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Paulinho: a cara da nova Seleção

Volante é um dos destaques da equipe comandada por Felipão, que conseguiu recuperar a confiança da torcida; Seleção enfrenta Chile em amistoso hoje à noite 19/11/2013 às 11:02
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Paulinho conquistou seu posto no futebol europeu e também na Seleção Brasileira
ACRÍTICA.COM ---

Se é verdade que o Brasil ainda não vive a euforia de outros tempos, e talvez nem tenha motivos para tanto, o fato é que a Seleção conseguiu mudar o humor de boa parte da torcida. Em especial após o título da Copa das Confederações, a depressão, o descrédito e a impaciência da arquibancada não rondam o time de Luiz Felipe Scolari como antes. Uma transformação rápida, à imagem e semelhança da trajetória de vida de um dos principais jogadores da equipe.

Aos 25 anos, Paulinho cumpriu o ritual de passagem de um nome emergente do futebol nacional para uma das referências técnicas da Seleção com uma velocidade impressionante. E virou peça-chave do time, que enfrenta o Chile hoje, às 21h (de Manaus), em Toronto, no Canadá.

No Timão
Foi no Corinthians, em 2011, que Paulinho começou a chamar a atenção como volante capaz de se projetar no ataque. Foi chamado para a Seleção e não saiu mais. Entrou no time e não mudou suas características. Há três meses no Tottenham, da Inglaterra, joga como se fosse veterano no futebol europeu. Desconheceu o tal período de adaptação e não abandonou seu estilo ofensivo. Mas quem pensar na realidade de Paulinho em 2008 talvez não acredite onde chegou. Dois anos antes, aos 17, fora tentar a sorte na Lituânia. Depois, na Polônia. Vítima de racismo, voltou ao Brasil e pensava em parar de jogar. A mulher, Bárbara, o convenceu a seguir. Foi quando assinou contrato com o Pão de Açúcar, de São Paulo, para jogar a Quarta Divisão do Paulista. E, enfim, decolou. Foi para o Bragantino, e, em 2010, para o Corinthians. “Às vezes, penso em como tudo foi rápido. Olho para trás, vejo meu passado. Os últimos anos foram de grandes conquistas. Mas sei lidar bem com isso, controlo bem os sentimentos. Sempre tive pessoas importantes ao meu redor para me orientar”, diz Paulinho. De fato, ele mostra saber o que representa na Seleção, sem tirar os pés do chão. “Sei que sou importante. Mas sei da responsabilidade que isso representa”. A serenidade somada à personalidade talvez expliquem como, rapidamente, o volante exibiu no Tottenham futebol parecido com o que praticava no Brasil. “Não tenho motivo para mudar o estilo. Foi jogando assim que cheguei à Seleção. Foram 14 partidas até agora na Inglaterra. Tenho total liberdade no time”.

Adaptação
A adaptação de Paulinho foi tão boa que o clube inglês já pensa em renovar o contrato para ampliar a multa rescisória, embora o atual seja de quatro anos. Hoje, contra o Chile, Felipão vai observar o comportamento contra um rival que vive ótima fase, após um empate com a Espanha e uma vitória sobre a Inglaterra, em Wembley, e tirar conclusões sobre jogadores que pedem passagem para entrar no grupo que estará na Copa, como o atacante Robinho, o meia Willian e o zagueiro Marquinhos.

Oportunidade
“Vamos dando oportunidades. O importante é ganhar opções” disse Felipão, que após o jogo desta terça-feira terá apenas mais um amistoso, em março, contra a África do Sul, antes de convocar o grupo definitivo para a Copa. “É importante fechar o ano com vitória”, disse Paulinho.

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