquerda no lugar de Dudu Mandai, Júlio Rusch entrou no meio-campo e Gilson Alves assumiu a posição de primeiro volante, Anderson Paraíba voltou ao time titular e Daniel Costa foi para o banco e tivemos a volta de Rafhael Lucas ao time titular.

“Precisávamos de um ar novo, não que os meninos que saíram estavam mal, mas eles viam de um acúmulo de pressão, pesados, o Edvan por exemplo, de 18 jogos, jogou todos os jogos. O próprio Dudu vinha de uma sequência grande, o Gleibson jogou nove jogos comigo e a gente pensou em dar um ar novo, fomos felizes, não fizemos nada por achismo, fizemos com trabalho e organização, todos os atletas que saíram da equipe tiveram um porquê, em cima do adversário também, que tinha alguns encaixes em setores e eles foram eficientes e nos trouxeram este resultado”, afirmou o treinador.

Feita as escolhas, o passo seguinte foi trabalhar com as informações que a comissão técnica tinha do adversário para conseguir construir o resultado positivo.

“Passamos as informações do Novorizontino, os jogadores foram muito eficientes, trabalharam bem a parte tática, mudamos algumas estratégias, na questão da marcação, decidimos marcar em uma linha baixa e deixar a bola para o adversário, porque o Novorizontino é um time reativo e isso atrapalhou um pouco o nível de jogo deles. Algumas mudanças também fizeram a diferença, de peças que entraram bem e cumpriram a função, mas a vitória foi do grupo, tanto que quem sustentou o resultado foi tanto os que começaram, como os que entraram depois, isso mostra um grupo forte”, disse.
 
No fundo da alma

Para defender a invencibilidade do Manaus atuando em casa e mostrar força em busca de uma das duas vagas para a Série B do Brasileirão, Piza explicou que precisou ‘elevar o espírito’ da equipe para conseguir vencer o Novorizontino.

“Foi uma semana de bastante trabalho, não só tático, mas físico e mental, da consciência de iniciar bem um jogo dentro de casa, um adversário de melhor campanha, não adiantava a gente só trabalhar a parte técnica, física e tática, tínhamos que elevar o espírito”, disse o técnico esmeraldino.

Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.