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Paulo Henrique Ganso fala com exclusividade ao CRAQUE sobre a participação no SuperSeries

Jogador, que nasceu no Pará fala sobre a oportunidade de jogar "perto" de casa. Ele vai disputar o torneio SuperSeries, na Arena da Amazônia, em Manaus 11/01/2015 às 20:28
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Craque do São Paulo fala sobre a expectativa de jogar em Manaus
Felipe de Paula Manaus

Aos 25 anos, Paulo Henrique Ganso volta a viver um bom momento na carreira desde as temporadas de 2010 e 2011, quando ascendeu como uma das grandes revelações do futebol brasileiro ao lado de Neymar e conquistou dois campeonatos paulistas (o terceiro viria em 2012), Copa do Brasil (2011; também foi escolhido melhor jogador) e Libertadores da América.

Dono de talento e qualidades técnicas indiscutíveis, o meia é uma das peças-chaves do São Paulo para a temporada de 2015, que inicia em Manaus para o tricolor paulista, um dos participante, junto com Flamengo e Vasco, do torneio SuperSeries, marcado para os dias nos dias 21, 23 e 25 de janeiro na Arena da Amazônia Vivaldo Lima.

O maestro tricolor, que nasceu em Ananindeua-PA e diz sentir orgulho de representar a região Norte, conversou com exclusividade com  o CRAQUE sobre a expectativa para o torneio, aproveitou para convocar o torcedor são-paulino a prestigiar o time no primeiro desafio do ano e discutiu temas como Seleção Brasileira, futebol fora dos grandes centros e Libertadores da América. Confira.

O torneio SuperSeries abre a temporada 2015 do futebol brasileiro em Manaus. Qual o peso de vir e fazer essa pré-temporada aqui em Manaus? O que o torcedor do São Paulo pode esperar do SuperSeries?

É um torneio importante, porque nos ajudará a aprimorar as formas físicas, técnicas e táticas. A competição conta com grandes adversários e, por isso, faremos de tudo para dar um grande espetáculo para o torcedor são-paulino. Além disso, teremos a primeira oportunidade de jogar com os nossos novos companheiros, que acabaram de chegar ao clube.

Você é paraense e vai jogar “perto de casa” aqui em Manaus, onde tem uma comunidade paraense muito grande. Como é voltar a jogar na Região Norte e ter esse contato mais próximo com seus conterrâneos e fãs?

Sinto um orgulho muito grande de poder representar a região. Estarei perto do meu estado e espero poder contribuir com grandes exibições. Quero mostrar tudo o que eu sei e desempenhar um grande papel nos dois jogos. Estarei perto de casa e, por isso, aproveito para convocar a torcida. Estou feliz com a oportunidade de atuar na região norte porque não é comum ter uma chance como esta. Estou honrado.

Na semana passada, uma reportagem da revista Carta Capital intitulada “O ano de Ganso” falava sobre a necessidade da volta do talento como fator decisivo de qualidade no futebol Brasil, citando você como um expoente dessa virtude. O palpite do colunista é de que 2015 é o ano é de PH Ganso. Você concorda com ele?

Acredito que todos os anos têm que ser o meu ano. E em 2015 não será diferente. A minha meta é fazer uma temporada ainda melhor porque 2014 já foi muito bom. Assim, logicamente, espero ajudar o São Paulo na briga por títulos, porque esta é a nossa meta na temporada.

O São Paulo volta à Libertadores, torneio no qual tem grande tradição. Qual sua expectativa pessoal para esse torneio em que você já foi campeão?

A expectativa é a melhor possível. Nosso grupo é complicado na competição, mas temos tudo para chegar bem no torneio e brigar pelo título. Estamos nos preparando bem na pré-temporada, pois queremos fazer um grande campeonato e presentear a torcida com o troféu.

Falando em Seleção: você pensa em voltar? Mais do que isso: você crê que, com a renovação prometida e a sua evolução, você pode voltar ainda esse ano para disputar os jogos Olímpicos?

Não tenho idade olímpica, porque estou acima da idade, mas seria uma honra representar o País. Estou sempre à disposição da Seleção Brasileira. Acredito que, para que isso aconteça, eu precise chegar primeiro ao time principal da Seleção. Por isso trabalho todos os dias para mostrar o meu futebol e receber uma oportunidade.

Você já teve oportunidade de trabalhar com Muricy Ramalho  mais de uma vez. Como é sua relação com o técnico, que muita gente tem como pessoa muito séria e focada? Como é o Muricy dos bastidores? Tem espaço para brincadeira, ou é “trabalho, meu filho” toda hora?

Durante os treinamentos ele é muito sério e focado. O Muricy está montando a equipe e trabalhando para que a gente conquiste títulos em 2015, mas sempre tem espaço para brincadeira. Ele não é tão ranzinza como as pessoas falam (risos). Ele sempre conversa com todos e se diverte com as nossas brincadeiras.

Tostão, ex-craque e colunista de futebol, citou em sua coluna que no São Paulo lhe chamam de PHGG, sendo o último G de GPS, pela sua capacidade de achar espaços e organizar taticamente o time nos espaços do campo. Você se considera um jogador diferenciado?

Sou um jogador que tem uma qualidade apurada, consigo achar os meus companheiros para finalizar, mas faço isso sempre com a missão de ajudar a equipe. E acho que isso enaltece a minha qualidade. Mas, se sou diferenciado ou não, deixo isso para o torcedor são-paulino responder. O importante é manter o foco nos treinos e desempenhar um bom papel nos jogos.

O futebol na região Norte não vai bem das pernas. Só o Paysandu está na segunda divisão e nenhum na primeira. Você, que nasceu na região, o que acha que falta para darmos um salto de qualidade no futebol do Norte?

A gente precisa de uma estrutura legal para as equipes poderem crescer ao longo da temporada. Primeiro, deveríamos dar melhores condições ao futebol profissional no norte, mas ainda não temos isso. Depois, o ideal seria valorizar mais as categorias de base e, aos poucos, melhorar as condições de trabalho dos clubes. Acredito que se fizéssemos isso, começando pelo profissional e depois ajustando a base, os times seriam mais competitivos e teriam condições de chegar na primeira divisão.

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