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Pivô do Flamengo, Olivinha fala sobre carreira e do clássico contra o Vasco em Manaus

Destaque do Flamengo, Carlos Alexandre Rodrigues do Nascimento, o Olivinha, falou com exclusividade ao CRAQUE sobre o clássico contra o Vasco em Manaus. 19/02/2017 às 05:00 - Atualizado em 20/02/2017 às 09:20
Show basquete flamengo 0222
Divulgação/LNB
Camila Leonel Manaus

Se dentro de campo, os flamenguistas chamam Rondinelli de ‘Deus da raça’ pela garra que tinha nos jogos do Fla, dentro de quadra, pode-se dizer o mesmo do pivô do Flamengo Olivinha.

O jogador, famoso pela entrega em campo também acumula títulos com a camisa do Flamengo. Além do tetra brasileiros, ele é octa carioca e estava nas duas maiores conquistas do basquete rubro-negro: campeão da Liga das Américas e da Copa Intercontinental. Com a camisa da Seleção Brasileira conquistou o ouro no Pan de Toronto e tem um bronze e um ouro na Copa América.

Individualmente, Olivinha foi o MVP (prêmio dado para o melhor jogador do Campeonato) do Novo Basquete Brasil de 2016 e um dos destaques do penta campeonato do Flamengo. Nesta edição do Novo Basquete Brasil, ele é o líder em rebotes (11.6), o primeiro em eficiência e o quarto em arremessos de dois pontos. E tudo isso começou por conta o irmão: Carlos Henrique,o Olívia, também jogador de basquete do Flamengo. Do irmão mais velho, veio o gosto pelo basquete e o apelido de Olivinha.

Um dos destaques do time do treinador José Neto, Olivinha é uma das estrelas que vão estar na Arena Amadeu Teixeira no dia 11 de março na partida contra o Vasco. Por telefone, o pivô falou a expectativa para o clássico, a ansiedade para conhecer a torcida e a cidade de Manaus e prometeu dar tudo de si no jogo.

Confira a entrevista:

Seu irmão era jogador de basquete também e como foi o seu inicio, teve influencia do irmão? Ele deu conselhos no inicio?
Realmente ele me influenciou bastante. Foi vendo ele jogar que eu comecei a me apaixonar pelo esporte também. Foi ele q me deu a primeira bolinha de basquete. Sempre que ele ia viajar pra outro estado trazia alguma coisa: camisa, alguma bola... alguma coisa. Então meu interesse foi ficando cada vez maior e o meu irmão foi uma influência muito grande. Eu comecei a jogar com 10 anos e meu irmão ficou bem contente porque ele sempre me motivou batastante. Eu estava sempre indo nos treinamentos com ele. Nos intervalos dos jogos ficava batendo bola e para ele foi uma alegria muito grande quando decidi fazer basquete, se bem que naquela época eu ainda não sabia que ia jogar profissionalmente um dia.

Você disse em entrevista que pegou o fim da carreira do Oscar. Chegou a jogar junto com ele. Como ele influenciou você?
Eu joguei com ele. Tive essa honra em 2001. Eu já fazia parte do elenco (do Flamengo), mas não jogava, ficava só treinado. Ele estava no Flamengo e em 2002 que fiz parte da equipe então joguei com ele. Fomos campeões cariocas naquele ano, foi o último título da carreira dele. E eu vi muito bem o que ele fazia. O Oscar estava com 43, 44 anos e ele chegava antes dos treinos e ficava arremessando bola e depois que o treino terminava ele fazia isso também. Ele é um dos meus ídolos, eu me espelho bastante nesse e aprendi muita coisa com ele. Foi um orgulho falar que eu joguei com o Oscar quando ele ganhou o último título dele.

Falando em ídolo, qual, ou quais são as suas principais referências?
O meu irmão, lógico, que foi o meu espelho se ele não tivesse jogado basquete, não me interessaria bastante pelo esporte. Além dele alguns jogadores na NBA o Denis Rodman, um jogador que tem a característica parecida com a minha. Ele briga muito no rebote, marca bastante pontos. Tem muita atitude nos jogos. Tem o Michael Jordan,  Magic Johnson. Via muito o Larry Bird nas fitas de VHS que meu irmão trazia e esses caras são uma influência bem grande.

Dentro de quadra, você é conhecido por ser um jogador emotivo e de explosão. Você é assim sempre, ou é apenas quando está jogando? Como faz para que a emoção não atrapalhe no seu desempenho durante uma partida?
Eu sou assim só dentro de quadra. Dentro de quadra eu sou completamente diferente, sou mais tranquilo. Não sou muito de ficar gritando comemorando. Aquela energia eu guardo para dentro da quadra. Sou totalmente diferente e isso me ajuda bastante sempre que eu brigo pela bola, por rebote, por aquela bola praticamente perdida e isso é uma coisa que a torcida chega junto, grita bastante quando acontece. Um lance desse inflama a torcida ainda mais no Flamengo com a torcida que tem que é gigantesca e essa característica me ajuda bastante para tentar colocar a torcida mesmo dentro do jogo e até agora isso deu certo.

