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Perto de vaga paralímpica, paratleta do Amazonas fala sobre a falta de patrocínio

José Ricardo, paratleta do halterofilismo, conseguiu mais um título nacional no fim de semana, mas ainda convive com o descaso das autoridades locais com o esporte 15/09/2015 às 09:42
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José Ricardo conseguiu mais um ouro, está com um pé nas paralimpíadas
Paulo André Nunes Manaus

Se os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro fossem disputados hoje, o paratleta José Ricardo da Costa e Silva estaria representando o Amazonas e o Brasil por merecimento, já que é o 1º ranking nacional na categoria até 107 quilos e o 11º melhor atleta mundial da atualidade. Mas o que é um absurdo, conta ele, é que, sem patrocínios - mesmo sendo um competidor de ponta - ele faz das tripas coração para competir fora do Estado tentando melhorar sua melhor marca (190 kg alcançados por ele na seletiva ao Parapan-Americano disputado em Uberlândia-MG).

Por exemplo: para competir no último final de semana em São Paulo, pela 2ª Etapa Nacional do Circuito Caixa Loterias, ele só viajou porque um amigo que conheceu na rede social Facebook custeou as suas passagens aéreas.

“Quero agradecer a Deus e ao meu amigo Andre Costa que me ajudou com as passagens pra penúltima etapa em São Paulo. Obrigado e você é a razão de tudo isso valeu”, escreveu ele (que teve a perna esquerda amputada abaixo do joelho após um acidente de barco) na rede social.

O agradecimento vem em um momento de grandes conquistas e nada de patrocínio: ele não recebe a Bolsa-Atleta do Governo Federal desde janeiro (o valor mensal é de R$ 925 e o valor acumulado é de R$ 11.100, informa ele), e neste ano ficou de fora do pagamento do benefício em âmbito municipal (que paga R$ 4 mil mensais) .

“Estou praticamente convocado para os Jogos Paralímpicos do Rio mas meu pagamento do Bolsa Atleta Federal está atrasado. Algo precisa ser feito para nos ajudar, alguém para nos apoiar”, comentou ele.

Na 2ª etapa do Circuito Caixa, José Ricardo foi 1º na classe até 107kg ao levantar um total de 180kg. Outros dois amazonenses disputaram (e medalharam) na competição: José Maria Santana da Silva foi prata na até 65kg erguendo 140kg, enquanto Eduardo Dantas faturou o bronze na até 49kg.

Brendow fatura ouro no dardo
Pelo lançamento de dardo, o amazonense Brendow Christian também fez bonito durante o Circuito ficando em 1º. Cravando 39m51, ele melhorou a sua marca anterior (35m33) e ficou perto dos 41m que é a melhor marca das Américas no paratletismo e o índice para as Paralimpíadas do Rio 2016.

“Eu já havia quebrado esse recorde de 41 metros durante um treino em Manaus, mas neste final de semana, em São Paulo, estava fazendo muito frio”, declarou ele, que tem apenas 10% da visão.

O paratleta teve apoio da 30 Minutos Studio Fitness, Norte Sul Serviços Empresarias, Sejel, Distribuidora Ferraz, e Emanuel Sports.

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