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Prass se livra de punição por ‘Mala Branca’ no júri do STJD

Jogador do Palmeiras foi absolvido por unanimidade em julgamento no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva. Goleiro do Verdão revelou que recebeu dinheiro para vencer partida e acabou sendo foi denunciado ao Supremo 03/12/2014 às 17:45
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Prass foi absolvido por unanimidade pelos auditores do STJD.
ACRITICA.COM Manaus (AM)

O goleiro Fernando Prass foi absolvido por unanimidade em julgamento na tarde desta quarta-feira (3), na sede do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, pela acusação de ter recebido pagamento para vencer um jogo. A conhecida mala branca teria sido paga ao atleta quando ele atuava pelo Vasco da Gama, confessou o arqueiro, que hoje atua pelo Palmeiras. O camisa 25 do Verdão se livrou de uma pena que poderia chegar a dois anos de suspensão.

A polêmica começou quando Prass revelou durante entrevista na Academia de Futebol do Palmeiras que achava normal receber pagamento para vencer um jogo. Mesmo tentando desconversar, a declaração não caiu bem e o goleiro foi denunciado ao Tribunal.

“Primeiro que se dinheiro garantisse alguma coisa a gente mesmo fazia uma vaquinha e pagava para ter a certeza de vitória, mas isso não existe. Que acontece, acontece...”, revelou.

Depois de perceber a “pisaba de bola”, o goleiro mudou o discurso e disse que o dinheiro recebido seria o “bicho” (pagamento extra dado pelo clube por uma vitória). E foi essa justificativa usada em sua defesa no julgamento desta quarta. Os advogados de Prass afirmaram que a imprensa acabou distorcendo a declaração do jogador.

Os quatro auditores do STJD aceitaram a justificativa e absolveram Pras por 4 votos a 0. O goleiro do Palmeiras se livrou de um ganho de dois anos, além de pagamento de uma multa que poderia chegar a R$ 100 mil. Na opinião da comissão, eles não tinham como provar que o jogador havia recebido a tal mala branca.

“Não tenho um amparo legal, de forma objetiva, para dizer se ele recebeu ou não de outro clube. Posso entender o texto que foi colocado. Mas não consigo recepcionar uma conduta que gerasse um decreto condenatório ao Fernando Prass. Se ele falar: "um dia eu fumei droga" eu não posso prender ele”, declarou Ivaney Cayres, auditor relator do caso.

Com a decisão do Tribunal, Prass poderá continuar atuando pelo Palmeiras e está liberado para enfrentar o Atlético-PR, no domingo (7). Considerado como o “jogo da morte”, o Verdão pode ser rebaixado caso perca para o Furacão, na recém-inaugurada Allianz Parque.

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