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Pela primeira vez, Manaus receberá o Mundial de Paratriatlo

Jean Lopes será o único amazonense a participar da competição, que acontecerá sábado, dia 11, na Ponta Negra, Zona Oeste 03/10/2014 às 17:47
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Jean Lopes treina a natação de segunda a quinta na Vila Olímpica
Lorenna Serrão Manaus

No próximo sábado, dia 11, Manaus se transformará na capital internacional do triatlo. Pela primeira vez, a cidade amazonense sediará uma etapa do Mundial de Paratriatlo, aliás, será a primeira vez que a prova acontecerá na América do Sul. E o Amazonas estará muito bem representado. Jean Lopes, de 35 anos, será o único paratleta local a participar do evento internacional, na Ponta Negra, Zona Oeste, a partir das 7h.

Jean nasceu com o pé esquerdo torto congênito e, quando estava perto de completar dois anos de idade, teve poliomielite, o que afetou a musculatura da perna esquerda. Mas, esse problema não o impediu de praticar natação. Foram dez anos participando de disputas locais e nacionais, até que no início deste ano ele decidiu encarar um novo desafio, e desde então se aventura nas provas de triatlo.

“Ano passado vi em Manaus, uma disputa de paratriatlo e fiquei com vontade de praticar. No início desse ano comecei a treinar e em março participei do Brasileiro de paratriatlo, em Caraguatatuba (SP)”, disse Jean.

“Fiquei entre os quatro melhores, uma colocação boa. Em pouco mais de oito meses, fui convocado para a seleção brasileira  e conquistei uma medalha de bronze no Mundial do Canadá, em agosto”, completou.



Ciclismo é outro esporte praticado por Jean Lopes. Foto: Antonio Lima


Agora o paratleta amazonense, que conta com o apoio da Moto Honda – onde trabalha na linha de produção - tem treinado intensamente para fazer bonito no Mundial em casa.

“Eu quero muito participar das Paraolimpíadas de 2016. E por isso, meu foco agora são torneios internacionais. Sábado, estarei em casa, mas isso não tornará a disputa mais fácil, afinal competirei com paratletas mais experientes”, contou.

“Além do mais, não tenho força nenhuma na minha perna esquerda e isso me deixa em desvantagem em relação aos outros paratletas”, acrescentou Jean Lopes, que vai competir pela categoria PT3 - que inclui atletas com deficiência nos membros e onde os amputados, nas provas de corrida e ciclismo, podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.



Nem o pé esquerdo deficiente o é capaz de tirar o ânimo do competidor. Foto: Antonio Lima


Superação
Segundo Márcio Soares, técnico de Jean, o paratleta é um dos destaques do triatlo local. “Por conta do problema na perna esquerda, ele tem mais dificuldade na corrida e no ciclismo, mas nós estamos trabalhando isso”, disse.

“Por conta da falta de força na perna esquerda, eu não consigo pedalar em pé. Tenho mais dificuldade que um amputado, que usa  prótese”, disse Jean Lopes.


A escolha
Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Triatlo (CBTri), Carlos Alberto Fróes, o Brasil foi escolhido para receber o evento porque é uma potência da modalidade e, Manaus, porque a cidade abraçou o esporte nos últimos anos.

“Escolher Manaus foi realmente muito fácil, principalmente por conta da organização e da qualificação das provas nacionais que já aconteceram na cidade. E o Brasil foi escolhido porque é atualmente, ao lado da França, EUA e Canadá, uma grande potência do Triatlo”, destaca ele.

Segundo o presidente da Federação de Triatlo do Amazonas (Fetriam), Antonio Neto, devem participar do Mundial de Paratriatlo, em Manaus, nove países.

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