Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
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Pelada com o ‘presida’: Infantino inicia mandato na Fifa com jogo de futebol entre os amigos

Eleito na última sexta-feira (26) para ocupar o cargo mais importante do futebol mundial, o suíço Gianni Infantino participou de partida de futebol na sede da entidade antes de começar a administrar a maior crise da história da Fifa 



1.jpg Novo presidente da Fifa, Gianni Infantino, organizou pela na sede da entidade, em Zurique.
29/02/2016 às 15:45

Gianni Infantino iniciou seus trabalhos no comando da Fifa com um amistoso de futebol nesta segunda-feira (29), deixando temas como seu próprio salário para outro dia.

"Sei que vocês não acreditam, mas não é por isso (dinheiro) que me candidatei para ser presidente da Fifa", disse ele aos repórteres após a 'pelada' com funcionários e convidados.

O suíço disse esperar que o processo de escolha da sede da Copa do Mundo de 2026, atrasado pelo escândalo de corrupção abrangente que abalou a entidade responsável pelo futebol mundial no ano passado, comece antes de a Fifa realizar seu próximo congresso em maio, na Cidade do México.


Os Mundiais de 2018 e 2022, que acontecerão na Rússia e no Catar, precisam ser "os melhores da história", afirmou.

O amistoso desta segunda-feira, disputado sob baixas temperaturas na sede da organização em Zurique, na Suíça, teve duas partidas com times de sete jogadores formados por funcionários e ex-profissionais.

O "Time Infantino" incluiu Luis Figo, ex-meia-atacante de Portugal, e Fabio Cannavaro, ex-zagueiro da seleção italiana.

Infantino, de 45 anos, vestia uma camisa 9 e correu com entusiasmo, mas pouco tocou na bola.

"O trabalho duro começa agora, mas quis organizar uma partida de futebol com aqueles que fazem desse esporte o que ele é", disse Infantino.


Ele afirmou não ter discutido seu salário desde sua eleição, na sexta-feira passada. O pagamento de seu antecessor e compatriota Joseph Blatter, suspenso do futebol por seis anos, jamais foi tornado público.

Entre as reformas votadas no congresso extraordinário da Fifa na semana passada para ajudar a entidade a deixar o escândalo para trás está a divulgação dos rendimentos de altos dirigentes.

Infantino pareceu ansioso para rolar a bola da escolha da sede do torneio de 2026. O processo deveria ter começado em 2015, e o anúncio da decisão estava agendado para o ano que vem em Kuala Lumpur.

"Definitivamente acho que precisamos iniciar o processo de candidaturas nos próximos dois meses, provavelmente antes do próximo congresso em maio", disse o novo mandatário.


Como os estatutos da Fifa proíbem que uma Copa seja sediada duas vezes consecutivas em um mesmo continente, o Mundial de 2026 não acontecerá na Ásia.

A Fifa foi obrigada a investigar os Mundiais de 2018 e 2022, cercados por polêmicas, e também existe um inquérito em curso a cargo da procuradoria-geral suíça.

Infantino rejeitou a insinuação de que terá menos força que seu precursor.

"Não diria que tenho poderes limitados", disse. "Fui eleito na sexta-feira para ser o líder da Fifa. O líder dá o tom, o líder terá que fazer um trabalho convincente, é claro. Não é uma ditadura – é uma democracia, é uma participação".


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