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Peladão Brahma: Lanche do Jacaré teve dia de Seleção no torneio, mas segue firme e forte

No dia 17 de janeiro de 2009,  a equipe sofreu uma goleada histórica diante do Compensão: 7 a 1 em um Sesi lotado. Era a decisão do Peladão 2008. Até hoje, este é o maior placar em uma final do maior campeonato de futebol amador 19/12/2014 às 16:22
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Firmes: Eles estavam na derrota de 7 a 1 do Lanche do Jacaré e continuam em busca desonhos
Adan Garantizado Manaus

17 de janeiro de 2009 é uma data que jamais será esquecida por jogadores, dirigentes e torcedores do Lanche do Jacaré, equipe do bairro da União (zona Centro-Sul), que disputa o Peladão desde 2004. Entretanto, a data não é motivo de comemoração. Afinal, foi neste dia que o Jacaré sofreu uma goleada histórica diante do Compensão: 7 a 1 em um Sesi lotado. Era a decisão do Peladão 2008. Até hoje, este é o maior placar em uma final do maior campeonato de futebol amador do planeta.

A dura lembrança já estava quase sendo apagada pela turma do Lanche do Jacaré. Mas, vieram as semifinais da Copa do Mundo de futebol neste ano e a Seleção Brasileira tomou um 7 a 1 histórico da Alemanha, no Mineirão. Foi o bastante para as “gozações” voltarem a “assombrar” o time do bairro da União.

Boa parte da equipe que participou da decisão diante do Compensão ainda continua defendendo o Lanche do Jacaré. No último domingo, pelo menos seis jogadores do grupo de 2008 atuaram na vitória por 4 a 1 sobre o Fonte Boa FC, disputado no campo da “Boca do Jacaré”, na União, na primeira rodada do perde-sai da categoria principal do Peladão Brahma 2014.

Conforto
Autor do único gol do Jacaré no “trágico” duelo diante do Compensão, o lateral direito Daniel Chagas, 32, disse que ficou “aliviado”, após a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo. “Quando a Alemanha começou a fazer aquele monte de gols, comecei a lembrar do nosso jogo com o Compensão. Era algo que já estava adormecido, mas, as lembranças voltaram. Aí eu pensei: Se a Seleção Brasileira cheia de craques milionários perdeu de 7 a 1, porque o nosso humilde time não pode ter perdido o Peladão de 2008 pelo mesmo placar? Isso me trouxe um alívio muito grande”, afirmou o jogador.

O sonho de Daniel e de todos os atletas que ainda permanecem unidos no Lanche do Jacaré é ter uma nova oportunidade de disputar uma final. E escrever uma história diferente.

“Eu já recebi diversas propostas de outros times. Mas só jogo o Peladão pelo Jacaré. Mesmo com nosso time não pagando salário e ‘bicho’ para jogador. Nosso time construiu uma história bonita dentro do Peladão e merece conquistar a competição. Eu, vou fazer de tudo para que isso aconteça neste ano”, concluiu Daniel, que ao lado dos irmãos Neto, Evandrinho e Leonardo e do pai, Evandro, coordena a equipe do bairro da União.

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