Publicidade
Esportes
Craque

Peladão Brahma: Conheça histórias do fundador do time campeão da 1ª edição do torneio

Américo Loureiro da Silva, líder do time vencedor de 1973 - o Juventude Atlética Paroquial (JAP) - viveu intensamente o maior Campeonato de Peladas ao longo das 42 edições da competição 12/12/2014 às 09:30
Show 1
O amazonense Américo Loureiro da Silva, 72, é uma verdadeira “autoridade” quando o assunto é Peladão.
Adan Garantizado Manaus

O amazonense Américo Loureiro da Silva, 72, é uma verdadeira “autoridade” quando o assunto é Peladão. Líder do primeiro campeão da história do campeonato - o Juventude Atlética Paroquial (JAP) - em 1973, Américo viveu intensamente o Peladão ao longo das 42 edições da competição. Entre os anos de 1989 e 1991, ele também atuou como coordenador do torneio.

E bastam dez minutos de conversa com Américo para perceber o orgulho e o amor que ele sente pelo Peladão. “O Peladão foi criado para reunir a família, os amigos, confraternizar... Posso afirmar que Manaus ganhou o título de ‘Cidade Sorriso’ graças ao Peladão. E me sinto muito feliz e orgulhoso por fazer parte de tudo isso”, conta Américo.

inesquecívelE se o nome do JAP surge na conversa, Américo “se derrete” ao lembrar da equipe do bairro São Raimundo, que venceu a competição em 1973 e 1986.

“O JAP era como a Seleção Brasileira. Só os melhores atuavam lá. Se você chegasse em qualquer campo de Manaus e falasse que era jogador do JAP, os caras enlouqueciam. No nosso primeiro título, batemos o Castelinho do Parque 10. Já em 86, passamos pelo Furacão de Manacapuru. A equipe deles bateu em todo mundo, mas não passou pela gente. Lembro que perdemos um pênalti aos 6 minutos do primeiro tempo e logo em seguida eles abriram o placar. Mas, no segundo tempo, fomos buscar o resultado e viramos o jogo para 2 a 1”, relembrou Américo. Entretanto, ele faz questão de explicar que os títulos em campo não foram as únicas conquistas do JAP no Peladão.


Juventude Atlética Paroquial (JAP) campeão do primeiro Peladão, em 1973. Foto: Arquivo/AC

“Temos 15 estrelas no Peladão. Além do bicampeonato em campo, fizemos três rainhas, somos tricampeões do torneio início, tricampeões do desfile de abertura, e o mais importante: somos tetracampeões do troféu de disciplina do Peladão. Isso é o que o JAP mais valorizava antigamente”, comenta.

Apesar de o JAP ter deixado de disputar o Peladão em 1989, Américo não se afastou da competição. Ele ainda auxiliou equipes “vizinhas” como o Unidos da Glória a conquistarem espaço na competição. O maior detentor de títulos do Peladão, o Arsenal Trigolar, da Colônia Oliveira Machado, também teve uma colaboração decisiva de Américo. “A base da equipe do Arsenal que venceu tudo que disputou nos anos 90, jogava comigo, no Cruzeiro, que disputava os campeonatos da Glória. Eles chegaram ao Arsenal já com esse entrosamento”, destacou Américo.

Por conta de problemas de saúde, Américo se afastou um pouco do Peladão nesta temporada. Mas garante que a competição tem um local especial dentro de seu coração. “Neste ano, muita gente me procurou para ajudar, mas sei dos limites da minha saúde. Apesar de tudo, me sinto muito feliz por ter feito parte e vivido tanta coisa boa graças ao Peladão”, finalizou Américo.

Contador de boas histórias
Américo também é um verdadeiro “especialista” em “causos” do Peladão. Em 1989, ele ajudou a escrever este caderno semanal em A CRÍTICA, onde as histórias da competição são contadas. Américo assinava uma coluna onde falava de algum “causo” que havia presenciado nas rodadas da competição.

“Eu pegava uma história, e às vezes, omitia o nome dos personagens. Fazia algo no estilo de um conto. As pessoas adoravam e sempre ficavam curiosas para saber qual seria o novo causo da semana”, relata Américo, que a pedido da reportagem, relembrou um ‘causo clássico’.

“Um juiz conhecido no Peladão por sua pequena estatura, queria adiar um jogo, que estava acontecendo. Para isso, ele precisaria esperar anoitecer para acabar a iluminação do campo. A partida foi para os pênaltis e sempre que alguém errava, ele mandava voltar. O jogo já estava 30 a 30, quando uma outra pessoa resolveu tomar o apito do juiz. Finalmente, um time acertou e outro errou. E os planos do ‘pequeno juiz’ não deram certo”, contou Américo, aos risos.

Publicidade
Publicidade