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Missão Tóquio

Paratletas amazonenses do badminton treinam forte visando Olimpíada de 2020

Mikaela Almeida, Johnatta Gomes e Yasmin Oliveira são grandes nomes com potencial para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 09/08/2018 às 19:45 - Atualizado em 10/08/2018 às 07:31
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Mikaela e Johnatta são esperanças do Amazonas na Paralimpíada de Tóquio 2020. Foto: Antonio Lima
Denir Simplício Manaus (AM)

A conexão Manaus/Tóquio ganha cada vez mais força pelo caminho do esporte. Isso porque a capital amazonense está se transformando num verdadeiro celeiro do parabadminton. A modalidade, que fará sua estreia no programa olímpico nos Jogos de Tóquio, em 2020, tem se destacado nos últimos anos no Estado graças ao trabalho do professor Fernando Taffarel, 28, que revelou paratletas como Mikaela Almeida, Johnatta Gomes e Yasmin Oliveira.

O trio vem treinando forte para a disputa da 3ª etapa do do Circuito Nacional de Parabadminton, que acontece no mês que vem, em São Paulo.

“A preparação está bem intensa, a gente está buscando melhorias tanto na parte técnica como na parte física, sem deixar a parte de fortalecimento das articulações de lado”, comentou Taffarel, apontando que o foco é a disputa da próxima Olimpíada. “Nós temos uma visão à longo prazo para que a gente consiga pontuar no ranking nacional, consiga as vagas nas competições internacionais e assim tente uma das vagas para o Mundial e para a Olimpíada de 2020 em Tóquio”, revelou.

Mirando 2020

Na última etapa, também disputada em São Paulo, o trio amazonense do parabadminton fez bonito e as expectativas são de mais pódios em setembro.

“O Johnatta tem apenas um ano de treinamento e mesmo assim não está num nível tão distante dos grandes atletas brasileiros. E a Mikaela é um grande potencial, é muito nova e com certeza vai melhorar muito ainda”, disse Taffarel.

O futuro do badminton baré promete. Foto: Antonio Lima

Mesmo com todas as dificuldades, tanto Mikaela como Johnatta sonham com as Olimpíadas na Terra do Sol Nascente. “A gente espera chegar bem longe, mas por enquanto é um degrau após o outro. Mas, futuramente, a gente espera estar no ParaPan em 2019”, apontou Johnattan Gomes, 23.

Maior esperança do parabadminton baré, Mikaela Almeida, 15, acredita que tem evoluído. “Comparando com os anos anteriores, tenho melhorado muito, até por causa do meu foco e do esforço enorme do meu técnico, porque ele ajuda muito com os treinamentos e nos incentiva a cada dia”, disse Mikaela, deixando uma bela mensagem.

“A prática do badminton pode incentivar pessoas como eu, que são deficientes. Há alguns anos, nunca me imaginaria aqui, como atleta, nunca mesmo! E agora eu pisco e me vejo aqui. Isso me deixa tão lisonjeada. E eu quero isso para outras pessoas também, que acreditem em si mesmas”, finalizou.

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