Publicidade
Esportes
Craque

Pizzonia pode levar título inédito de campeão da StockCar Brasil

Piloto amazonense tem duas vitórias na temporada, uma atrás do primeiro colocado Rubens Barichelo, e pode até ser campeão do circuito mais importante do automobilismo brasileiro 28/11/2014 às 21:17
Show 1
Com 158,5 pontos, o piloto amazonense é o quinto colocado no campeonato
Felipe de Paula Manaus, AM

O amazonense Antônio Pizzonia, 34, continua dando provas de que seu já conhecido talento nas pistas está mais vivo do que nunca. Em uma das temporadas mais disputadas de todos os tempos na Stock Car Brasil, o piloto da Prati-Donaduzzi vai correr a última prova do ano, no Autódromo Internacional de Curitiba, no Paraná, ainda com chances de ser campeão da temporada 2014.

Com 158,5 pontos, o piloto amazonense é o quinto colocado no campeonato e está a menos de 40 pontos do líder Rubens Barrichello, da Full Time Sports, com 198. No entanto, com o sistema de pontuação dobrada, pode somar até 96 pontos na última prova do ano, mas terá que torcer para os pilotos com maiores chances somem pontuação inferior ao do amazonense no fim da corrida.

Contudo, mesmo antes da corrida derradeira da temporada, Pizzonia já diz ter motivos para comemorar. Com duas vitórias até agora na competição (o líder Rubinho venceu três), ele não só sentiu pela primeira vez a sensação ganhar uma corrida na Stock Car, como levou sua equipe e seu patrocinador a estrear no topo do pódio da competição mais importante do automobilismo nacional.

“Este ano tem sido melhor que a nossa expectativa. Consegui minha primeira vitória na categoria, que também foi a primeira vitória da equipe e do patrocinador, e chegar na final com chances de título é um bônus muito grande. Estou muito feliz”, comentou Pizzonia, que concedeu entrevista exclusiva ao CRAQUE durante a semana.

No bate-papo com a reportagem, o piloto amazonense falou sobre a prova deste final de semana, em Curitiba, o atual momento na carreira, disse não projetar aposentadoria no momento e lamentou as “gerações perdidas” do automobilismo amazonense com o fim da pista da Vila Olímpica.

Questionado se, após uma saída não muito amistosa da Fórmula 1, e alguns anos longe dos holofotes, ele tinha “dado a volta cima”, Pizzonia foi enfático: “Eu já passei por tantas outras categorias... a Stock Car era um em que eu estava devendo uma vitória. Era uma busca pessoal, mas agora não preciso provar mais nada, nem pra mim nem pra ninguém”, declarou.

Alta competitividade

A prova de Curitiba, que acontece a partir das 8h30 (de Manaus) e será transmitida na Rede Globo e no canal fechado SporTV, não guarda boas recordações para Pizzonia neste ano, mas para superar os problemas que teve com a pista e tentar conquistar o título inédito, Pizzonia já sabe o que ele e sua equipe devem fazer.

“Foi a corrida em que tive o pior resultado. Agora é vir com uma cabeça diferente, com um acerto diferente no carro, para tentar manter a boa sequência que estamos tendo”, disse ele, destacando, porém, que a temporada tem surpreendido quanto à variação de pódios e ao nível de competitividade entre os pilotos.

“Esse ano a categoria está extremamente equilibrada, um fato inédito é chegar à última corrida com oito pilotos disputando o título. Isso só valoriza nosso trabalho, o esporte e categoria”, declarou.

Quatro perguntas para Antônio Pizzonia

CRAQUE: Última prova da Sotckcar no ano e você tem chances de sair com o título? Qual é sua expectativa real de levantar a taça da Stock Car?

AP: Somos uma equipe pequena, que vem crescendo a cada ano e hoje está disputando de igual para igual com as grandes equipes e com expectativa de conquistar um pódio. Temos que contar com um pouco de sorte, a distância (para Rubens Barrichelo) é grande, apesar de matematicamente eu ter chances. Faltou um pouco de sorte em alguns momentos na temporada, como na última corrida, em que estava em quarto e furou meu pneu. Ali seriam 11 pontos que hoje estão fazendo muita falta.

CRAQUE: Assim como o Barrichelo, você teve experiência na Fórmula 1. Essa experiência conta muito na hora de uma disputa como esta, mesmo com carros tão diferentes?
AP: Sim, essa experiência sempre ajuda, porque por mais que o carro seja completamente diferente, a gente acaba utilizando  muita coisa do que aprendeu. Não tenho dúvida de que experiência do Barrichelo faz muita diferença.

CRAQUE: O que você pensa do automobilismo no Amazonas, já que agora nem a pista da Vila Olímpica nós temos. Ainda é possível revelar talentos?

AP: Já era difícil por conta da estruturara da pista que tinha, hoje é praticamente impossível. A gente vê gerações de cinco, dez, 15 anos estão  sendo afetados pela falta de uma pista! É muito triste! É uma história que vai se apagar e não vai ter continuidade, infelizmente.

CRAQUE: E aposentadoria, você projeta?

AP: Não projeto (aposentadoria)... tenho no mínimo uns seis, sete anos tranquilos, pode ser um pouco mais...

Publicidade
Publicidade