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Paratleta amazonense luta para conseguir vaga nas Paraolimpíadas do Rio de 2016

Paratleta amazonense do tênis de mesa, Guilherme Marcião da Costa, 23, precisa subir três posições no ranking mundial para garantir uma vaga na Rio 2016. Ele foi medalha de ouro no Parapan, em Toronto 01/09/2015 às 15:46
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Amazonense mora desde os dois anos em Brasília, mas faz questão de levantar a bandeira do Amazonas nas competições.
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O mesatenista amazonense Guilherme Marcião da Costa, 23, está a apenas três posições do índice de classificação às Paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O paratleta foi um dos grandes destaques dos Jogos Parapan-Americanos disputados mês passado em Toronto, no Canadá, conquistando a medalha de ouro no tênis de mesa por equipes e bronze no individual da classe 2.

Guilherme mora em Brasília e já treina duro após fazer bonito nas próximas competições no ano. Ele conversou com o MANAUS HOJE em meio a uma agenda apertada. Primeiro do ranking nacional da classe 2 da modalidade, e em 18º lugar na classificação mundial, o paratleta desconhecido até para muitos amazonenses, fez de um drama particular combustível para virar o jogo da vida e ser destaque do paradesporto.

“Já estou treinando firme e as expectativas para as Paralimpíadas são as melhores possíveis. Quero atingir meus objetivos. Sei do meu potencial e dos meus técnicos e vou atrás dos meus sonhos”, contou ele.

Além do título por equipes do Parapan-Americano e do bronze  no individual, Guilherme Costa tem uma extensa lista de conquistas. Ele é tetracampeão brasileiro da modalidade (troféu conquistado em maio), campeão sul-americano, do Pan-Americano de Tênis de Mesa, do Pan Juveni e está na seleção brasileira da modalidade.

Superação

Guilherme Costa ficou paraplégico após um acidente ocorrido em 2006 quando foi atropelado por um carro a 105 quilômetros por hora. Ele ficou dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) além de seis meses no hospital entre a vida e a morte.

Neste período, passou por um total de sete cirurgias devido um traumatismo craniano, fraturas externas e duas paradas cardíacas. A vontade de viver foi maior.

Na fisioterapia ele conheceu o tênis de mesa. E virou um campeão. O amazonense tem como base Brasilia, onde integra a seleção da Confederação Brasileirta de Tênis de Mesa (CBTM) dentro do projeto para cadeirantes mantido no Distrito Federal. Apesar de morar em Brasília desde os 2 anos de idade, Guilherme defende o Amazonas - ele veste as cores da Associação Esportiva Lassalista.

“Estou feliz e tenho orgulho em defender o Amazonas. Sou amazonense apesar de morar desde pequeno em Brasília. Tenho raízes amazonenses.

E saudades do tambaqui assado. Do meu Boi Garantido. Agradeço o apoio de toda a torcida e da Prefeitura de Manaus (ele é contemplado pelo Bolsa Atleta) por acreditar no meu potencial”, declarou Guilherme.

PERGUNTAS PARA

Nome: Guilherme Marcião da Costa

Profissão: Paratleta do tênis de mesa

Quais esportes você praticava antes do acidente e de abraçar o tênis de mesa?

Sempre fui envolvido com esportes. Eu praticava futebol, capoeira, jiu-jítsu e basquete. Em Brasília participei de escolinhas de futebol e também de futsal.

Há quanto tempo você pratica o tênis de mesa?

Comecei em 2008 e em 2009 consegui minha primeira convocação para a seleção brasileira. Quando não disputava eu só brincava e chama a modalidade de “ping pong”.

Você já contava com esse grande desempenho no Pan, com uma medalha de ouro e outra de bronze?

Sim, eu já esperava por esse desempenho. Fui ao Pan de Guadalajara, e desta vez meu pensamento foi de ir e buscar a medalha que não ganhei no último Pan. E graças a Deus deu tudo certo e consegui essa medalha. Fiquei muito satisfeito e ressalto que nossa equipe está fechada.

E qual o significado dessas medalhas para você?

Essas medalhas tem um significado enorme na minha carreira de atleta.

Qual sua programação até o final do ano?

Vou neste início de setembro treinar na Inglaterra. Nos dias 22 a 27 eu disputo um Aberto na República Tcheca, e em outubro outro na Bélgica. Já em dezembro viajo para a Costa Rica.

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