Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
Craque

Polonês tenta entrar para o livro dos recordes descendo o Rio Amazonas de canoa

Após mais de dois meses navegando, o expedicionário aportou em Manaus para uma pausa de quatro dias em sua longa jornada, que tem como meta a chegada ao Oceano Atlântico em setembro deste ano



1.jpg Marcin aportou em Manaus para uma pausa de quatro dias e segue em viagem rumo a foz do Rio Amazonas, no Pará
24/07/2015 às 19:32

Ele saiu do Oceano Pacífico, subiu os Andes peruanos de bicicleta (isso mesmo, de bicicleta!) e resolveu encarar o maior rio do mundo, que nasce no país vizinho ao Brasil, a bordo de uma canoa de cerca de 2,5 metros. O que parece o roteiro de um livro de Júlio Verne é a história real do jornalista e multi-esportista polonês Marcin Gienieczk, que almeja entrar no Livro dos Recordes como primeiro homem a navegar o Rio Amazonas inteiro de canoa.

Após mais de dois meses navegando, o expedicionário aportou em Manaus para uma pausa de quatro dias em sua longa jornada, que tem como meta a chegada ao Oceano Atlântico em setembro deste ano, na Foz do Rio Amazonas, no estado do Pará. Na chegada, Marcin teve apoio do Consulado Honorário da Polônia em Manaus, da Marinha e da Polícia Militar do Amazonas, que acompanhou o desembarque do aventureiro no píer do Tropical Hotel, na sexta-feiraà tarde.



Mal desembarcou da canoa, o polonês de fala forte e ligeira, que precisou de uma tradutora para responder as perguntas da imprensa, deu uma amostra do nível de dificuldade de sua tarefa. Segundo ele, na passagem pelo rio Apurimac, o primeiro nome do Amazonas, ainda no Peru, na altura de uma aldeia indígena, ele recebeu a ordem de voltar de uma pessoa na margem que, armada, deu um tiro para cima. Ao que ele, segundo conta, não pode obedecer, por  o que quase teria lhe custado a vida.

“Quando eu estava descendo o rio nas montanhas peruanas, uma travessia por si só muito perigosa, por duas vezes atiraram em mim. Eu tinha permissão para descer e atravessar as aldeias, mas mesmo assim alguém atirou para cima e mandou retornar. Mas se eu fizesse essa manobra, eu iria virar, porque a correnteza é muito forte e a descida muito grande. Atiraram de novo, dessa vez perto da canoa”, contou.

O projeto conta com apoio do governo da Polônia, do Guinness Book,  de duas emissoras de TV polonesas e da Rússia. Desde o início da aventura, as remadas de Marcin Gienieczko são acompanhadas ao vivo através dos canais N’Sport e TVN 24. “Só dois homens cruzaram o pacífico, mas eles o fizeram de maneira exploratória e eu vou fazer de maneira esportiva”, vangloria-se Marcin.


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