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Penarol segue sua vida sem a presidente Patrícia Serudo no comando do clube

Manadatária do Leão da Velha Serpa não concorrerá ao cargo nas próximas eleições e faz autoavaliação sobre a campanha do clube no Barezão  08/06/2015 às 20:04
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Momento em que Penarol vira o jogo e fica à frente do Nacional
Denir Simplício Manaus (AM)

Superação e sentimento de dever cumprido. Essa é a mensagem final da presidente do Penarol, Patrícia Serudo, após o anúncio de que não concorrerá a reeleição ao cargo no pleito do dia 28 de junho, em Itacoatiara (distante 174 quilômetros de Manaus). O Leão da Velha Serpa encerrou sua participação no Barezão 2015 com uma vitória sobre o Leão da capital e ficou com a quarta colocação na classificação geral do Estadual.

“A gente foi até o nosso limite. Chegamos entre os quatro melhores times do campeonato mesmo tendo investimento menor que outros que disputaram a competição”, comentou Serudo, lamentando a derrota no jogo de ida das semifinais, no estádio Floro de Mendonça. “Perdemos a vaga na final jogando em casa com o Nacional, que tem investimento quatro vezes maior que o nosso. Mesmo assim jogamos de igual pra igual e, em muitas vezes, até melhor”, afirmou.

A hora do adeus

Alguns atletas do elenco penarolense já começaram a deixar a Cidade da Pedra Pintada em direção às suas cidades natal. O zagueiro Júnior, o atacante Tety e o lateral-esquerdo Rafael Vieira foram os primeiros a “voltar pra casa”. O último, que fez um belo campeonato, deve retornar em breve. Rafael Vieira não confirmou, mas dirigentes do Nacional procuraram os cartolas do Penarol e o lateral pode reforçar o Naça na disputa da Série D do Brasileirão.

“Estamos conversando com os jogadores que moram fora do Estado e até o final de semana os demais devem deixar a cidade”, confirmou a mandatária do Penarol, que taxou de milagre o clube ter chegado tão longe no Amazonense tendo em vista a falta de recursos do clube. “Acho que fizemos muito com o pouco recurso que tínhamos em mãos. O Penarol foi o único clube que não dispensou ninguém desde o início do campeonato. Todos os contratados serviram ao clube. Tivemos cuidado nas contratações”, lembrou Patrícia Serudo.

A presidente lembrou que aprendeu muito nesses dois anos à frente do clube e, apesar dos problemas, sai de cabeça erguida da direção do Penarol. “Em 2014 nossa folha salarial era de R$ 70 mil. Neste ano foi de R$ 90 mil e acho que aprendi muito com as contratações e com os problemas extracampo”, comentou. No Barezão de 2014, o Leão penarolense terminou na quinta posição, uma colocação abaixo do Naça Borbense, que nesta temporada terminou a competição na sétima posição geral.

O Penarol terminou o  Amazonense de 2015 com 11 vitórias, três empates e cinco derrotas. Foram 33 gols marcados e 28 sofridos - já contando com as semifinais. O Leão da Velha Serpa foi uma das três equipes que conseguiram superar o Naça no Barezão deste ano. O finalista Princesa do Solimões acumula duas derrotas nos dois confrontos com o time da Vila Municipal. 

O volante Filipe Cristiano, que desfalcou o Penarol na partida do último sábado (6) com o Nacional, acredita que a equipe foi bem. Mas concorda com o discurso da presidente Patrícia Serudo, de que a falta de recursos foi primordial para a eliminação do time de Itacoatiara do Estadual deste ano.

"Poderíamos ter ido mais longe"

“Poderíamos sim, ir mais longe. Ficou comprovado no último jogo. Mas futebol é dinheiro,  planejamento... contratações”, explicou o jogador do Leão da Velha Serpa, concordando que Nacional e Princesa do Solimões, por terem investido mais em seus elencos, merecem estar na finalíssima do Barezão. “Acredito que chegaram à final os dois times que planejaram melhor, que acertaram nas contratações”, disse Cristiano, que fez sua terceira temporada no futebol amazonense.

O atacante Binho, que pela primeira vez disputou o campeonato local, ainda aguarda uma decisão por parte da diretoria de quando deixa Itacoatiara. Segundo o camisa 9 do Penarol, seu desejo é de voltar a atuar no Estado. “Gostei muito de jogar aqui (Amazonas). Eu quero voltar ainda”, disse o jogador que espera a passagem para retornar ao Sergipe.

Para o lateral-esquerdo Rafael Vieira o que faltou ao Penarol foi sorte. O camisa 6 do Leão do interior gostou de atuar no time de Itacoatiara e deixou uma porta aberta no clube. “Acho que faltou um pouco de sorte contra o Nacional. Perdemos um jogo que não poderíamos perder. Mas graças a Deus fiz um bom campeonato e quem sabe futuramente eu possa voltar a vestir a camisa do clube que me acolheu tão bem”, despediu-se.


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