Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
Craque

Para sempre, Garrincha

Há 30 anos o anjo das Pernas Tortas partiu deixando órfãos uma legião de fãs do futebol arte



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Na seleção, Garrincha venceu a Copa de 58 e deu um baile em 1932, no Chile
19/01/2013 às 21:42

Faz 30 anos que o “Anjo das Pernas Tortas” deixou de fazer a “Alegria do Povo” dentro de campo. Mané Garrincha foi para uma outra dimensão, atendendo a um chamado do Rei dos Reis no dia 20 de janeiro de 1983. Mané nos deixava órfãos de seus dribles desconcertantes em razão de uma cirrose hepática, uma vez que o consumo abusivo de álcool fulminou-lhe o fígado. Herói dos conquistas do Brasil nas Copas de 1958 e 1962, Mané foi derrotado por um clube, que, infelizmente, tem paralisado muitas carreiras no futebol, o da bebedeira.

Exemplos de mortes recentes, como a de Sócrates, também ocasionada pelo alcoolismo, e a entrega mórbida de Adriano, o Imperador, a noitadas regadas a bebidas alcoólicas não deixam dúvidas sobre o mal que a substância faz ao profissional da
bola.

Manuel Francisco dos Santos morreu aos 49 anos no Rio de Janeiro no ocaso, viciado, pobre e craque na arte de levantar e esvaziar copos. Infelizmente... Porém, Garrincha deixou um legado. Além de um amontoado de filhos, o eterno ídolo do Botafogo nos faz lembrar, com saudosismo, de um estilo de jogar, moleque, alegre, genial, que chegava, às vezes, a beirar o desrespeito e o desprezo para com os adversários. Zagueiro sofria e goleiro penava aos pés de Garrincha. Era belo e divertido assistir aos jogos com a bola sendo conduzida pelas pernas tortas.   

O mais célebre ponta-direita da história do futebol era especialista em levar multidão aos estádios. O último ato de Garrincha em campo com a camisa do Botafogo, clube que o consagrou, aconteceu na vitória sobre o Flamengo, por 1 a 0, dia 22 de agosto de 1965. A partir daí abandonou os campos.

Ruy Castro, escritor e jornalista, foi o cara que conseguiu elaborar com honestidade ao personagem central a biografia de Mané no livro “Estrela Solitá ria, um brasileiro chamado Garrincha. Ruy conta  que o álcool foi apresentado para o mito alvinegro logo na infância. A dependência só apareceu com 30 e poucos anos, quando ele já não podia viver sem a bebida. Foi uma derrota deprimente para o alcoolismo.

Em seu blog o jornalista Jorge Kajuru diz que Garrincha jogou muito mais que o argentino Leonel Messi, quatro vezes eleito o melhor do mundo. Kajuru disse que faltou juízo ao Anjo das Pernas Tortas. E que ele podia durar muito tempo. Mas não deu.
   
Faz 30 anos que o “Anjo das Pernas Tortas” deixou de fazer a “Alegria do Povo” dentro de campo. Mané Garrincha foi para uma outra dimensão, atendendo a um chamado do Rei dos Reis no dia 20 de janeiro de 1983. Mané nos deixava órfãos de seus dribles desconcertantes em razão de uma cirrose hepática, uma vez que o consumo abusivo de álcool fulminou-lhe o fígado. Herói dos conquistas do Brasil nas Copas de 1958 e 1962, Mané foi derrotado por um clube, que, infelizmente, tem paralisado muitas carreiras no futebol, o da bebedeira.

Exemplos de mortes recentes, como a de Sócrates, também ocasionada pelo alcoolismo, e a entrega mórbida de Adriano, o Imperador, a noitadas regadas a bebidas alcoólicas não deixam dúvidas sobre o mal que a substância faz ao profissional da bola.

Manuel Francisco dos Santos morreu aos 49 anos no Rio de Janeiro no ocaso, viciado, pobre e craque na arte de levantar e esvaziar copos. Infelizmente... Porém, Garrincha deixou um legado. Além de um amontoado de filhos, o eterno ídolo do Botafogo nos faz lembrar, com saudosismo, de um estilo de jogar, moleque, alegre, genial, que chegava, às vezes, a beirar o desrespeito e o desprezo para com os adversários. Zagueiro sofria e goleiro penava aos pés de Garrincha. Era belo e divertido assistir aos jogos com a bola sendo conduzida pelas pernas tortas.   

O mais célebre ponta-direita da história do futebol era especialista em levar multidão aos estádios. O último ato de Garrincha em campo com a camisa do Botafogo, clube que o consagrou, aconteceu na vitória sobre o Flamengo, por 1 a 0, dia 22 de agosto de 1965. A partir daí abandonou os campos.

Ruy Castro, escritor e jornalista, foi o cara que conseguiu elaborar com honestidade ao personagem central a biografia de Mané no livro “Estrela Solitá ria, um brasileiro chamado Garrincha. Ruy conta  que o álcool foi apresentado para o mito alvinegro logo na infância. A dependência só apareceu com 30 e poucos anos, quando ele já não podia viver sem a bebida. Foi uma derrota deprimente para o alcoolismo.
Em seu blog o jornalista Jorge Kajuru diz que Garrincha jogou muito mais que o argentino Leonel Messi, quatro vezes eleito o melhor do mundo. Kajuru disse que faltou juízo ao Anjo das Pernas Tortas. E que ele podia durar muito tempo. Mas não deu.
   
 


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