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Peladão Brahma 2014: Professora banca time Millionário para dar bom exemplo no Ouro Verde

Time Millionário baré, que está na categoria principal do Peladão Brahma 2014, tenta representar e se espelhar no maior time campeão colombiano 19/12/2014 às 16:23
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Depois de uma vitória e dois empates, é hora de aumentar o rendimento
Lúcio Pinheiro Manaus

O Millonarios Fútbol Club, maior campeão colombiano, com 14 títulos nacionais, tem um representante na categoria principal do Peladão Brahma 2014. O Millionário baré (com acento e no singular) é tocado pela professora de Educação Física Solange Maia de Menezes.

Amante do futebol, a educadora conta que há dez anos inscreve o time no Peladão. Apesar de defender o nome do time colombiano, Solange diz que não conhecia o Millonarios original, até amigos falarem da equipe para ela.

“Foram eles (amigos) que me sugeriram colocar esse nome no time. Eles moravam em Tabatinga e falaram desse time que era famoso lá na Colômbia. Então o nosso time ficou com esse nome”, explica a professora.

Considerando que 506 times disputaram o Peladão em 2013, a 39ª posição conquistada pelo Millionário naquela edição é motivo de orgulho para o time radicado no bairro Ouro Verde, zona Leste de Manaus.

Segundo Solange, o time desse ano pode fazer melhor que o elenco do ano passado. Mas, para isso, vai ter que melhorar seu desempenho, defende ela. A professora não tem ficado satisfeita com as últimas atuações do clube.

“Achei os jogadores muito displicentes, com uma moleza. Dá para classificar (para a próxima fase), mas para disputar de igual para igual com equipes mais fortes temos que melhorar”, cobrou Solange.

Até aqui, o Millionario de Solange faz uma campanha regular, com uma vitória (por 2 a 0, no jogo de estreia), e dois empates (2 a 2 e 1 a 1).

De acordo com Solange, boa parte do elenco é composta por ex-alunos dela. Além de lecionar em escolas regulares, a educadora é monitora do Projeto Bom de Bola. Nada melhor então que unir o útil e o agradável.

“O que me motiva ter um time é o gosto pelo esporte. Gosto de trabalhar com criança. A maioria dos jogadores conheço desde criança. Tê-los por perto, jogando futebol, é uma forma de mantê-los longe das ruas e dos perigos que elas oferecem”, afirma Solange.

Nos dia de jogos fora do Ouro Verde, Solange reúne os atletas após a partida e faz um grande almoço para o time. Sai do bolso da professora a grana para bancar algumas das necessidades dos atletas ao longo da competição. Todo o esforço não é em vão, já que algumas partes do bairro são consideradas zona vermelha, com notícias de assaltos, tráfico e até assassinato.

Solange diz que como não é “milionária”, tem que fazer economias para manter o time no campeonato. Por causa da dificuldade financeira no início da competição, o time fez seus primeiros jogos com uniforme usado em outra competição. Nada que abale a confiança dela e dos jogadores em campo.

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