Domingo, 19 de Maio de 2019
NOVIDADE

Pouco conhecido no Brasil, flag football é apresentado a adolescentes em Manaus

O flag foi levado para as aulas de educação física da Fundação Matias Machline, e a iniciativa inédita foi de uma atleta que chegou à Seleção Brasileira da modalidade



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Fotos: Michell Mello/A crítica
24/03/2019 às 19:07

 “O objetivo do jogo é ganhar território e, entrando na zona de touchdown, você marca pontos”. Assim, de forma simples e resumida, a professora de educação física da Fundação Matias Machline, Bárbara Cristina, explica a seus alunos o flag football, modalidade que vem se popularizando no Brasil, e que é recém-chegada à escola, pioneira ao implementar a novidade.  

“Decidi unir o útil ao agradável. Falei: vamos fazer algo diferente! Como sou professora de educação física, e já trabalho na escola, por que não implementar a modalidade nas aulas de educação física também? Com isso, somos a primeira escola de Manaus a ter o flag como modalidade nas aulas de educação física”, ressalta a professora Bárbara.

Bárbara conheceu o Flag há seis anos, pelo time Valkyrias. Chegou à Seleção Brasileira em 2015, e quer  ajudar o esporte a crescer.

 

Sucesso

Considerado uma versão mais leve do futebol americano, o flag tem feito sucesso entre os alunos. As aulas começaram em fevereiro deste ano para alunos do segundo e terceiro anos do Ensino Médio, e já têm criado expectativas, segundo Bárbara. “Eles ficam ansiosos, esperando pela aula de educação física, esperando pelo jogo, pedindo campeonatos, ou seja, todos nós somos muito competitivos, e é legal tirar isso deles de maneira muito positiva”, conta a professora. Ela garante que está até surpresa com a boa recepção dos jovens ao flag. “Eles estão se contagiando pelo esporte, reagindo muito bem, vendo vídeos, me perguntando regras, jogadas, rotas que eu nem passei!”, disse Bárbara

Mas será que os alunos entenderam rápido o jogo, até então, novo para eles? “Muitos já conheciam o futebol americano, então, foi até fácil apresentar o flag a eles, só que eles chegam achando que é aquele modo agressivo de jogar, mas o flag não tem contato, tanto que quando acontece, é marcada a falta”, explica Bárbara.

 

Adaptação

Para conseguir incluir o flag nas aulas da Fundação Matias Machilles, Bárbara precisou adaptar a modalidade ao espaço do colégio, levando o esporte de campo para as quadras. “O flag é jogado no campo, então, pensei, como faço para dar certo? Tive que adaptar para o que a gente tem, e aqui usamos, basicamente, as fitas laterais e a bola do futebol americano, algo super simples. Já os estudantes usam tênis na quadra, enquanto no jogo tradicional usa-se chuteira”, explica.

Apesar de ser um jogo simples, sem muitos materiais, o flag existe timidamente no Amazonas. “A maior barreira é que o esporte não possui ajuda para crescer. Aqui (na escola), não pretendo formar atletas de alto rendimento; meu intuito é fazer os alunos conhecerem a minha modalidade”, disse ela.

 

Frase:

"Trouxe o esporte para as aulas de educação física, o que é excelente, pois meu objetivo é apresentar o flag aos jovens e, se eles gostarem, vão incentivar outras pessoas a conhecerem", Bárbara Cristina  professora.

 

 


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