E como é a sua relação com a torcida do Flamengo?
Para mim é uma coisa muito legal que acontece com os torcedores acho que todos quando me vêem, não só nos jogos, mas quando eu tô no shopping, a torcida vem e para, quer conversar um pouco. Fala ‘obrigada por tudo o que tem feito pelo Flamengo, pela raça que coloca nos jogos’ e esse tipo de coisa só me dá mais forças. Sempre recebo mensagens positivas e tenho conversas legais que ajudam bastante. Eu, nas minhas redes sociais, sou ativo e os torcedores estão sempre mandando mensagem e estou sempre conversando com eles.

O último duelo com o Vasco foi sem torcida por motivos de segurança e o técnico José Neto mencionou que um jogo desse merecia um lugar grande e com torcida. Em Manaus vocês terão as duas coisas. Como receberam a notícia que iriam jogar aqui?
Lógico que a gente gostaria de jogar no Rio, mas tem o problema com a torcida e a segurança. O Gepe não consegue manter a segurança. No Maracanazinho, o consórcio está dificultando a nossa vida, mas assim que acabou o primeiro jogo contra o Vasco, a gente sabia que poderia acontecer de jogar Flamengo e Vasco fora do Rio. A gente encara com naturalidade (jogar em Manaus) essa questão, ainda mais com a questão da segurança tá pegando bastante e não tem como acontecer o jogo aqui. Vamos fazer de tudo para se adaptar aí em Manaus. É a primeira vez que vou aí, nunca fui a Manaus, nunca joguei no Ginásio aí. Vi que é um Ginásio grande e a gente conta com a torcida porque sabe que a torcida do Flamengo é grande e sabe que o jogo vai ser com as duas torcidas e isso motiva bastante a gente. Eu gosto de jogar esse tipo de jogo e de sair com a vitória.

No NBB, o Flamengo teve vitórias seguidas, mas também teve umas sequências sem vencer também. Como o grupo lida com essas situações no campeonato?
Nossa equipe é experiente e sabe que altos e baixos num campeonato longo acontece e ainda mais a nossa equipe que ainda não jogou contra a equipe completa. A gente sempre teve algum jogador no departamento médico, então isso dificultou a nossa vida, mas o fato da gente se manter brigando pelas primeiras posições mostra a qualidade que o elenco tem. O Marcelinho já voltou e agora estamos esperando só o Beto para essa reta final para conseguir aí três vitórias consecutivas e chegar bem nos playoffs.

E como vocês estão vendo essa rivalidade com o Vasco? Dentro de quadra a rivalidade é tão grande quanto no campo? Como estão encarando esse jogo?
Não tenha duvida que a rivalidade é igual. Sempre que joga contra eles, a nossa torcida quer ganhar do Vasco assim como nós jogadores. Fazemos de tudo para sair com a vitória. É uma rivalidade muito grande, mas é sadia dentro de quadra. Os jogadores se conhecem, mas a gente sabe a importância desse jogo. Ganhar um Flamengo e Vasco deixa a gente bastante feliz. Fomos campeões em cima deles no carioca e a torcida gostou bastante. Perdemos o primeiro jogo, mas espero que a gente ganhe o segundo. No primeiro jogo não tivemos o Marcelinho nem o  (Ricardo) Fisher por lesão, mas eles estão voltando e vai nos ajudar bastante e coloca muita qualidade no nosso jogo.. Espero que com a volta deles a gente faça uma grande partida e faça esse segundo jogo.

O Olivinha já conquistou vários títulos. O que você ainda sonha? Quais os seus objetivos na carreira?
Eu já conquistei praticamente tudo com a camisa do Flamengo: Carioca, Brasileiro, o torneio das  Américas, o Mundial e eu tento cada vez mais ganhar titulos. No Flamengo nós temos fome de titulos. Quanto mais títulos, melhor. A gente sempre trabalha pensando nisso. No início das temporadas,  traçamos os objetvos e o objetivo é sempre vencer os  campeonatos que jogarmos. Sempre me vejo ganhando cada vez mais títulos com a camisa do Fla e pode ter certeza que esse ano vamos buscar o NBB.

O Flamengo ganhou os quatro últimos NBBs que disputou. Qual o segredo dessa hegemonia?
Acho que a questão é o trabalho duro que a gente vem fazendo. Temos jogadores de grande qualidade e o elenco é de grande qualidade. Temos uma equipe boa e com uma comissão técnica que é a melhor do Brasil e vem fazendo um trabalho muito bom e isso vem fazendo que nós tenhamos êxito.

Qual a sua mensagem para a torcida de Manaus?
Gostaria de agradecer o apoio da torcida de Manaus nas redes sociais. A galera tá ansiosa e a gente tá ansioso para conhecer aí também e conhecer a torcida em Manaus. Pode ter certeza  que a gente vai fazer de tudo para sair com a vitória. A torcida sempre nos apoia então vai ter o Olivinha brigando muito por todos os rebotes.

Então a torcida está mandando muita mensagem para você?
Sim. os torcedores de Manaus que mandam mensagens para mim no Twitter, no Facebook e no Instagran. Mexo bastante com as redes sociais e tenho torcedores ansiosos. Eu também tô ansioso e espero que a tocida possa estar nesse dia e que eu possa corresponder.

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