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Peladinho 2014: Barcelona do Dom Pedro faz jus ao nome que carrega na camisa

Sob o comando do técnico Nedson Silva, 33, que abriu a Escolinha do "Barça" em 2006, o grupo alcançou a marca de 61 gols marcados e apenas cinco sofridos, nas cinco partidas que já jogou 02/01/2015 às 16:04
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Na segunda rodada do Peladinho, o Barcelona goleou o Ouro Verde Jr por 22 a 0
Nathália Andrade Manaus

Nem pelos pés de craques como Neymar Jr. e Lionel Messi, que brilham no Barcelona da Espanha, é possível imaginar uma goleada tão expressiva, com mais de 20 ou 30 gols marcados e nenhum sofrido. Mas em Manaus, o time Barcelona Brasil, que disputa o Peladinho pelo terceiro ano, mostra que não é só a equipe da Catalunha, recheada de astros da bola, que manda bem nas quatro linhas.

Sob o comando do técnico Nedson Silva, 33, que abriu a Escolinha do Barcelona em 2006, o grupo alcançou a marca de 61 gols marcados e apenas cinco sofridos, nas cinco partidas que já jogou. As maiores goleadas foram na segunda rodada, contra o Ouro Verde Jr. (22 a 0) e no quinto jogo, no último sábado, em que o Barcelona enfrentou o Vitória Esporte Clube e ganhou de 31 a 0.

“Com a experiência de já ter jogado o Peladinho em 2012 e 2013, acredito que temos uma equipe bastante competitiva, forte candidata a uma vaga na final e ao título de campeã do torneio. E o engraçado é que estreamos com derrota. Estávamos com apenas sete jogadores inscritos porque também jogávamos o Campeonato Amazonense e acabamos perdendo de 4 a 0 do Palas Atena”, lembrou o técnico orgulhoso.

Nedson conta que o espírito de equipe e a vontade de vencer o Peladinho foram fundamentais para que o time se reerguesse e, a partir do segundo jogo, engatasse uma sequência de quatro vitórias.

“Pegamos o Ouro Verde Jr. na segunda rodada e fizemos 22 a 0. No terceiro jogo, o adversário foi o Clube da Bola e vencemos por 7 a 1. O quarto jogo, contra o Casimiro de Abreu, jogamos desfalcados e tivemos um placar magro, de 1 a 0. Nessa última partida, contra o Vitória, o árbitro decidiu encerrar muito antes do tempo regulamentar, alegando que a equipe adversária estava em desvantagem no número de atletas. Se o jogo tivesse ido até o final, no ritmo que os meninos jogaram, acredito que teríamos marcado entre 45 e 50 gols”, calculou comandante do time.

Rompendo Barreiras
Em 2014 o Barcelona participou e venceu uma competição nacional em Roraima, com equipes de todo o País. Agora, a equipe já está de malas prontas para o próximo desafio: a Brasil Cup, em Poços de Caldas (MG). “É um campeonato com 24 times de Estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Paraná. Vamos viajar nesta terça-feira, 6, confiantes em mais esta vitória”, contou Nedson Silva.

Exportar talentos é o principal objetivo do técnico, que trabalha com futebol há quase 15 anos, sempre se dedicando às categorias de base. “É o caso do Vitor Hugo, de 14 anos, que foi nosso aluno na escolinha e agora é do Fluminense. Ele está passando uma temporada em Manaus e tem treinado com os meninos, fazendo essa troca de ideias e experiências que é importante”, considerou.

Artilheiro da equipe com 22 gols marcados, André Mendonça, 14, também sonha em ganhar os campos do Brasil e do mundo. “Vou continuar me dedicando para atingir meu objetivo. Jogar no Palmeiras, meu time de coração, por exemplo”.

Força do grupo impressiona
Colocando o coletivo acima do individual, o técnico Nedson Silva classifica a força da equipe como destaque do time.

“A gente preza muito pela qualidade do grupo. Temos uma defesa consistente, um meio de campo muito bom e um ataque que, pelo número de gols marcados, já provou ser qualificado. Apesar de as maiores goleadas terem sido em cima de adversários desfalcados, é só avaliar para ver que tem mérito, e muito, da equipe também. No nosso primeiro jogo estávamos em desvantagem e tomamos quatro gols. Quando pegamos equipes desfalcadas fizemos 22 gols em uma e 31 na outra. Então isso mostra a força do elenco no geral, tanto ofensivamente quanto na defesa também”.

Quando o assunto são os principais rivais do Barcelona, o primeiro time citado é o Panair.

“Em 2012 ganhamos deles dentro de campo, mas devido a um problema com o cadastro de um dos nossos jogadores, eles acabaram ganhando a vaga para a final depois de entrar com recurso. Em 2013 também fomos eliminados por eles nos pênaltis. Então esses fatores acabam, sim, criando uma rivalidade saudável. Esse ano eu não conheço bem a equipe do Panair, mas posso falar pelo Barcelona. Estamos preparados para chegar às finais”, garante o técnico.

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