Sábado, 24 de Agosto de 2019
Craque

Parintinense que vendeu picolé hoje é empresário de destaque no mundo da luta

Com mais da metade da vida dedicada ao jiu-jitsu, Fredson tem quatro academias (duas nos Estados Unidos, uma no Japão e outra em Manaus), dá aula em Las Vegas e, de quebra, ainda treina os funcionários que fazem o UFC acontecer em Nevada-USA



1.jpg Lutador no centro de treinamento da Zuffa, organizadora do UFC, onde dá aula para os colaboradores
02/10/2013 às 10:48

De Parintins para o mundo. É assim, que, aos 34 anos, o faixa-preta, quatro graus, de jiu-jitsu, Fredson Paixão, exalta os 18 anos dedicados à arte suave. Com mais da metade da vida dedicada a modalidade, Fredson tem quatro academias (duas nos Estados Unidos, uma no Japão e outra em Manaus), dá aula em Las Vegas e, de quebra, ainda treina os funcionários que fazem o UFC acontecer em Nevada-USA.

Entre grandes feitos no currículo do parintinense estão a criação da guarda “de La Riva”, criada e usada no mundial da modalidade em 2002, as aulas para Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e a participação no TUF 12, onde acabou eliminado pelo americano Pablo Garza ao ser nocauteado com uma joelhada voadora. “Aquilo foi pura sorte. Jamais imaginei que ele fosse me dar uma joelhada. Foi o primeiro nocaute da minha vida, paciência”, falou Fredson com exclusividade ao MANAUS HOJE.

Sem previsão para voltar a lutar, Fredson Paixão falou como usa o tempo longo do Brasil. “Nas minhas academias, tenho professores que dão aula. Hoje, estou voltado apenas para o dia a dia da Sindicate (academia de lutas em Las Vegas, de propriedade da filha do famoso diretor de cinema, Jorge Lucas)”, explicou.

Vida fora

Com pouco mais de cinco anos morando no exterior, Fredson fala bem o inglês, às vezes até tropeça no português. Fredson admite ser um pai coruja da jovem Emma Jean Paixão, de apenas 4 anos. Segundo o parintinense, a filha é apaixonada pelo jiu-jitsu. “Ela gosta de jiu-jitsu e às vezes treina comigo. Mas como ela tem crescido rápido não dá mais, mas logo ela voltará a treinar”, disse o pai, que se refere a herdeira como “jabuticaba”. “É um apelido carinhoso que dei para ela”, afirmou o Fredson, que, mesmo nascendo na terra onde as cores azul e vermelha predominam, optou pela faixa-preta para vencer na vida.

Orgulhoso da difícil caminhada

Oriundo de família carente, antes de chegar em Manaus, o lutador viveu um tempo em Barreirinha. Depois, já na capital, o então adolescente Fredson fez tudo que foi preciso para viver bem, com dignidade. “Tive uma infância maravilhosa. Mas precisava trabalhar. E eu vendi picolé durante um tempo. Era a maneira que eu tinha para ganhar uma grana a mais, e fiz. Não tenho vergonha disso”, disse o professor para justificar o apelido de “picolezeiro”, que ganhou no final dos anos 90. “Só não lembro quem botou”, admitiu.

Fredson espera conseguir, em breve, tirar o seu projeto social que tem para Manaus do papel. ”É algo que sempre tive em mente. Poder ajudar crianças da mesma forma que me ajudaram. Vim para os Estados Unidos para me manter e trabalhar. Agora que estou com as academia e tudo tem melhorado, espero poder dar a oportunidade para as crianças carente de Manaus e Parintins”, finalizou

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