Domingo, 15 de Setembro de 2019
Por Dentro da Regra

Conheça o Tênis de Mesa, o esporte de raquete mais rápido do mundo

A modalidade, que exige bastante raciocínio lógico, entrou nos Jogos Paralímpicos de 1960, e veio participar dos Jogos Olímpicos somente em 1988, em Seul



06/07/2016 às 16:12

Não pode piscar! O tênis de mesa é um dos esportes mais rápidos do mundo. A modalidade que exige bastante raciocínio lógico, entrou nos Jogos Paralímpicos de 1960, veio participar dos Jogos Olímpicos somente em 1988, disputado em Seul. No capítulo de hoje da série ‘Por Dentro da Regra’, chamamos a ‘Raquetinha’ amazonense, Amanda Marques, para contar detalhes do esporte. A mesatenista é figurinha carimbada no Amazonas, já conquistou diversos títulos estaduais e quatro campeonatos brasileiros. 

No esporte há 12 anos, Amanda Marques, de 24 anos, começa detalhando o sistema de pontuação utilizado nas provas de tênis de mesa. “O número de sets vai depender da competição que você disputa. se for internacional, são 7 sets. A aqui no Brasil, geralmente são 5 sets. Cada set vale 11 pontos, se estiver em 10 a 10, vence quem fizer dois pontos seguidos”, destacou Amanda.

Raquetinha revela as habilidades necessárias para praticar a modalidade. “Você tem que ser muito rápido, tem que fazer uma ação em menos de um segundo, tem que programar uma resposta pra essa ação. Tudo acontece num piscar de olhos”, disse a jogadora. 

Alguns atletas têm algumas supertições antes de entrar na quadra, e com Amanda, não seria diferente. A jogadora revela seu ritual antes das competições, que de acordo com ela, faz parte e todo atleta tem um. “Cada um tem suas manias, cada atleta tem seu ritual, quando eu jogo, eu gosto de escutar uma música o dia inteiro, é só a batida, não gosto de ninguém falando, não gosto de muito sentimento na música. O critério de seleção depende de como eu estou, como eu quero jogar, gosto de acordar cedo, gosto que as coisas ocorram do jeito que tem que ser”, conta Amanda Marques.

Bruna Takahashi entra para fazer história nos Jogos Olímpicos: ela é a mesanista mais nova do Brasil a participar do maior evento esportivo do mundo (Reprodução/internet)

A jogadora aproveita para contar uma curiosidade do esporte envolvendo o exame antidoping. Diferente de outras modalidades, a raquete pode ser ‘dopada’. “Quando estamos em competição, alguns atletas são selecionados para fazer o exame, mas ele é diferente, eles pegam nossa raquete e colocam em uma máquina, pra ver se não tem nenhum tipo de substância proibida”, disse a raquetinha.  

Supremacia chinesa

Quando o assunto é tênis de mesa,  os chineses são fenomenais. Os números são absurdos. Desde que entrou para o quadro do programa olímpico, foram distribuídas 28 medalhas, a China ficou com 24 delas.

O Brasil ainda não conquistou medalhas em Jogos Olímpicos. Para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, o time contará na disputa individual com Hugo Calderano, Gustavo Tsuboi, Caroline Kumahara e Lin Gui. Por equipes, os representantes são  Cazuo Matsumoto e Bruna Takahashi, a última tem apenas 16 anos de idade, e será a jogadora mais nova a disputar uma Olimpíada pelo Brasil na modalidade.

Questionada sobre qual país faturaria o ouro, Amanda não hesitou em responder “Eu tenho quase certeza que os chineses vão ganhar. Eles são de outro mundo, aqui no Brasil nós temos o futebol como primeiro esporte, lá na China eles têm o tênis de mesa,  os melhores jogadores do mundo são de lá, o pódio com certeza é deles”, comentou a jogadora amazonense.


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